5 de junho de 2026

Comissões estaduais da Verdade criam rede nacional

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Jornal GGN – As comissões estaduais da Verdade decidiram, no dia 17 último, criar uma rede nacional com o objetivo de dar continuidade às recomendações feitas nos relatórios apresentados até agora. A decisão é parte de uma carta lançada no Rio, ao final do encontro entre representantes das comissões da Verdade de seis estados: Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Wadih Damous, presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, disse que a rede garantirá que o trabalho de tantos anos, realizado pelas comissões, não fique sem providências. “O trabalho continua, porque ainda há muita coisa para investigar, apurar e revelar. Talvez esse trabalho não se conclua com o término das atividades das comissões, daí termos idealizado esse encontro para tratar do legado e de mecanismos de monitoramento das recomendações da comissão nacional e das comissões estaduais”, disse ele à Agência Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=Nxp-MYPNpP4&feature=youtu.be width:700 height:394

Ivan Seixas, representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, ressaltou que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) foi o ponto de partida para revelar ao país tudo o que aconteceu na época da ditadura. “As recomendações dão início a uma nova fase, que tem de ser assumida pela sociedade. As comissões estaduais, municipais, de universidades e de sindicatos fizeram parte de uma grande rede e continuam funcionando. Então, são muito importantes os seus desdobramentos, porque nada terminou, a impunidade do passado serve de incentivo à impunidade do presente”, disse ele.

A procuradora da República e presidente da Comissão Especial para Mortos e Desaparecidos Políticos, Eugênia Gonzaga, sublinhou a importância de se retomar o trabalhos da entidade, que foi uma das gêneses das comissões da Verdade. “A entrega do relatório da CNV pode ter dado a impressão de que os trabalhos estavam encerrados, mas ainda há muito o quê fazer. A permanência dessas comissões da Verdade vai fazer com que as situações de morte e desaparecimentos continuem a ser apurados, para que sejam levadas à Justiça e possibilitem a identificação dos corpos”, disse ela.

Veja o vídeo feito por Nacho Lemus, especial para o Jornal GGN.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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2 Comentários
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  1. oneide

    20 de abril de 2015 5:59 pm

    Comissões da meia verdade,

    Comissões da meia verdade, recontando o passado para obter fatura politica.

     

  2. agincourt

    20 de abril de 2015 8:02 pm

    documentário

    “Então, são muito importantes os seus desdobramentos, porque nada terminou, a impunidade do passado serve de incentivo à impunidade do presente”

    Nesse sentido, prestem atenção às falas da Maria Rita Kehl e do Ivan Cavalcanti Proença já próximos do final do documentário “Militares da Democracia: os militares que disseram NÃO”.

    https://www.youtube.com/watch?v=6hD8JIHbu3w

    Em que ficou aquela recomendação da CNV para rever a visão das academias militares e dos colégios militares no referente a 1964 e ao período da ditadura?

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