5 de junho de 2026

STF adia julgamento sobre direitos indígenas e entidades se mobilizam

Julgamento que pode definir futuro das terras indígenas não tem data. Luta em defesa dos direitos constitucionais dos povos originários avança pelo Brasil
Manifestação Pataxó e Tupinambá em Brasília. Foto: Tiago Miotto/Cimi

Do Conselho Indigenista Missionário (CIMI)

Na quinta-feira (22), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, retirou de pauta o julgamento de repercussão geral sobre direitos indígenas que estava previsto para o dia 28 de outubro.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Ainda sem nova data, o julgamento é central para os povos originários e pode trazer uma definição a respeito do seu direito mais fundamental: o direito à terra.

A repercussão geral, determinada pelo STF, significa que a decisão tomada nesse caso se estenderá a todos os processos sobre o tema e terá consequências para todos os povos indígenas do Brasil.

Por isso, as últimas semanas foram de muita mobilização. As manifestações de rua, impossibilitadas pela pandemia, foram substituídas por manifestações virtuais, nas redes sociais, e locais, a partir dos territórios e aldeias de todo o país, registradas pelos povos em fotos e vídeos.

Milhares de pessoas engrossaram o coro em defesa dos direitos constitucionais indígenas e contra a perversa tese do marco temporal, que legitima as violências praticadas contra estes povos antes de 1988 – e que pode, neste julgamento, ser definitivamente enterrada pela Corte.

No Twitter, #MarcoTemporalNão ficou durante horas entre os assuntos mais comentados. Em São Paulo, a mensagem de que a história dos povos indígenas não começou em 1988 ganhou as paredes em enormes projeções.

No site do Cimi, colocamos no ar uma página especial com materiais que explicam o que está em jogo nesse processo. Nela, também é possível conhecer um pouco mais da história do povo Xokleng, cujo território tradicional está na origem do processo de repercussão geral.

Em meio às violações e ao desmonte da política indigenista pelo governo federal, que tem cumprido a promessa de não demarcar “um centímetro” de terra para os povos originários, os olhares e a esperança destes povos e seus aliados seguem voltados ao STF. E a mobilização em defesa dos direitos constitucionais indígenas continua.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Ugo

    26 de outubro de 2020 11:49 am

    stf com bigorna no traseiro

Recomendados para você

Recomendados