Teoria da evolução, por Gustavo Gollo

O conceito central na teoria da evolução é o de replicador.

‘Replicador’ é qualquer entidade capaz de gerar cópias, ou réplicas, de si mesmo, ou seja, de se replicar.

Semeie um mundo com um replicador. Após algum tempo, o replicador terá se replicado, gerado uma réplica de si, povoando o mundo, nesse momento, com 2 replicadores.

Novas replicações gerarão 3, 4… muitas cópias do replicador original, réplicas que herdarão a característica definitória do replicador original: sua capacidade de se replicar.

‘Replicadores estritos’ são aqueles que geram réplicas exatas de si mesmos.

Exemplos de replicadores estritos: bits em um computador, nêutrons em uma reação nuclear em cadeia, ligações iônicas em um cristal.

Replicadores não-estritos geram cópias similares a si mesmos, mas não idênticas.

Exemplos de replicadores não-estritos: animais, células, sementes.

Semeado em um mundo, um replicador estrito o povoará com uma infinidade de réplicas idênticas a si. Em uma primeira aproximação, podemos considerar tais mundos monótonos e sem interesse.

Replicadores não-estritos geram cópias similares de si. Tais réplicas tendem a herdar características de seus progenitores.

Seleção natural

Replicadores diferenciados tendem a diferir em suas capacidades de replicação, sendo alguns mais eficientes nessa atividade, replicando-se mais rapidamente que outros.

Suponha um mundo vazio sendo semeado com 2 tipos de replicadores, A e B, o tipo A capaz de se replicar em um mês, o tipo B necessitando de um ano para gerar uma cópia de si.

Após um mês, o mundo estará povoado por 2 indivíduos de tipo A, o original e uma réplica. Após 2 meses, serão 4. Em 3 meses, serão 8, e em 12 meses, serão 212 ou seja, 4096 indivíduos do tipo A.

Nesse momento, o replicador tipo B estará gerando sua primeira cópia.

Ao fim do segundo ano, os replicadores A, idealizados acima, terão gerado 4096 x 4096 indivíduos, ou seja: 16.777.216. Nos anos subsequentes esse número tenderá a ficar bem grande.

Leia também:  Evidências de um fato. II. A evolução da perda, por Felipe A. P. L. Costa

 

Podemos imaginar replicadores imateriais, como imagens em sonhos, e fantasias em geral, capazes de se replicar imaterialmente, sem necessitar de recursos, constituindo apenas sonhos.

Replicadores materiais, no entanto, necessitam de recursos materiais que o constituam.

O crescimento exponencial, típico dos replicadores, tende rapidamente a quantidades descomunais. Em um mundo finito, isso significa que, em dado momento, os replicadores materiais esgotarão os recursos disponíveis para a sua própria construção.

Nesse momento, a competição entre os replicadores pelos recursos para a replicação acirrará aquilo que Darwin denominou “seleção natural”, quando a exclusão competitiva eliminará as linhagens menos eficientes em se replicar, estabelecendo a predominância de linhagens cada vez mais eficientes.

Esse foi o grande vislumbre de Darwin, o cerne de sua teoria que, na versão original, não faz referência a replicadores.

A versão de Darwin é eminentemente biológica. A que proponho aqui constitui uma generalização dessa versão, aplicada a sistemas replicativos em geral. Fundamenta a área de estudos denominada “biologia generalizada”, uma generalização da biologia que agrega em um único campo a biologia, as ciências humanas, a vida artificial, e os fenômenos termodinâmicos pré-bióticos tendentes à acumulação de complexidade, ou seja, todo o conjunto de fenômenos regidos por seleção natural.

Replicadores estritos

Comentei acima que, aparentemente, um mundo povoado por replicadores estritos, capazes de gerar apenas réplicas idênticas a si mesmos constitui um mundo monótono e sem interesse.

Mas, suponha um mundo povoado por 2 tipos de replicadores estritos, digamos A e C, capazes de se aglomerar em grumos. Com o passar do tempo, tais tipos, gerarão uma enorme quantidade de réplicas, cada uma delas idêntica a seu progenitor.

Sendo capazes de se agrupar, tais seres se aglomerarão em sequências como, AAACA, ACACCC, CCCA, CCCCAACCCACAAA, entre inúmeras outras variações.

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Esses grumos podem ter taxas de replicação diferenciadas, sendo uns deles mais eficientes que outros na tarefa de se replicar, replicando-se mais que outros. Tais grumos se comportarão como replicadores não estritos, competindo pelos recursos de seu próprio meio. Grumos mais eficientes acabarão predominando ao longo do tempo. Grumos menos eficientes tenderão à extinção. Um mundo povoado por tais grumos tende a adquirir complexidade crescente.

A origem de nosso mundo, um breve delírio

Suponha que nosso mundo tenha sido povoado, inicialmente, por uma infinidade de seres díspares, cada um deles original e único, diferente de todos os outros, interagindo entre si louca e absurdamente, gerando, cada interação, novos seres, cada um deles único, diferente de todos os outros.

Terá passado um enorme tempo – tempo que não poderia ser medido, em meio à diversidade total – até o surgimento de um ser anômalo, o mais estranho de todos eles, em meio à infinidade absoluta de formas díspares, um ser capaz de, ao interagir com outros, gerar uma réplica de si mesmo.

Em meio à mais profusa diversidade, à desordem total, o estranho ser acabou por gerar uma cópia de si, tendo levado mais um tempo até que as réplicas produzissem novas cópias, mas assim o fizeram. Essas geraram outras, que geraram outras, engolindo tudo à sua volta, e se replicando.

Terá surgido, assim, aquilo a que chamamos matéria.

Perdoem-me a breve digressão metafísica, desnecessária, mas bela. Uma cosmogonia baseada em replicadores explicaria o surgimento da ordem, talvez do tempo.

A origem da vida

Grãos de argila existem em profusão no planeta. Constituem pequeninos cristais muito abundantes, sujeitos a interações com todos os tipos de micropartículas e sais presentes no ambiente, que aderem a sua superfície.

Ao sabor das ondas, em cada praia, minúsculas partículas interagem desde sempre, umas com as outras. Talvez tenha ocorrido numa dessas a fagulha inicial do primeiro replicador, um grão de argila envolto em sais, capaz de manter sua estrutura e moldar outros grãos com formas similares à sua, sendo tais cópias, mesmo imperfeitas, capazes de gerar novas cópias, compondo uma profusão de grumos imperfeitamente assemelhados, alguns deles tendentes a se manter mais tenazmente que outros e a gerar mais cópias de si. Grãos mais aptos que outros tendem, por essa razão, a gerar mais cópias de si. Dentre essas, naturalmente, serão as mais eficientes na capacidade de se replicar as que gerarão mais cópias, todas sujeitas a esse mesmo princípio chamado seleção natural. O resultado disso é o aperfeiçoamento contínuo da capacidade de replicação de tais seres e o aumento de sua complexidade. Trata-se da dinâmica da vida.

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Um comentário

Não é necessário que a vida tenha surgido dessa maneira precisa, em torno de um grão de argila, ideia que me agrada e propicia uma boa ilustração do fenômeno. De algum modo, no entanto, um primeiro replicador, muito simples, surgiu no planeta há bilhões de anos. Sujeito à seleção natural, de maneira análoga à descrita acima, tal ser gerou réplicas mais eficientes em se replicar que ele próprio, réplicas que geraram outras ainda mais eficientes nessa ação. Toda a dinâmica da vida decorre desse evento primordial, como um enorme incêndio resultante de fagulha inicial. O resultado, ao longo das eras, é a vasta diversidade e complexidade que vemos hoje, um milagre extraordinário, o maior espetáculo da Terra.

Deslumbremo-nos.

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26 comentários

  1. Alhos com bugalhos!

    A versão de Darwin é eminentemente biológica. A que proponho aqui constitui uma generalização dessa versão, aplicada a sistemas replicativos em geral. Fundamenta a área de estudos denominada “biologia generalizada”, uma generalização da biologia que agrega em um único campo a biologia, as ciências humanas, a vida artificial, e os fenômenos termodinâmicos pré-bióticos tendentes à acumulação de complexidade, ou seja, … regidos por seleção natural.

    Os erros lógicos e metodólogicos deste artigos são absurdos, pois:

    1º) Fez uma inferência – “generalização dessa versão”. Mas, pior partiu de um único caso, e neste não existe reprodução sexual, mas replicação, ou auto, reprodução.

    2º) Quer aplicar às ciencias humanas principios biológicos, desconhecendo a demonstração aristótelica, de que não se pode passar de uma ciência a outra, quando seus objetos são identicos mas com abordagem distintas.

    3) Escancara para uma abordagem racista, pelo uso da biologia, e mesmo do empresário como uma animal empreendedor segundo versão darvinista. 

    É presunção e muita ignorância juntas.

    • Tipo assim!

      Inferência ou “generalização”: 1) um pato amarelo tem asas, mas não voa;

                                                       2) um pato azul tem asas, mas não voa:

                                                        3) um pato verde tem asas, mas não voa:

                                                        Logo todos animais que têm asas, NÃO voam.

    • Resposta a Ronaldo Ferreira Vaz

      A biologia generalizada constitui uma generalização da biologia, ou seja, uma ampliação de seu escopo. Não se trata de uma indução, como o crítico iracundo parece ter em mente.

      Aristóteles? Racismo? Empresário? Por falar em bugalhos…

  2. Gollo, voce comecou com uma

    Gollo, voce comecou com uma teoria da evolucao pra terminar com uma teoria do aparecimento da vida!

    Assim, nao da!   Darwin estava se valendo dos dados aa disposicao -a disparidade de especies- pra montar uma narrativa cientifica estritamente baseada no que tinha aas maos.

    (Copias sao inherentes ao universo, de coisas vivas ou nao.)

    • Por sinal, Gollo, a unica

      Por sinal, Gollo, a unica pessoa do mundo que pode explicar a origem da vida sou eu.  E eu nao sigo moving goalposts.  Os “cientistas da Nasa” podem ir enfiar todos eles no cu.

        • Resposta a Ivan de Union

          2 campos são diferentes até que alguém os una, fato merecedor de aplauso. Unificar a origem da vida com o seu desenvolvimento, no entanto, seria excessivamente óbvio para justificar qualquer glória.

           

      • Sobre a “lacuna”, Gustavo: 

        Sobre a “lacuna”, Gustavo:  a(as) teoria artmetica (s) tem milhares de anos sem tentar explicar o que eh “numero”.  Ela lida somente com o que ja esta aas maos.

        Portanto, sao entidades independentes.  E mutualmente exclusivas.

      • Nada a ver.

        Primeiro porque a Teoria da Evoluçao NAO ABRANGE a origem da vida, logo nao explicá-la nao é lacuna nenhuma. Segundo porque há teorias sobre a origem da vida, na verdade há até muitas, embora os cientistas ainda nao tenham se posto de acordo sobre o grau de prevalência de umas sobre outras (muito provavelmente cada uma delas aborda uma parte do problema). E as teorias que existem sao baseadas em fatos, pesquisas, nao sao resultado de “palpites” presunçosos.

        • Resposta à Anarquista Lúcida

          Cara professora,

          “Teoria da evolução” é uma expressão informal que não possui definição rigorosa, mas que abrange todos os desenvolvimentos dos seres vivos. Muito sabiamente,  Theodosius Dobzhansky dizia que “em biologia, nada faz sentido, exceto à luz da evolução”. Assim, a identificação da teoria da evolução com o conjunto de todos processos biológicos me parece bastante salutar; é a visão evolutiva que conecta todos os fenômenos biológicos em uma rede única e gigantesca. Entre tais fenômenos, naturalmente, me parece sensato incluir a origem da vida. Apesar disso, a discussão sobre a pertinência, ou não dessa questão à teoria me parece pífia.

          Mas, ao me pegar obrigado discorrer sobre tal banalidades, vem-me à mente questão mais antiga e espinhosa, e de certo modo, aparentada com a aqui aventada, por também discorrer sobre origens.

          Contam que, de certa feita, um de seus críticos teria perguntado a Santo Agostinho, que costumava tratar de questões referentes à origem do mundo:

          – E o que é que Deus estava fazendo antes do primeiro dia?

          Contam que o santo filósofo teria respondido – Estava fazendo o inferno, para colocar quem viesse a fazer esse tipo de pergunta! –, de onde se pode extrair que o tempero do espírito convém até ao pior dos humores. Exorcizemos, assim, os maus bofes.

          Au Au  🙂

          • Concordo.  Gustavo, voce

            Concordo.  Gustavo, voce errou tao erradamente que so vou comentar isso:

            ““Teoria da evolução” é uma expressão informal que não possui definição rigorosa”:

            1-Eh sim expressao cientifica que 2-possui definicao rigorosissima, a de Darwin -nao existe outra “teoria de evolucao” ainda, e muito menos “adicoes” a ela.  Eh a dele ou nenhuma outra.  Nao tenho ideia do que voce queria dizer com seus “blocos de argila” -teoria previamente apresentada, alias, em outros foruns cientificos- so que nem esboco da teoria original voce apresentou e so a mencao da teoria nao funciona.

          • Concordo.  Gustavo, voce

            Concordo.  Gustavo, voce errou tao erradamente que so vou comentar isso:

            ““Teoria da evolução” é uma expressão informal que não possui definição rigorosa”:

            1-Eh sim expressao cientifica que 2-possui definicao rigorosissima, a de Darwin -nao existe outra “teoria de evolucao” ainda, e muito menos “adicoes” a ela.  Eh a dele ou nenhuma outra.  Nao tenho ideia do que voce queria dizer com seus “blocos de argila” -teoria previamente apresentada, alias, em outros foruns cientificos- so que nem esboco da teoria original voce apresentou e so a mencao da teoria nao funciona.

             

  3. Esse texto é uma ofensa a quem conhece o básico de biologia

    Seria bom o autor ler e se aprofundar sobre o assunto antes de sair escrevendo essas coisas.

  4. Gustavo Gollo, multicientista, multiartista, filósofo e profeta

    É sério isso??? Profeta??? Multicientista??? Multiartista??? 

    Que ego é esse???  Ta mais pra um Multi-narcisismo patético!!!

    Como esse tipo de texto vem parar aqui???

     

  5. Talvez tenha ocorrido numa

    Talvez tenha ocorrido numa dessas a fagulha inicial do primeiro replicador, um grão de argila envolto em sais…

    Não é necessário que a vida tenha surgido dessa maneira precisa, em torno de um grão de argila, ideia que me agrada…

    Não gosto de fazer julgamentos subjetivos, mas devo dizer que a passagem “fagulha… grão de argila” denuncia o autor como alguém que tenta conciliar alguma formação técnico/cientifica com uma herança religiosa (o homem veio do barro). Para isso cria uma argumentação bizarra sobre replicadores mais rápidos/mais lentos, grumos, etc. Ou seja, supor premissas abstratas e artificiais e que não se estruturam, mas que lhe são familiares, pode. Se esforçar para entender um conceito mais simples, mas incompatível com suas crenças, não pode.

    A teoria da evolução relaciona que seres mais aptos tem mais chances de sobreviver, e por sobreviver mais procriam mais e se tornam forma dominante. Porém, essa conclusão óbvia não é o aspecto mais importante da teoria, mas sim observar que na natureza estão presentes dois mecanismos que produzem mudanças:

    1) Soma de combinações de características dos pais (reprodução sexuada). Isto é, podemos ter uma mãe bonita/burra e um pai feio/inteligente gerando um filho bonito/inteligente ou um filho feio/burro e obviamente o bonito/inteligentes terá mais chances de procriar.

    2) Mutações aleatórias. Isto é, alterações nos genes que não são herança dos genes originais dos pais, mas provocadas por fatores externos, basicamente radiação – em verdade somos constantemente bombardeados por raios cósmicos e por nêutrons do decaimento radioativo dos minerais naturais na crosta terrestre.

    (Observa-se que a reprodução sexuada certamente é um mecanismo derivado do mecanismo das mutações aleatórias. Isto é, a reprodução sexuada é ela também uma consequência do processo de evolução que ocorreu com os organismos primordiais).

    Já sobre o surgimento da vida recomendo ler o artigo do link abaixo.

    http://www.bbc.com/portuguese/vert-earth-38205665

     

      • Não me surpreende dizer que é

        Não me surpreende dizer que é ateu. Na verdade pensei nessa possibilidade tendo mudado meu texto antes de publicar, isto é, antes descuidadamente me referia diretamente na possibilidade de você ser um crente tendo mudado isso para uma pessoa com “herança religiosa”.

        Mas não acha estranho ser ateu e se preocupar com esses temas e pricipalmente em escrever livros místicos???

          • Se uma pessoa se declara

            Se uma pessoa se declara profeta o que mais se deve dizer?!

            Mas pergunto, porque se julga um profeta? Ou o que o faz acreditar que possui uma capacidade de entender além dos outros?

    • Mutaçoes nao sao tao aleatórias assim…

      Brasil, leia o artigo do Shapiro que mencionei. Verá que os partidários da Síntese Estendida cada vez mais acreditam que a vida tem processos p/ provocar mutaçoes em ocasioes “de crise”, e tb em outros fatores necessários, no sentido lógico do termo, no direcionamento dos processos biológicos. O livro do Shapiro (Evolution: A View from the 21st Century) é muito bom, mas acho que nao foi traduzido.

      • Cara Anarquista,
        Não sou

        Cara Anarquista,

        Não sou especialista em biologia, mas pelo que entendi a máquina celular possuiria mecanismos para suprimir ou provocar mudanças no DNA em resposta ao ambiente e assim se auto-adaptar. Um exemplo de supressão que conheço é o fato de nas fêmeas um cromossomo X do par XX ser desativado pela máquina celular nos primeiros estágios embrionários (cerca de 100 células) para somente o outro cromossomo ficar ativo pelo resto da vida.

        Portanto me parece crível a idéia do Shapiro. Porém é preciso admitir que esse nível de sofisticação da máquina celular capaz de gerar mutações propositais é resultante de uma evolução aleatória. Isto é, tal mecanismo de “auto-aperfeiçoamento” celular precisa ter surgido em algum momento.

        • Isso já foi quase um dogma, mas tem sido muito questionado

          Tb sou apenas interessada no assunto, nao sou especialista (mas leio bastante sobre). Mas já li muito sobre a questao do papel das necessidades físico-químicas na geraçao dos mecanismos e estruturas, isso já desde o início. E que nao basta que algo tenha valor adaptativa para que a seleçao, como se tivesse poderes mágicos, pudesse gerar uma característica. Mas enfim, nao estou fechando questao, acho apenas que as pessoas normalmente só conhecem o que dizia a Síntese Moderna, e cada vez mais ela vem sendo questionada.

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