5 de junho de 2026

Cacique Raoni vai ao Congresso e responde aos ataques que Bolsonaro fez contra ele na ONU

Maia garantiu que não vai pautar no Plenário da Câmara projetos que flexibilizem a mineração ou que permitam uma atuação maior de madeireiras em terras indígena

Jornal GGN – “Bolsonaro falou que eu não sou liderança. Ele é que não é liderança e tem que sair”, disse o cacique Raoni Metuktire na tarde desta quarta-feira (25), um dia após o presidente do Brasil atacar ele durante discurso de abertura na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA).

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O líder indígena esteve na Câmara dos Deputados ao lado de parlamentares que defendem o Meio Ambiente e políticas indigenistas. “Eu volto a repetir que minha fala é para o bem-viver, minha fala é tranquila e não ofendo ninguém. Que todo mundo viva com saúde e tranquilidade”, prosseguiu por meio de uma intérprete, a índia Kainú, apresentada como representante das mulheres do Xingu.

Diante de autoridades que representam os 193 Estados-membros das Nações Unidas, Bolsonaro se referiu a Raoni “peça de manobra” usada por governos estrangeiros na “guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia”, afirmou.

Hoje com 89 anos, Raoni Metuktire, da etnia caiapó, se tornou conhecido no mundo inteiro no final da década de 1980 quando participou, ao lado do cantor Sting, de uma conferência de imprensa da turnê Human Rights Now!, da Anistia Internacional. A proposta era chamar atenção às causas indígenas e ambientais. Na mesa época o cacique se posicionou fortemente contra o projeto da barragem de Kararaô, hoje, conhecida como Belo Monte.

Na Câmara, Raoni foi recebido pelo presidente da casa, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). O parlamentar garantiu que não vai pautar no Plenário projetos que flexibilizem a mineração em terras indígenas ou que permitam uma atuação maior de madereiras na região amazônica.

“Nossa intenção é que a gente possa construir projetos que sinalizem aos brasileiros e ao mundo a nossa preocupação com o meio ambiente”, disse Maia.

*Com informações da Agência Câmara

Redação

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Denilson Silva

    27 de setembro de 2019 2:36 am

    A DESGRAÇA encarnada fez mais uma vez…

    Atacou um líder indígena depois de apoiar queimadas indiscriminadas!
    Esse Bolsonaro fede! O Brasil tá dando “BOOT” na nação, só pode!
    É “HARD-RESET”? Os Kayapos tem muita de sua vida baseada no ciclo de vidas de insetos.
    Muito cuidado ao comparar o resultado eleito do Novo Golpe de estado com baratas e outros insetos.
    Eles merecem respeito, #ELENÃO! Simbolo maior do Atraso do país, da ELITE LESA PÁTRIA: Bolsonaro!

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