5 de junho de 2026

Organizações denunciam Bolsonaro na ONU em meio à morte de Dom e Bruno

Organizações apontam riscos de defensores do meio ambiente, no governo Bolsonaro, durante a 50ª sessão do Conselho da ONU
Bruno Pereira, indigenista assassinado na Amazônia. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Durante sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra (Suíça), entidades denunciaram o governo de Jair Bolsonaro pelos riscos aos defensores do meio ambiente e a demora nas investigações sobre o desaparecimento e mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.

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As denúncias foram feitas pelas organizações Conectas Direitos Humanos e Comissão Arns, na 50ª sessão do Conselho da ONU, nesta quarta-feira (22).

“Os assassinatos de Bruno e Dom demonstram os crescentes riscos enfrentados por aqueles que se atrevem a defender o meio ambiente no Brasil e as comunidades indígenas, que enfrentam um revés histórico sob o governo do presidente Jair Bolsonaro”, afirmaram.

No encontro da ONU, as entidades cobraram do governo brasileiro o aprofundamento das investigações e pediu que a comunidade internacional acompanhe o caso e exija justiça. Também solicitaram a urgência para a proteção das comunidades indígenas do Vale do Javari e os defensores do meio ambiente no país.

“O atual governo incita o armamento da população e a violência contra povos indígenas e ativistas, além de ter deliberadamente desmontado as instituições públicas de proteção aos direitos humanos e ao meio ambiente, como a FUNAI, o IBAMA e o Ministério do Meio Ambiente”, disse representante da Conectas, Julia Neiva.

O advogado e membro da Comissão Arns, Oscar Vilhena, destacou que a morte de Dom e Bruno “é um crime bárbaro que exige apuração” e que se trata de “um crime contra os povos indígenas e contra a floresta e de uma tentativa de intimidação contra todos que ousam defender os direitos indígenas”. “Por isso os responsáveis não podem ficar impunes”, completou.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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