4 de junho de 2026

Pesquisadores dizem que terapia de eletrochoque pode apagar más lembranças

Do site da INFO
 
 
Vanessa Daraya, de INFO Online
  
26/12/2013 16h12 – Atualizado em 26/12/2013 16h13
 
No filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, um casal desiludido com o fracasso do relacionamento se submete a um tratamento experimental capaz de apagar todas as memórias dos momentos vividos juntos. A técnica não existe na vida real, mas cientistas descobriram uma forma de apagar lembranças negativas específicas em pacientes que estão deprimidos.
 
Os cientistas da Radboud University Nijmegen, na Holanda, descobriram que é possível apagar recordações ruins por meio de uma técnica de eletrochoque. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature.
 
A técnica de eletroconvulsoterapia (TEC) consegue marcar a lembrança de um momento ruim na vida do paciente e a destrói. Os choques elétricos são estrategicamente cronometrados para que o cérebro acabe com as lembranças desagradáveis após uma convulsão induzida.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

 
Os testes foram feitos em 42 pacientes com depressão severa. Durante o experimento, os cientistas exibiram duas histórias traumáticas por meio de dois slides: um com um acidente de carro e outro representando um assalto.
 
Depois, a equipe pediu para que os pacientes se recordassem de uma das histórias e repetiu parte dos slides. Logo em seguida, quando a memória sobre o tema foi reativada e estava vulnerável, os pacientes passaram pelo eletrochoque.
 
Um dia depois, os pacientes tiveram dificuldade de se lembrar da história reativada. Já a lembrança sobre a outra história permaneceu intacta. Isso significa que é possível “tratar” as más recordações em processo de reativação.
 
Segundo os cientistas, é provável que o resultado não seja igual em pacientes saudáveis. Mas o processo pode, no futuro, ajudar pacientes que sofrem de depressão, transtorno de estresse pós-traumático ou de algum vício.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Marly

    28 de dezembro de 2013 4:20 pm

    Eletroconvulsoterapia

    Este tratamento já é usado em alguns hospitais e clínicas no Brasil. Deve ser eficiente em mentes obsessivas. Acho que deveria ser aplicada em algumas figuras conhecidas em nosso país. Haja OBSESSÃO,  PARANÓIA e consequentemente, a INCONGRUÊNCIA!

  2. marcus vinicius ferreira das neves

    28 de dezembro de 2013 4:39 pm

    eletrochoque

    É obvio, depois de tomar estes choques só fica a lembrança deste, traumatizado

  3. Antonio C.

    28 de dezembro de 2013 4:48 pm

    Comentário.

    Bom, reza a história que o “inventor” do eletrochoque teve um lampejo (sic) quando viu que porcos de matadouro, quando não eram abatidos com choques elétricos, ficavam com o comportamento modificado.

    Sinceramente, gostaria que alguém me explicasse como um “blank spot” da consciência pode ser considerado cura…

Recomendados para você

Recomendados