1 de julho de 2026

A indústria do cancelamento na Flipoços

Precisamos tomar cuidado com a indústria do cancelamento. Além de profundamente autoritária, não dá direito de defesa às vítimas.
Flipoços - Feira Literária - Divulgação

A Flipoços, Feira do Livro de Poços de Caldas, foi um sucesso. Nada tenho a reclamar de não ter sido convidado. Aliás, convidado fui, inclusive para escrever um artigo no livro de 10 anos. Cometi a deselegância de mencionar uma cena esdrúxula do ex-prefeito, quando lancei a biografia de Moreira Salles.

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Sem queixas, apesar de ter sido finalista do Premio Jabuti de 2003, categoria principal, em um livro que versava sobre Poços. Na barafunda que se tornou a Prefeitura de Poços, o ex-prefeito, que deixou as contas da prefeitura em pandareco, recebeu como prêmio controlar as contas do Departamento Municipal de Eletricidade, a maior fonte de receita da cidade, e o principal patrocinador da Feira.

E nada se deve esperar dos promotores estaduais, depois que foram coniventes com o corte de dezenas de árvores centenárias e com a censura do prefeito à minha participação em um vídeo de aniversário da cidade. Segundo o promotor, a prefeitura ajudou a financiar o vídeo e, portanto, tinha o direito de censurar.

Mas refiro-me ao cancelamento da moça Camila Panizzi Luz, por suposta prática de racismo. Pelo vídeo, a escritora diz a um escritor, que nunca tinha sido presa, para poder participar do movimento de literatura marginal. Pareceu-me apenas uma bobinha, mal informada sobre o movimento. Uso o Chatgpt para saber da produção literária da moça. Escreveu apenas um livro “Liderança Feminina Sem Fronteiras”.

Informo-me com meus parentes, em Poços, presentes à sessão, e a impressão é a mesma. O escritor “marginal”, Wesley Barbosa, do Coletivo Neomarginal, foi chamado de improviso à mesa e a moça certamente não foi informada do sentido do movimento da literatura marginal. A maneira como se dirige ao escritor nada tem de agressividade. Tanto que a conversa prossegue normalmente. Mostra apenas que a moça, prata da casa, é bobinha, mal informada.

No entanto, a decisão da Flipoços, a jogou nas páginas dos principais veículos do país, de onde jamais sairá devido aos poderes atemporais do Google, punição absurda, sem direito à defesa.

Precisamos tomar cuidado com a indústria do cancelamento. Além de profundamente autoritária, não dá direito de defesa às vítimas. Mais que isso, prepara o terreno para incursões tenebrosas, como foi no Brasil no período do jornalismo de lixo e está sendo agora nos Estados Unidos.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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51 Comentários
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  1. Anna Estecla Oliveira

    5 de maio de 2025 11:58 am

    Já estamos vivendo a “era do jornalismo lixo” ! A midia hegemônica está de joelhos para o atual governo. A mesma mídia que deu total apoio a Operaçao Lava:Jato”!

    1. Karina

      6 de maio de 2025 8:58 am

      Pelo comentário, já se observa ser um exemplar do Bolsonarismo

    2. Pedro Pereira Borges Jr

      6 de maio de 2025 5:50 pm

      Bobina, não. Ela foi escrota, indelicada, burra, desagradável. O Wesley nem percebeu tudo isso, seguiu, com falas meio rasas, também. Uma pergunta importante é: o que essa menina estava fazendo ali?

      1. Luis Nassif

        10 de maio de 2025 10:41 am

        Também não sei.

  2. Clau

    5 de maio de 2025 12:02 pm

    Pedimos a gentileza de devolver ou descartar a escultura do homem nu em frente ao PALACE Hotel, praça central da cidade de Poços de Caldas. Não ensina, não edifica e ainda é incompreensível e prejudicial. As famílias de Poços de Caldas agradecem.

    1. Lênin and The Ulianovs

      5 de maio de 2025 6:09 pm

      Eu sugiro também dinamitarmos Davi, de Michelangelo…

      Todas as bundas e peitos de Fernando Botero.

      Ah, e arrumar uma roupa decente para o Cristo crucificado, sujeito sem modos que nem uma cueca vestiu para ser torturado…

    2. NOrma

      6 de maio de 2025 9:28 am

      Caipirismo, atraso, então a Sra vai ficar estarrecida se entrar no Vaticano, na Capela Sistina,os nús de Muchelangelo, Jesus nú, affff

  3. Rui Ribeiro

    5 de maio de 2025 12:11 pm

    Netanyahu tá cancelando os Palestinos e os Reféns Israelenses em poder do Hamas. Certamente ele não tem nenhum ente querido sequestrado pelo Hamas. Se tivesse, ele agiria de outra forma?

    Qual o valor da vida, inclusive de Israelenses, frente à conquista do território dos Palestinos?

    Vamos boicotar os $ionistas.

  4. João

    5 de maio de 2025 12:40 pm

    globo
    Dia 5 de Maio de 2025
    A ruiva se associa ao crime
    o careca não é secretário de segurança pública da polícia civil
    muita repetição
    liberdade desmedida
    Eu irei fazer o careca e a ruiva serem “submissos”
    Estourar
    Sociedade mútua para matar
    Direito
    Ironizar
    pagar o tributo
    ele quer favela
    Eu proibo favela
    ele quer câmera
    Eu proibo câmera
    ele quer um evento
    Culto
    multidão
    Ironizar
    teleférico em uma favela
    a polícia civil tem que enfrentar
    CÓDIGO PENAL
    DECRETO-LEI N. 2840, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940

  5. Laurindo Bonilha

    5 de maio de 2025 12:49 pm

    Em cidades provincianas como Poços de Caldas, um Luís Nassif parceiro da pequena burguesia local e dos políticos colocados no poder municipal por esses burgueses miúdos, seria propagado como um jornalista de primeira grandeza que não só abrilhanta a cultura local, mas que ainda eleva o nome da cidade além fronteiras estaduais. Mas um Luís Nassif íntegro e crítico quanto aos erros e quanto às mesquinharias da elite local, aí o notável jornalista se torna persona não grata, incômoda. Ou seja, Poços de Caldas não é diferente de tantos outros ambientes municipais, como Antares, do saudoso Veríssimo

  6. Anônimo

    5 de maio de 2025 4:50 pm

    Brasil terra dos intelectuais que não pensam e escritores que não são lidos, Nelson Rodrigues o Magnífico. Essa turma de vitimizados me faz vomitar.

  7. ÉoJotaUai

    5 de maio de 2025 5:04 pm

    Nassif estes “causos”na giria quer dizer PERRECO(confusão ppr nada)tô dizendo q ng pode ser confrontado ou conttariado, q já retaliam,não querem q a vdd apareça,pode ver Nassif q 90 por cento é Bolsonarista amante da ditadura,tudo mimado mamando nas tetas do governo,não querem largar o osso !!!

  8. Marcelo de Sousa

    6 de maio de 2025 12:33 am

    A primeira associação que devemos fazer a um escritor de literatura marginal, preto, é com a cadeia? Wesley é meu amigo pessoal. Certa vez, fomos abordados pela PM e, durante toda a ação, os agentes o interrogaram insistentemente sobre ele ter passagem pela polícia — mesmo nunca tendo sequer passado perto de uma delegacia. Atitudes como essa devem ser profundamente reprovadas, pois, na prática, essas associações ‘bobinhas’ podem custar a vida dele fora desse mundinho literário.

  9. Um leitor atento.

    6 de maio de 2025 12:46 am

    Cada um paga pelo que fala. Filha de um homem que mede as palavras, desaprendeu tudo que lhe foi ensinado.

  10. Luciene

    6 de maio de 2025 7:11 am

    Que reportagem vazia e chorosa!
    Poderia criticar os critérios que essa feira do livro em Poços adota em convidar qualquer um para ser o centro das atenções, sem informação mínima sobre movimentos Literários contemporâneos. O que essa escritora jovem cometeu foi sim racismo. Tentou ser engraçadinha à base de discurso racista estrutural. Parem de defender o indefensável! A vítima aqui, meu senhor, não é a jovem “bobinha”, e sim, quem se sente ofendido pela associação entre movimento literário com criminalidade. Mas o que esperar de quem não sente o racismo porque nasceu de outra cor?

  11. Cecilia

    6 de maio de 2025 8:08 am

    “A maneira como se dirige ao escritor nada tem de agressividade.” Acho que vi um vídeo diferente, então. Ela manteve um tom debochado e agressivo, não somente quando diz que tbm queria ser marginal, “mas nunca tinha sido presa”. Foi constrangedora e desrespeitou o colega.

  12. Maria Peres

    6 de maio de 2025 9:39 am

    O rapaz foi oportunista, mimizento.

  13. Marco AntônioAndere

    6 de maio de 2025 10:05 am

    Inteiramente apoiado!

  14. Messias Barros

    6 de maio de 2025 11:35 am

    Totalmente incoerente o artigo, tentando defender a indefensável, prepotente e arrogante “escritora” racista! É visível que ela quis lacrar ao convidar o jovem escritor que estava na plateia! Deu-me mal por ser exatamente quem é: preconceituosa, burra e desinformada.

    1. Luis Nassif

      10 de maio de 2025 10:42 am

      Que ela quis lacrar, é possível. Faz parte do manual das influenciadores esses gracejos sem noção. Daí a ser ato de racismo, vai uma distância.

  15. Luiz Antônio Batista

    6 de maio de 2025 12:23 pm

    Concordo sobre a referência ao fato acontecido.
    Muito questionamento a um fala mal colocada.
    Nada mais que isto

  16. Helio

    6 de maio de 2025 2:52 pm

    Talvez comunicação seja para distribuir desinformação. Cancelamento e crimes sempre foram de grande interesse dos que não tem nenhuma vergonha de expor as viceras…

    1. Carla

      6 de maio de 2025 8:17 pm

      De passada em passada de pano para os bobinhos e bobinhas (sempre brancos, adultos e com poder aquisitivo) vamos alimentando o discurso de ódio! O único cuidado que temos que tomar em situações assim, é com a conivência. Faça-me o favor!

      1. Luis Nassif

        10 de maio de 2025 10:39 am

        O que alimenta o discurso de ódio é essa bobagem de tratar cada episódio pequeno como se fosse uma grande causa. É falta de discernimento que compromete o que se pretende defender.

  17. Vilma Lígia Pereira

    6 de maio de 2025 6:42 pm

    Creio, Nassif, serem dois os adjetivos que servem para a moça “jovem escritora”: bobinha, sim,e estúpida porque ela estando em posição privilegiada poderia simplesmente aprofundar sua entrevista e não querer lacrar. Quanto ao convidado “de última hora”, ele foi mostrar seu trabalho que, ao contrário dela, já milita na literatura há mais tempo que ela e com um posicionamento social para chamar pessoas que poderão vir a se interessar pela leitura, o que é louvável num país onde se lê muito pouco. Não sei qual era o teor do livro dela, mas pelo título poderia interessar aos seus, à turma dela. Foi deselegante sim. E o fato dela relacionar uma palavra ( marginal) ao sentido crime, foi racista e fez dela, aí sim, uma criminosa.
    Por outro lado, Nassif, você minimizando o racismo mostra que não entende ainda questões como esta. Você sofreu também com o descaso de seus pares. Se fosse preto sentiria o que nos sentimos em situações como essas.
    Abraços.

    1. Luis Nassif

      10 de maio de 2025 10:40 am

      Claro que poderia aprofundar. Mas é apenas uma bobinha querendo fazer charme da própria ignorância.

  18. MARIVAL BALDOINO DE SANTANA

    6 de maio de 2025 6:55 pm

    Sr. Nassif, boa noite! Tenho que discordar do senhor. Não se trata de uma simples desinformação. Trata-se de racismo. Passar pano pra racista não dá! Para uma escritora não saber que palavras em português às vezes tem significados diferentes. Faça -me uma garapa. Foi racismo, não tem outro nome! Tem que ser cancelada e condenada judicialmente!

    Att,

    Marival Baldoino de Santana

    1. Luis Nassif

      10 de maio de 2025 10:40 am

      Marivaldo, se o representante do movimento marginal fosse branco, a reação da moça seria a mesma, fruto da desinformação.

  19. Leonardo

    6 de maio de 2025 8:56 pm

    “Pareceu-me apenas uma bobinha, mal informada sobre o movimento”. Está explicado o comportamento da moça bobinha que nao sabe o q ta falando.Enquanto houver esse tipo de defesa, nada muda. Chega disso, né.

    1. Luis Nassif

      10 de maio de 2025 10:38 am

      Enquanto houver essa mobilização em torno de bobagens, nada muda. Use sua energia para as grandes causas negras, meu caro.

  20. Ralph Teixeira

    7 de maio de 2025 6:09 am

    Diante dos comentários que pouco ou nada dialogam com o artigo, e principalmente sobre o tema em questão, vejo o quanto se faz presente o pensamento de Russell. “O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas…”

  21. Luiz Ricardo Linch

    8 de maio de 2025 12:52 pm

    Há mais brainrot do que preconceito na fala da moça.
    Ela tentou socializar sendo banal e desnecessária, coisa prosaica e sobrevalorizada.
    O brainrot dos canceladores foi visualizar uma gafe tosca como discriminação.
    O ser humano erra e deve ser permitido errar para aprender.

  22. Alexandre Souza

    8 de maio de 2025 2:16 pm

    Foi mal nessa Nassif.
    Primeiro que a moça realmente está longe de ser um bobinha, ao contrário, usou seus contatos para estar nesse lugar…claramente sem conhecimento ou preparo. Mas de fato parece bem parte do meio artístico-intelectual, em que se relacionar com as pessoas certas conta mais que a própria obra…Mervais e Leitões estão aí para provar.

    Segundo: alguém como essa moça não é cancelada…vai ficar nas buscas, mas os convites que aparecerão pelos amigos e amigas de mamãe e papai estarão sempre aí, gente assim não sofre cancelamento.

    Terceiro, deixou de dar enfoque ao principal: a fala representante do pensamento mais arcaico e tosco que ainda existe muito nas panelinhas “intelectuais”. Lamentável.

    Sugiro ler a coluna do Rodrigo Casarin (e as que ele recomenda) para se situar melhor: https://www.uol.com.br/splash/colunas/pagina-cinco/2025/05/07/wesley-barbosa-camila-panizzi-luz-flipocos-neomarginal.htm

    Ou será aqui também estamos vendo amigos dizendo “veja bem, não é tão grave assim, é apenas uma menina, filha do meu compadre” ?

    1. Luis Nassif

      10 de maio de 2025 10:37 am

      Que contato. Ela é filha de uma família de Poços. No GGN sempre defendemos as grandes causas negras, não bobagens como essa.

  23. Natalia Facury

    9 de maio de 2025 4:12 pm

    Prezado Nassif
    A bobinha em questão é um fruto do nosso privilégio branco, precisa aprender sim
    Achamos que não é nada porque não é com a gente, mas empatia tambem serve para perceber o estrago que isso causa.

  24. Jicxjo

    9 de maio de 2025 10:40 pm

    Vamos a um breve exercício teórico: imaginem um Wesley branco, na mesmíssima situação. A escritora ignorante (no sentido original do termo) poderia ter feito o mesmo comentário? Caberia no contexto o mesmo comentário idiota? Perfeitamente!

    Quem só tem martelo só enxerga prego… Mostram assim que são tão ignorantes quanto a tal “bobinha”. Uma sociedade de idiotas arrotando sapiência e babando por justiçamento. Umberto Eco estava certo.

  25. Anônimo

    9 de maio de 2025 11:01 pm

    Ela associou literatura marginal a cadeia. Ele que associou cadeia a negro. Não foi assim?
    Enfim, qdo li esse episódio tbm não entendi pq tamanho cancelamento.

  26. América

    9 de maio de 2025 11:04 pm

    A moça comparou o movimento literário marginal a cadeia. Quem associou cadeia a negro foi ele.
    Tbm não entendi o rigor desse cancelamento.

  27. Anônimo

    10 de maio de 2025 3:35 am

    Cheguei ao artigo sem ter certeza do conteúdo, e ao terminar de ler infelizmente constatei que o intuito era minimizar as ações racistas ocorridas no evento. Lendo os comentários senti que ainda há esperança, pois a grande maioria são comentários se opondo, com a seriedade que a questão do racismo deve ser tratada.

  28. Enio Marcondes de Campos

    10 de maio de 2025 7:40 am

    Bobinha é o novo racismo? Que passada de pano, tá brilhando o móvel!

    1. Luis Nassif

      10 de maio de 2025 10:34 am

      Desculpe estragar seu prazer de linchar. Aguarde o próximo sábado de aleluia.

  29. Jaqui

    10 de maio de 2025 9:17 am

    Parece que quem escreveu a matéria foi pago para defender a bobinha… associar a palavra “Marginal” com a cadeia é coisa de gente burra mesmo…

    1. Luis Nassif

      10 de maio de 2025 10:33 am

      Chamar alguém de bobinha não é propriamente defesa, bobão.

  30. Silvana

    10 de maio de 2025 1:24 pm

    Discordo! Ela como escritora jovem que é, deveria ter dado um Google para saber sobre o tem! Simples assim. As pessoas preferem fazer piadinhas a se informar de verdade! Imperdoável!

    1. Luis Nassif

      10 de maio de 2025 3:47 pm

      Ah tá Ela pararia o evento, pediria licença, entraria no Google e voltaria a conversar

  31. José

    10 de maio de 2025 2:27 pm

    Vejo você, Nassif, falar em defesa de “grandes causas negras”. Qual seria a diferença de uma grande causa de uma pequena causa? Poderia explicar? Não são a partir de pequenas causas que surgem as grandes causas? Pelo seu raciocínio, o ato de Rosar Parks ao se negar a oferecer seu assento em um ônibus seja uma causa pequena.

    1. Luis Nassif

      10 de maio de 2025 3:46 pm

      Se quiser uma causa para lutar, encontre alguma grande. Ridícula essa comparação.

  32. Luciano lamb

    10 de maio de 2025 3:06 pm

    mas pra que escolher o nome do movimento de neomarginal? pode até ser no passado algo entendível, mas hoje em dia possui outra conotação. as pessoas em vez de simplificar, complicam ainda mais a vida, que já está extremamente corrida e comicada. Ajuda aí pessoal.

  33. Guedes

    10 de maio de 2025 4:06 pm

    Ótimo! O melhor de todos os comentários! Para quem não é bobinho e entendeu, é óbvio…

  34. Rui Ribeiro

    11 de maio de 2025 9:06 am

    Podemos fazer um teste se a bobinha é, ou não, racista. Ponham eu e ela no mesmo lado de uma rua, ambos caminhando em sentidos opostos. Ao me avistar à distância indo em sua direção, se ela não mudar pro outro lado da rua, então ela é mesmo só uma bobinha.

    Detalhe: não sou do Cáucaso

  35. Rui Ribeiro

    12 de maio de 2025 8:30 am

    Elogio ao Trabalho Clandestino
    (Bertolt Brecht)

    É bonito usar da palavra na luta de classes.
    Clamar em alto e bom som pela luta das massas.
    Pisar os opressores, libertar os oprimidos.
    Árdua e útil é a pequena tarefa de cada dia
    que secreta e tenaz tece
    a rede do Partido sob
    os fuzis apontados dos capitalistas.
    Falar, mas
    escondendo o orador.
    Vencer, mas
    escondendo o vencedor.
    Morrer, mas
    dissimulando a morte.
    Pela glória quem não faria grandes coisas?
    Mas quem as faz pelo olvido?
    E a glória busca em vão
    os autores do grande feito.
    Sai da sombra por um momento
    rostos anônimos, dissimulados,
    e aceitai;
    o nosso agradecimento.

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