5 de junho de 2026

Eleições Diretas são a única saída do atoleiro, por Pedro Celestino

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Foto: Paulo Pinto/AGPT
 
Do Clube de Engenharia
 
Chegamos ao fundo do poço.
 
Foi com as lutas e o sacrifício de gerações de brasileiros que nos tornamos nos últimos anos uma das maiores economias do mundo. A quadrilha que, hoje se vê, assaltou o poder, dedicou-se a desmontar conquistas sociais e trabalhistas alcançadas nas últimas 6 décadas e a alienar, a toque de caixa, o patrimônio nacional a interesses estrangeiros.
 
É hora de nos unirmos, independentemente de convicções políticas, para construir a única solução legítima para a saída do atoleiro em que nos encontramos: devolver ao povo os mandatos existentes, através de eleições diretas para a Presidência da República.

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Tal solução, entretanto, há de ser construída nos marcos da nossa Constituição, e pressupõe a prévia retirada das propostas de “reformas” supressoras de direitos sociais e trabalhistas, para que sejam adequadamente debatidas, bem como o estabelecimento de regras consensuais para essas eleições, com base nos entendimentos em curso, entre lideranças da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, o TSE, a CNBB e a OAB e da revogação dos inúmeros atos lesivos ao patrimônio nacional, simbolizados pelo desmonte da Petrobras e do BNDES, pois a radical mudança de curso promovida pelo governo Temer careceu, desde o primeiro instante, da necessária legitimidade, por não ter provinda do voto popular.
 
O Clube de Engenharia, nessas circunstâncias, conclama as forças vivas da Nação a desinterditarem o debate, para que possamos construir o país democrático, soberano, economicamente desenvolvido e socialmente inclusivo que almejamos.
 
Em 18 de maio de 2017.
 
Pedro Celestino
Presidente
 
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8 Comentários
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  1. Ninguém

    19 de maio de 2017 2:17 pm

    Não entendo isso…

    O mandato existente mais cristalino que existe é o de Dilma, que foi derrubada por uma corja golpista envolvendo executivo, legislativo, judiciário, mídia e os grandes rentistas.

    Se é para haver eleições diretas, estas devem ser para os cargos dos golpistas do legislativo. Dilma deve ser IMEDIATAMENTE reconduzida à PR.

    Outra coisa: por que é que muitos que estão aí a defender eleições diretas, só falam em eleições presidenciais? Fazer isso é não mudar nada. Manter no Congresso essa corja de corruptos golpistas é um crime contra a Constituição e um crime contra a Pátria.

    1. Jaide

      19 de maio de 2017 5:15 pm

      É isso mesmo.
      Defender

      É isso mesmo.

      Defender eleições diretas só pra PR, permanecendo esse congresso?

      Serve só pra limpar a lambança. Ou seja, entra um presidente eleito,, da turma, sem o estigma do golpe.

      Quem chegou até este ponto vai perder uma eleição?

      Tem formas não ortodoxas de ganhar nas urnas. Acho até que nem são neófitos nessa “arte”.

      Sinceramente, não enxergo o fim do túnel.

  2. fernandes

    19 de maio de 2017 2:35 pm

    Restauração da Democracia

    A eleição direta para Presidente já ocorreu em 2014 com Dilma eleita com mais de 54 milhões de votos. Conforme é de conhecimento até do mundo mineral, como bem diz Mino Carta, o empeachment foi obra de um Eduardo Cunha rancoroso e com a burra cheia para comprar maiorias que no fatídico 17 de abril de 2016 desandou a maionese da maioria do povo brasileiro, sobretudo os mais pobres.

    Assumiu, então, o vice, sem voto, porque vice não é mais o eleitor quem escolhe, diferentemente do Presidente. E vê-se no que deu e no quem dado: reformas que atendem o capital em detrimento do trabalho, supressão de direitos, volta da escravidão, fim das relaçoes de trabalho. Fogo, enxofre, miséria e ranger de dentes à vista.

    Pelas eleições gerais parlamentares – Câmara e Senado – já!

    Pelo imediato retorno da legítima Presidenta da República eleita democraticamente em 2014!

    Volta Dilma!!

  3. Hildermes José Medeiros

    19 de maio de 2017 2:37 pm

    União nada cômoda

    Desde sempre, os que hoje estão no poder são algo em torno de trinta por cento; são aqueles ainda saudosos da ditadura de 1964/1985, grande parte militares ou militares aposentados (aí tem tudo, da direita com alguma decência –no geral ser direita num país capitalista pobre é indecente, principalmente sendo um assalariado– até torturadores). Se quiserem apoiar eleições diretas, certamente a melhor saída possível, que o façam. Os restantes setenta por cento, cerca de setenta milhões de cidadãos eleitores podem perfeitamente se unirem para pressionar os políticos a procurarem viabilizar essa saída democrática, não aceitando a saída da eleição indireta, de longe a preferida pela Globo e os demais golpistas. E, o mais importante: Lula e Dilma com os seus direitos políticos intactos. Não há como haver união, independente das convicções políticas. Que me perdoem!

  4. Antonio C.

    19 de maio de 2017 2:55 pm

    Comentário.

    Desculpem aqueles que estão defendendo diretas para o Executivo.

    Quer dizer que vai ter novas eleições para o Executivo, com este Legislativo?

    O PMDB continua lá, como partido de pedágio, com ou sem Temer.

    A pior composição parlamentar que já tivemos desde 1964. Quer dizer, a não ser que caiam mais cabeças (e isso vai demorar um pouco), esses parlamentares não mexerão uma palha para a possibilidade de Eleições Gerais.

    Dilma foi derrubada por causa de um grande acordão, onde Jucá, até aquele momento, foi uma espécie de profeta às avessas.

    E tem mais. Acho que o atual momento abre a possibilidade de mais um golpe, que é uma emenda constitucional instituindo o parlamentarismo no Brasil.

    Ou seja, pode ser com Temer ou sem Temer, tanto faz.

    Algo me diz que deveriam colocar as barbas de molho pra tudo, desde aquelas “manifestações”, que os analistas triunfalistas de sempre deram seus louros. E o que aconteceu em seguida mesmo?

  5. Marcos Antônio

    19 de maio de 2017 3:45 pm

    A desgraça do Brasil hoje são

    A desgraça do Brasil hoje são suas instituições cheias, gordas de corrupção!

    Vamos precisar de uma ponte de safena para atravessar essa parte…

    Se o Temer desafiar e ficar com esse congresso judiciário…

    Se chamaram de crise o que aconteceu no governo Dilma, crise agora vai ser pouco…

  6. Rui Ribeiro

    19 de maio de 2017 4:04 pm

    o Celso de Merda defende respeito à CF NESTE MOMENTO

    O $TF deu aval para prisão de réus antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ao arrepio da constituição. O Moro diz que só consegue combater a corrupção se violar os direitos individuais, manda conduzir coercitivamente o Lula sem preenchimento dos requisitos necessários, Gilmar Mendes se manifesta na imprensa sobre processos em tramitação, etc. Mas agora o Celso de Melo exigiu respeito irrestrito à Constituição neste momento. E depois deste momento?

    A CF determina que na atual situação, se o Temer não mais se levantar, a eleição para Presidente é indireta. Por isso o Celso de Bosta defende o respeito à constituição apenas neste momento. Entretanto, toda a regra tem exceção. Portanto, a regra para a atual situação é eleição indireta, mas vamos abrir uma exceção, a fim de que a regra seja confirmada. A constituição foi feita para o Brasil e não o Brasil para a constituição.

    Se é para respeitar a Constituição, vamos taxar as grandes fortunas, Celso de Merda?

  7. james

    19 de maio de 2017 8:12 pm

    Eleições diretas?

    Com esse congresso cheio de ladrões e picaretas?

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