9 de junho de 2026

Caco Barcellos, repórter

Caco Barcellos foi eleito o Mais Admirado Jornalista Brasileiro de 2025, seguido de Jamil Chade.
Reprodução

Não pude ir na cerimônia de premiação, mas leio que Caco Barcellos foi eleito o Mais Admirado Jornalista Brasileiro de 2025, seguido de Jamil Chade.

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Desde seu início, Caco revelou-se um repórter maior, transitando em várias empresas, mas sem abrir mão do rigor jornalístico.

Lembro-me do seu início, na Realidade, colocando em xeque o sistema de segurança da Usina Angra 2, e de maneira mais objetiva: mijou na usina e se deixou fotografar, como ilustração da matéria. 

Depois, na Abril Vídeo – que alugava um horário da TV Gazeta de São Paulo – participou do programa de domingo à noite, dirigido pelo magistral Narciso Kalili.

Sem ter um centésimo dos recursos do Fantástico, o programa conseguia ser mais dinâmico, com as reportagens de Caco e de Mônica Teixeira. Foram reportagens inesquecíveis, como uma abordando a vida das pessoas que viviam dos lixões de São Paulo.

Como escritor, é autor de obras importantes como “Rota 66”, que denunciou a violência policial em São Paulo, e “Abusado”, que retrata o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Por seus livros, recebeu prêmios como o Jabuti.

Desde 2006, Caco fixou-se no Profissão Repórter, na TV Globo e, assim como outro repórter eterno – José Hamilton Ribeiro – jamais deixou de lado a profissão repórter.

O segundo lugar foi para Jamil Chade, um exemplo de como passos bem dados são relevantes para firmar a personalidade jornalística. Conheci Jamil em meados dos anos 2010, com a imprensa atolada pelo discurso único da Lava Jato.

A Globo se enrolou com escândalos da FIFA e da Copa Brasil, convenientemente abafados. Jamil era correspondente do Estadão em Genebra. De lá disparava matérias coalhadas de informação, mas com tanta sutileza – para driblar as restrições editoriais – que só os mais informados entendiam.

Depois, se soltou, foi para outros veículos, com espaço para voar. E se transformou em uma referência do jornalismo internacional e de defesa dos direitos humanos.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. evandro

    1 de outubro de 2025 8:26 am

    Inesquecível o “você acha?” em cima da Catanhede quando ela elogiou os repórteres “investigativos”.

    https://youtu.be/o79VPhf_2UE?si=WB8sk5oh41E9a_OI

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