25 de junho de 2026

Brasileiros desenvolvem técnica inédita para produzir semicondutores com laser ultrarrápidos

Entre as principais vantagens da abordagem estão a simplicidade do processo, realizado em etapa única, e o alto grau de controle estrutural
Crédito: Reprodução

Pesquisadores do CDMF/UFSCar criam método com laser de femtossegundos para produzir heteroestruturas semicondutoras metálicas.
O processo único gera Ag₃VO₄, β-AgVO₃ e prata metálica, favorecendo eficiência em fotocatálise e dispositivos optoeletrônicos.
A técnica simplifica fabricação, evita danos térmicos e pode ser aplicada em energia, sensores e catalisadores ativados por luz.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Pesquisadores brasileiros alcançaram um avanço relevante na área de materiais funcionais ao desenvolver, pela primeira vez, uma estratégia simples e eficiente para produzir heteroestruturas semicondutoras metálicas com o uso de laser de pulsos ultracurtos.

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O estudo foi conduzido por cientistas do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP e sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A descoberta pode impulsionar aplicações em fotocatálise, optoeletrônica e fotônica.

Publicado na revista Materials Today Chemistry, o trabalho apresenta um método inovador baseado em lasers de femtossegundos, pulsos que duram apenas a trilionésima parte de um segundo, capazes de converter um único material precursor em uma heteroestrutura complexa.

No experimento, os pesquisadores irradiaram o semicondutor ortovanadato de prata (Ag₃VO₄) com pulsos de laser de femtossegundos. Em uma única etapa, o processo gerou simultaneamente três fases distintas: Ag₃VO₄ (semicondutor do tipo p), β-AgVO₃ (semicondutor do tipo n) e prata metálica (Ag⁰) com propriedades plasmônicas.

A formação dessa heteroestrutura é estratégica porque favorece a separação e o transporte de elétrons, fatores decisivos para aumentar a eficiência de dispositivos fotocatalíticos e optoeletrônicos. Além disso, as partículas metálicas com efeito plasmônico ampliam a absorção de luz visível, potencializando o desempenho do material.

Tradicionalmente, a fabricação de heteroestruturas semicondutoras metálicas exige processos complexos, com múltiplas etapas e custos elevados. A técnica desenvolvida pelo grupo do CDMF simplifica esse cenário ao explorar a interação ultrarrápida entre luz e matéria para induzir transformações não térmicas diretamente a partir de um único precursor, formando estruturas híbridas de maneira direta.

Entre as principais vantagens da abordagem estão a simplicidade do processo, realizado em etapa única, e o alto grau de controle estrutural. Como os pulsos de laser atuam em escalas de tempo extremamente curtas, evitam danos térmicos indesejados, preservando a integridade do material.

O potencial tecnológico também é significativo. Materiais com essas características podem ser empregados em sistemas de conversão de energia, sensores avançados e catalisadores ativados por luz.

O trabalho reforça ainda a importância da integração entre diferentes áreas do conhecimento, como ciência dos materiais, física e química, para enfrentar desafios contemporâneos. Segundo os autores, a metodologia abre novas perspectivas na engenharia de superfícies e interfaces, com impactos diretos em pesquisas voltadas à energia e ao meio ambiente.

O artigo intitulado From p to n type-semiconductor and metallic material: one-step route using femtosecond pulsed laser to produce Ag3VO4/Ag3VO3/Ag heterostructure está disponível na plataforma ScienceDirect.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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3 Comentários
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  1. Erivan Alves da Silva

    4 de março de 2026 7:02 am

    Incrível ver o protagonismo dos Cientistas Brasileiros! Enquanto o mundo sofre com a escassez de chips, nós mostramos que temos inteligência para criar soluções próprias. Quem quiser conferir os detalhes técnicos e estratégicos, deixo aqui o link: https://vastsoft.com.br/brasil-avanca-semicondutores-metodo-inovador/

  2. Wagner

    5 de março de 2026 9:30 am

    Tanto dinheiro gasto com roubos e mordomias. Desde 1500. Somos um pais emergente: emerge, respira e afunda de novo. Sinceramente: já dei minha cota de patriotismo. A cada ano estamos pior.

  3. Gustavo

    5 de março de 2026 12:04 pm

    Pantetearam antes de publicar?

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