5 de junho de 2026

Sindicato dos Médicos do RJ escolhe seu novo presidente, por Marcelo Auler

Atos dos médicos na Cinelândia

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Do blog de Marcelo Auler

Médicos fluminense reagirão?

Marcelo Auler

O governo ilegítimo de Michel Temer e sua corriola tem provocado, de forma indesejada, a reativação dos movimentos sociais e sindicais. Trata-se, no fundo, de um movimento de autodefesa, no momento em que direitos trabalhistas e previdenciários estão sendo ameaçados.

Esta semana (20 a 24 de março), os médicos do município do Rio de Janeiro – categoria composta por 80 mil profissionais no Estado, dos quais pelo menos, 17 mil profissionais da capital estão aptos a decidirem futuro do Sindicado dos Médicos do Município do Rio SindMed-RJ.

Há nada menos do que 18 anos, este sindicato, está sob a administração de Jorge Darze. Por falta de sindicatos na maioria das cidades do interior, a entidade acaba representando a categoria também em outros municípios, com exceção de quatro que têm sindicato próprio. São seis mandatos consecutivos e Darze ainda tenta se reeleger para um sétimo.

Na última disputa, sua reeleição foi conquistada com a participação de apenas 200 sindicalistas que compareceram às urnas. Um número bastante nada significativo para uma carreira que sofre ameaça de todos os lados, principalmente dos poderes públicos – municípios, estado e União.

As chapas que disputarão o SindMed

São duas, as chapas de oposição. O Blog torce pela de número 2, Médicos Unidos, presidida por Jorge Luís do Amaral, o Bigú, que tem como vice-presidente Leôncio Feitosa, a quem conhecemos de longa data e aprendemos a respeitar como profissional e pelos seus posicionamentos políticos em defesa de uma medicina pública para todos, notadamente os mais necessitados. Movimento que surgiu em oposição à gestão de Darze.

Independentemente de posições políticas, não é possível entender como uma categoria – teoricamente esclarecida – convive com um mesmo presidente no sindicato por 18 anos (1999 a 2016). Ao longo deste tempo, uma geração nova se criou. As faculdades de Medicina formaram milhares de profissionais. No setor público foram, pelo menos, três governantes distintos: prefeitura (Eduardo Paes -2009/16; César Maia – 2001/2008; Luiz Paulo Conde – 1997/2000); Estado (Luiz Fernando Pezão/Francisco Dornelles – desde 04/2014; Sérgio Cabral – 2007/14; Rosinha Garotinho – 2003/07; Benedita da Silva – o4/2002/2003; Anthony Garotinho – 1999 a 04/2002;  Marcello Alencar – 1995/99); e União (o ilegítimo Michel Temer – 08/2016; Dilma Rousseff – 2011 a 08/2016; Luiz Inácio Lula da Silva – 2003/2015; Fernando Henrique Cardoso – 1995/2002). E Darze sobreviveu a todas essas mudanças político-partidárias.

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  1. baader

    20 de março de 2017 7:43 pm

    lendo a matéria no blog

    lendo a matéria no blog original, do auler, mais uma vez vemos repetido o mantra de que os médicos ganham mal no serviço público. não vou nem argumentar, apenas sugiro que agora qualquer um que está lendo esta msg entre em qualquer edital de concurso público municipal em curso ou processo seletivo (este se tornou a forma principal de contratação após o golpe em Brasília: os concursos simplesmente sumiram!). entre e veja os salários para médicos e para todas as outras categorias e tire as próprias conclusões. se a diferença de até 13/15 mil para médicos e mil, mil e quinhentos para os outros profissionais não sugere algo estranho, então eu devo estar variando e na próxima “reencadernação” quero voltar com capacidade para sublimar minha agressividade ao ponto de me tornar médico; quero voltar com olhar de botânico e não de jardineiro, parafraseando roberto freire (o terapeuta, não o comunista arrependido…)  

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