17 de junho de 2026

Número de nascimentos no Brasil tem seu menor total desde 2003

Dados do IBGE destacam que total de óbitos no país aumentou 18%, superando o recorde da série iniciada em 1974
Certidão de Nascimento. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Brasil registrou 2,7 milhões de registros de nascimentos nos cartórios ao longo de 2021, queda de 1,6% no número de nascimentos ocorridos em relação a 2020, o que corresponde a 43,1 mil nascimentos a menos, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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O indicador atingiu recorde de queda, atingindo assim o menor patamar desde o início da série histórica iniciada em 2003, quando houve uma mudança metodológica no indicador.

Do total de nascimentos, 2,6 milhões são relativos a crianças nascidas em 2021 e registradas até o 1º trimestre de 2022, e aproximadamente 3,0% (73 mil) correspondem a pessoas nascidas em anos anteriores ou com o ano de nascimento ignorado.

Entre 2018 e 2019, a redução nos nascimentos foi de aproximadamente, 3,0% (cerca de 87,8 mil). Entre 2019 e 2020, de 4,7% (menos 133 mil nascimentos). Quando analisada a média anual de nascimentos ocorridos no período de 2015 a 2019 (cerca de 2,9 milhões ao ano), cinco anos anteriores à pandemia, a redução em 2021 foi de 232.625 nascimentos, o equivalente a 8,1%.

Total de óbitos bate recorde

Já o total de óbitos cresceu 18,0% em 2021, cerca de 273 mil mortes a mais do que em 2020, totalizando aproximadamente 1,8 milhão e atingindo novo recorde na série – este foi o maior número absoluto e a maior variação percentual ante o ano anterior, desde 1974.J

Em 2020, o número de óbitos já havia chegado ao seu patamar mais elevado (cerca de 1,5 milhão), mostrando a maior variação de toda a série (14,9%, cerca de 196 mil mortes a mais).

Diante da continuidade da pandemia, o total de óbitos registrados em 2021 teve aumento superior ao observado em 2020. Comparando-se com 2019, o incremento foi de 469 mil mortes, ou 35,6% a mais. Já no período anterior à pandemia, de 2010 a 2019, o crescimento médio anual de óbitos era de 1,8%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Evandro Condé

    18 de fevereiro de 2023 7:46 am

    Enquanto isso, os cartórios ganhando grana com as exigências de certidões atualizadas. Nascimento, casamento, o que for.
    Se fossem os cartórios a emitir CNH e identidade, com certeza seria a mesma coisa.

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