4 de junho de 2026

A morte do grande capitão Antonio Ermirio

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Meu primeiro contato com Antonio Ermíriod e Morais foi ainda em plena ditadura, início dos anos 80.

Jovem repórter de Economia, fui convidado pela produção do programa A Voz do Povo – da TV Cultura – para participar da entrevista com ele. O âncora era o radialista Salomão Esper.

Preparei um repertório de perguntas apimentado. O que ele achava dos erros da Ferrovia do Aço? E da Transamazônica? E da política  econômica de Delfim Netto?

Para minha surpresa, cada pergunta era uma levantada de bola para cortadas certeiras contra o regime militar, contra os erros da política econômica. Creio ter sido a primeira manifestação explícita de um grande empresário contra o regime militar, rompendo um pacto que vinha desde os tempos do “milagre”.

Durante muitos e muitos anos, cada vez que cruzava com ele – na maior parte das vezes nos almoços no Hotel Cá D’Oro, Antonio Ermirio lembrava-me daquela entrevista.

***

Ao longo dos anos, não se limitou apenas a ser o maior empresário brasileiro. Tornou-se a liderança mais legítima do empresariado paulista.

Nem se pense que tinha olhos para o futuro. Demorou muito tempo para que seu grupo adotasse os computadores pessoais. As condições de trabalho de suas empresas não eram modelares, especialmente ao chão das fábricas. E atuava no cartel do cimento.

Herdando o conjunto das empresas do seu pai, Antonio Ermírio e o irmão José Ermínio passaram a investir pesadamente na indústria de base.

Trazia vivo o discurso do trabalho sobre a especulação, do projeto de país sobre a visão estreita da maioria de seus pares. Era um industrial em estado puro, embora, em algum momento da vida, tivesse feito algumas incursões pelo sistema bancário.

***

Era obcecado pelo trabalho, a ponto de atribuir o baixo desenvolvimento brasileiro ao acomodamento e ao excesso de feriados.

Mas abominava qualquer forma de exibicionismo. Saía da sede da empresa, na praça Ramos, e caminhava por uma cidade até então tranquila até a rua Augusta, com seus ternos mal ajambrados, para o almoço semanal com seu amigo e futuro biógrafo José Pastore.

***

Ainda no período da ditadura, apoiou partidos clandestinos e a imprensa alternativa da época. No início dos anos 80, participou da ajuda para a recuperação do jornal O Estado de S. Paulo

Mas enveredou pela política mesmo no final dos anos 80, candidatando-se a senador por São Paulo e a governador. E não sendo bem sucedido.

***
Na área social, bancou por muito tempo a Beneficência Portuguesa. Aliás, beneficência e remédios eram algumas de suas ideias fixas.

Tinha apenas um rim e uma obsessão pela Vitamina C. Não perdia oportunidade de aconselhar as pessoas sobre as qualidades da vitamina.

***

Não havia nada de mais cativante do que sua simplicidade. Não era o jogo de cena, o populismo, mas a expressão sincera de que sabia que havia mais coisas na vida do que a mera acumulação de riqueza.

O resultado foi uma família discreta, unida que, ao contrário de tantos exemplos de empresas familiares, conseguiu preservar o grupo. O único momento de risco foi a incursão na área  que o velho Antonio Ermirio abominava: o Banco Votorantim.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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31 Comentários
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  1. Ninguém

    26 de agosto de 2014 10:17 am

    Antônio Ermírio de Morais

    Era o nome que me vinha à mente quando lia ou ouvia a expressão capitão da indústria. Era conhecido pela simplicidade e discrição, além do trabalho benemérito na Beneficência Portuguesa. Parte de um mundo que já não existe mais.

  2. mcn

    26 de agosto de 2014 10:33 am

    Antonio Ermírio era uma

    Antonio Ermírio era uma figura. Meu irmão trabalhou com ele nos anos 90, na Beneficência. A contabilidade era feita á mão, naqueles livros pretos. Dizia-se que a Beneficência e a CBA, empresa de alumínio do Grupo Votorantim que ele administrava, possuiam a maior concentração de idosos do mercado de trabalho brasileiro. Ele prezava confiança e leadade nos trabalhadores e os premiava mantendo seus empregos.

    A crise de 2008 marcou o fim de sua trajetória empresarial. A gestão temerária de seus sobrinhos, alavancando resultados com papéis podres, quase destruiu o legado da família.

    O banco foi para o vinagre. O prejuízo declarado do Grupo de 10 bi (pode ter sido muito mais) mereceu um (merecido) esporro do então presidente Lula: “Empresas, como a Votorantim e a Sadia, que especulam contra a moeda brasileira não merecem ajuda do governo na hora da crise”. Soco direto no fígado do velho empreendedor. Primeiro, porque era verdade. Segundo, porque seus herdeiros praticavam exatamente o oposto de seus valores como empresário: especulação e desprezo pelo país.

    O Grupo sobreviveu. Mais ou menos uns dois anos depois disso ele saiu de cena.

  3. David Dias

    26 de agosto de 2014 11:21 am

    Antonio Ermirio de Morais

    É de pessoas assim que o Brasil e todos os países da Terra nece ssitam.Não adianta mudar tudo como se fala no momento o que é preciso e mudar o pensamento e as ações dos seres humanos que ao  invés de culpar sempre os outros  veja o que eles próprios fazem.

  4. rita scaramuzzi

    26 de agosto de 2014 11:36 am

    meus sinceros sentimentos a

    meus sinceros sentimentos a familia.

  5. H Menon Jr.

    26 de agosto de 2014 11:38 am

    Caro Nassif, toda moeda tem

    Caro Nassif, toda moeda tem duas faces… no caso da biografia de grandes empresários, uma sorridente e a outra sombria. Antonio Ermírio era a face “sorridente” o lado humano e racional do Grupo Votorantin. Seu irmão José, malufista de primeira hora, era a outra face e a aparente diferença ideológica entre ambos apenas confirmava a eterna estratégia de Famílias poderosas de acender uma vela para Deus e outra – just in case – para o Diabo. Sua imagem pessoal entre as centenas de milhares de funcionários era boa, a do chefe justo, que batia quando necessário mas afagava quando a corda apertava demais. Mas no dia a dia das empresas, haviam capatazes implacáveis, como Clóvis Scripilitti, que entrou para a Família via casamento com uma das herdeiras, e que faziam das empresas do Grupo um dos piores locais para se trabalhar – claro, sempre usando o “amor ao trabalho” como um mantra infalível, próprio de quem exige muito esforço e paga muito mal. Acredito que seu maior legado – que a fortuna amealhada sabe-se lá como é um legado privado, que beneficiará apenas a Família – foi sua dedicação à Beneficiência Portuguesa. Por isso sempre terá o meu respeito porém consciente de que o tipo de fortuna construída pelos Ermírio de Moraes não se consegue apenas com chá e simpatia. 

    1. Maria Fulô

      26 de agosto de 2014 1:15 pm

      UAU… Grande Agamenon. 

      UAU… Grande Agamenon. 

  6. Rui Daher

    26 de agosto de 2014 11:40 am

    Nenhuma

    palavra a mais é necessária.

  7. drigoeira

    26 de agosto de 2014 11:52 am

    Acho que fez pouco…

    Pelo poder e dinheiro que o conglomerado tem, fez pouco pelo país.

    Aliás, todos os grandes empresários brasileiros fazem muito pouco de concreto.

    1. Motta Araujo

      26 de agosto de 2014 12:43 pm

      Fez INFINITAMENTE mais que a

      Fez INFINITAMENTE mais que a mairoia dos empresarios, como empreendedor, como filantropo, como exemplo.

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        26 de agosto de 2014 12:50 pm

        Pelo menos admite que pelo Brasil, nada….

        É triste ver a falta de compromisso que a elite brasileira tem com o país e a população. Nisto dá inveja dos estrangeiros, com suas Vilas Antárticas por todas as cidades ´por onde passaram.

    2. prsnunes

      26 de agosto de 2014 12:51 pm

      … de concreto ele até que

      … de concreto ele até que muito fez!

      1. drigoeira

        26 de agosto de 2014 1:51 pm

        kkkkkkkkkkkkkk

        Me esquecí!

  8. Nei Bastos

    26 de agosto de 2014 11:55 am

    A morte de Antonio

    O Estado de São Paulo  fica menos rico,

    A cidade vai se empobrecendo,

    O Brasil fica menos visto.

    A morte de mais um Antonio podia passar despercebida em branco.

    Mas … morrem muitos Antonios a cada dia

    Nos centros e nas periferias e o espaço fica mais vazio.

    Pois é de Antonio em Antonios vamos perdendo a construção,

    Mas, também, outros Antonios nascem e ocupam o espaço

    Porém, quando morre este Antonio o Brasil, o Estado de São Paulo ficam menos notado

    Mas sobre tudo a cidade fica em sua vocação menos iluminada

    Morre o Atonio E… minente

    Morre o pensador e talvez o pensamento

    Contudo, este antonio de tão diferente tinha a admiração por se fazer igual aos outros

    O Antonio se foi legado perdeu o carisma.

    A historia ganhou mais um nobre capitulo.

    Sentimentos de um Paulistano

  9. Nei Bastos

    26 de agosto de 2014 12:18 pm

    A morte de Antonio

    O Estado de São Paulo  fica menos rico,

    A cidade vai se empobrecendo,

    O Brasil fica menos visto.

    A morte de mais um Antônio podia passar despercebida em branco.

    Mas … morrem muitos Antônios a cada dia

    Nos centros e nas periferias e o espaço fica mais vazio.

    Pois é de Antônio em Antônios vamos perdendo a construção,

    Mas, também, outros Antônios nascem e ocupam o espaço

    Porém, quando morre este Antônio o Brasil, o Estado de São Paulo ficam menos notado

    Mas sobre tudo a cidade fica em sua vocação menos iluminada

    Morre o Atonio E… minente

    Morre o pensador e talvez o pensamento

    Contudo, este antônio de tão diferente tinha a admiração por querer e fazer-se igual aos outros

    O Antônio se foi

    O legado perdeu o carisma.

    A historia ganhou mais um nobre capitulo.

    Sentimentos  Paulistanos

  10. matuto

    26 de agosto de 2014 12:26 pm

    Pra ter fon-fom

    Industriais trabalham.

    Banqueiros fazem conchavos.

  11. Alexandre Weber - Santos -SP

    26 de agosto de 2014 12:46 pm

    Estudou pouco

    Uma vez, quando candidato a governador, lhe fiz uma pergunta de como mudar a administração pública e aumentar sua eficiência. Não mostrou ser do ramo, um voluntarista, muito pouco contra o que está ai.

    O mundo é complexo e diversificado, seu estilo mostrava justamente o contrário, a simplicidade e a mesmice, por isto não vingou como político. Se dava bem com o Olavo, a quem sucedeu como candidato a governador.

  12. Mário Mendonça

    26 de agosto de 2014 1:01 pm

    NassifGostava tanto do

    Nassif

    Gostava tanto do Brasil que “reinava” sozinho no seu segmento…

    Meus pêsames…..

  13. vicente caliman

    26 de agosto de 2014 1:09 pm

    A morte do grande capitão Antonio Ermirio

    Trabalhei parte dos anos  70 e 80 na organização S/A Industrias Votorantin. A imagem interna do patrão não era das melhores: restaurantes em fabricas fechadas por seus funcionarios terem reclamado a qualidade da comida, administração baseada em diretores “amigos”, que tinham poder ilimitado,desavenças visiveis com o governo por não dar aumento para seus produtos (Delfim Neto, aços planos e o fechamento de fabricas em Santo Amaro-Ba, por vingança). A desavença com o irmão Jose era conversa de corredor, ao ponto de ser iniciada a substituição da familia por gerencia profissional, como esta até hoje.

    Dentro do escritorio na Praça Ramos, gerenciado de forma militar, onde os funcionarios recebiam do “gerente administrativo e da segurança”, reprimendas caso tivesse emitido cheques sem fundo ou estivesse com a conta em divida. Ou seja a informaçõa era dada pelo banco a administração que se encarregava de solicitar as providencias dos funcionarios.

    Com relação a frase publicada na epoca pela imprensa “não quero ser politico” se justifica pelo fato de que na sede havia uma sala onde trabalhava o sr João Neves com assessores ,  irmão do falecido senador Tancredo Neves, que a boca do corredor diziam que atendia os interesses agrario da empresa.   

      È natural hoje que pelo seu poder economico, as pessoas apenas falem bem dele santificando-o  

    1. Ricardo Cesar

      26 de agosto de 2014 4:17 pm

      Já falaram aqui sobre o

      Já falaram aqui sobre o concreto, mas nada sobre o cartel do cimento: votorantim, itaú, nassau…..

  14. Serralheiro 70

    26 de agosto de 2014 2:11 pm

    Nassif entendo que seu

    Nassif entendo que seu comentário eh uma justa homenagem a Antônio Ermirio, cidadão que se notabilizou pelo seu império econômico e interesses diversos de participação social. Pena ser uma exceção quase absoluta dos nossos empresários locais.

  15. janes salete

    26 de agosto de 2014 2:20 pm

    Nas poucas vezes que vi e


    Nas poucas vezes que vi e ouvi esse senhor na mídia, apenas me passava a idéia de ser muito conservador. Li sobre a votorantin e sua vinda ao RS. Lá, relatavam casos de pesssoas com problemas de saúde resultantes da “poeira branca” que sua empresa espalhava pela cidade, os telhados tornavam-se brancos e as pessoas com problemas respiratórios. Já, na “modernidade”, colocou os filtros necessários para evitar esse problemão de saúde e os resultados foram ótimos. Só por essa passagem, aplaudo-o, pois, falando de empresários tupinicas, poucos são os que investem na procura de evitar problemas ambientais e de saúde. Não se encontra nada em sua história que o envolva em negociatas, tão presentes no empresáriado brasileiro que investe muito pouco fora do seu cofre. 

  16. flavio sganzerla

    26 de agosto de 2014 3:28 pm

    G.Capita~o
    Como CAPITAO e responsavel
    comandou os carteis da CBA junto ao CONSORCIO NACIONAL DE CABOS. Empresario com certas informais praticas ao abrigo do publico.Recentemente o CNC foi condenado pelo STJ a pagar indenisacao de 100 cem milhoes de reais por fato de 1988 . Acerto efetuado sigilosamente como de costume ( ver sentenca final no gabinete do juiz GM 2010 ??) NEM TUDO QUE RELUZ E OURO

  17. Toni

    26 de agosto de 2014 3:55 pm

    .

    Teve uma grande escola, que foi seu pai, José Ermírio de Morais, na verdade o pioneiro de todo o conglomerado assumido pelos filhos após sua morte.   Também no viés político foi aprendiz de seu pai, embora sua atuação política tenha sido um tanto apagada com relação ao velho José Ermírio que, poucos sabem, foi um dos grandes financiadores do primeiro governo de Miguel Arraes em Pernambuco e, como ministro da Agricultura de João Goulart,  aprovou o Estatuto do Trabalhador Rural, que regulava os contratos e as relações de trabalho entre empregadores e empregados rurais, inexistentes até então.  Foi após o golpe um ativista da resistência democrática à ditadura até sua morte, em 1973.  Seus filhos poderiam ter feito mais, como ensinou o patriarca.

  18. Fábio de Oliveira Ribeiro

    26 de agosto de 2014 5:34 pm

    Morreu desitradado

    Morreu desitradado coitadinho. Culpa de Alckmin?

  19. veranis

    26 de agosto de 2014 6:52 pm

    FINAL DE TURNO

    Ninguém fica tão rico sendo bom e generoso. É verdade que era um empresário trabalhador, empreendedor, diferente da maioria dos que temos por aqui que só pensam em ser financiados pelo bolsa BNDES. É fácil ser simples quando se tem um mundo de dinheiro e não precisa provar  nada a ninguém. Duvido que seus empregados mais graduados podiam se dar ao luxo de serem tão relaxados com seu visual. Li muitas reportagens de pessoas com câncer por conta de suas fábricas. Agora do outro lado poderá ter uma visão geral de sua vida; espero que as coisas positivas ganhem das negativas, afinal é o mínimo que se espera de todos nós ao final de nossas vidas nesse plano.

  20. Nilva de Souza

    26 de agosto de 2014 7:02 pm

    E a coleta de contas de luz,
    E a coleta de contas de luz, que na época poderiam ser convertidas em ações, e lhe garantiu três usinas hidrelétricas?

    Menas, Nassif! Ele teve muitos méritos e algumas grandes pisadas na bola.

    Pode ser que ele não soubesse, mas no final dos anos 70 enviei meu curriculo para trabalhar na área de exportação e fui selecionada.
    Quando cheguei para a entrevista foi um alvoroço porque os seguranças tiveram que ligar pra um setor que me permitiu subir.
    Depois de muito tempo aguardando para ser entrevistada,enquanto outras pessoas eram chamadas na minha frente, a secretária me visou que eles não admitiam moreninhos para aquele cargo.

    1. Flavio Martinho

      27 de agosto de 2014 11:50 am

      Não por isso. Por mais que

      Não por isso. Por mais que doa. Mas nos anos 70 não havia o ‘politicamente correto’ e a discriminção era forte e presente. E ele e a empresa não podiam ser diferentes. Considere que, mesmo assim e ainda hoje, o preconceito é forte e presente em toidos os locais.

  21. Osvaldo Ferreira

    26 de agosto de 2014 10:57 pm

    Destinou parte de sua fortuna

    Destinou parte de sua fortuna pessoal a alguma instituição de ponta nacional?

    Criou algum grande museu suportado por uma fundação onde colocou a sua fortuna pessoal?

    Financiou alguma universidade e fez com que revelasse novos talentos mesmo dentre os de poucos recursos familiares, já que era bilionário?

    Fez doações significativas e de monta a instituições educacionais dedicadas ao ensino de base?

    Combateu a ditadura quando ela se instalou no Brasil em 1964?

    Financiou as artes e a cultura nacional de forma relevante com os bilhões que ganhou?

     

    Acho que não fez nada disso como fizeram e fazem os mega capitalistas modernos dos EUA e em outros países.

     

     

     

     

    1. drigoeira

      26 de agosto de 2014 11:25 pm

      Concordo…

      Boa resposta!

      Se vc fizer parte de um grupo na sua igreja, já fazerá mais que este aí.

  22. aaj

    27 de agosto de 2014 1:16 am

    Antonio Ermírio e as crianças pobres

    Lembro que na campanha pra governador, contra a raposa do Quércia, foi acusado de explorar trabalho infantil. Justificou dizendo que, para as crianças pobres, era melhor trabalhar do que ficar à toa na rua. Acho sua declaração maravilhosa, para ilustrar o pensamento dominante – da classe média pra “cima”: infância não é um direito universal.

  23. jc.pompeu

    27 de agosto de 2014 12:10 pm

    “A morte do grande capitão

    A morte do grande capitão Antonio Ermirio

    A morte do grande capitão-mor do cimento social brasileiro

     

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