A queda expressiva no saldo comercial brasileiro, por Luis Nassif

Em cima dos dados acumulados até novembro, é possível tirar algumas conclusões.

É possível que ocorram mais retificações na balança comercial, depois das manipulações das últimas semanas.

Em todo caso, em cima dos dados acumulados até novembro, é possível tirar algumas conclusões.

1.    O saldo comercial despenca

A divulgação dos dados da balança comercial até novembro, mostra uma queda acentuada do superávit comercial. A forma mais rápida de retratar essa queda, é calcular o acumulado do trimestre e comparar com o mesmo período do ano anterior. A partir de março, a variação passou a ser negativa. De agosto em diante a queda se tornou aguda: -17,5% em agosto, – 23% em setembro, -30,6% em outubro e -34,6% em novembro.

2.    Razão maior é a queda das exportações

A queda do saldo é consequência das importações, quase estabilizadas, mas das exportações em queda.

Em relação às importações, no acumulado de 12 meses, há uma pequena recuperação sobre três meses anteriores, embora permaneça a queda em relação a 12 meses anteriores.

Mas as exportações estão em queda livre.

3.    A queda das exportações para a Argentina

A queda maior foi para o Mercosul, em função da crise da Argentina

Mas houve queda expressiva também para a Alemanha

4.     Os países que mais contribuíram para a queda do saldo

Da queda de quase US$ 10 bilhões no superávit brasileiro, o Mercosul foi responsável por cerca de US$ 7 bilhões e a União Europeia por quase US$ 3 bilhões.

5.     Os ganhos da indústria petrolífera americana

Chama atenção o expressivo peso das importações de óleos combustíveis dos Estados Unidos, coincidindo com a Lava Jato e o desmonte imposto à Petrobras

Leia também:  Brasil terá recuperação abaixo da média global

 

 

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9 comentários

  1. No mundo imaginário do “Regente” Estupidus I, o louco(Bozo),insultar e agredir pais amigo, não tem maiores conseqüências…..o exemplo da Argentina e Alemanha dizem o contrario……pra França então, não vão vender nem coco ralado…..se a coisa esta no nível de os governantes mundiais tirarem sarro da cara do Trump, imagina a opinião da turma a respeito de um fake-Trump de quinta categoria que temos como “Regente”……….Não foi por falta de aviso……..

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  2. Quando um pais vai mal, o vizinho experto enxerga nele uma oportunidade de negocios, ajudando a reerguer seu consumidor. A bozolandia, ao contrário, por conta de seu estado intelectual primario, bate na vitima caida. Temos muito que aprender com a Russia e China.

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  3. Ainda está confuso, mas nas próximas teremos mais indicações.
    Mas as questões mencionadas na mensagem dizem muitas coisas.

    Brasil e Argentina não estão no radar do presidente, provavelmente ele utiliza assessores e o serviço de inteligência, e deles devem ter vindo alertas que gerou estas recentes mensagens.

    A questão da “desvalorização maciça e não é bom para nos agricultores”, mencionada nas mensagem. deve ter sido ser em função dos alertas de assessores sobre a tentativa do Brasil de se reaproximar da China, por pressão dos produtores de soja, e do recente caso de manipulação da taxa de câmbio que erro de 40% nos dados divulgados da Balança Comercial, e ministro declarando em um evento nos EUA que o dólar no Brasil “tende a ir para um lugar mais alto”.

    Se houve manipulação da taxa de câmbio os serviços de inteligência tem meios para verificar, o reforças as suspeitas coma questão da taxa de câmbio.

    Nas próximas saberemos, se está havendo uma mudança de rumo na política externa, ou foi mais um erro grosseiro.

    Se Guedes for afastado,indica que foi um erro grosseiro, se o sair o ernesto, pode indicar uma mudança da política externa, com uma tentativa de se reaproximar da China, por pressão dos produtores de soja.

  4. A Petrobras, petróleo da camada baixa do pré-sal e balanço das contas correntes.
    “O déficit em transações correntes somou US$54,8 bilhões (3,00% do PIB) nos 12 meses encerrados em outubro” de 2019

    O deficit em conta corrente é um problema que que tem abortado nosso crescimento, que poderia ser superado com o a produção do petróleo localizado na camada abaixo do pré-sal, pela Petrobras.

    Mesmo que que não houvesse grande excedente, só o fato de atender a demanda do mercado interno, já evitaria uma crise nas contas externas por conta da dependência do petróleo importado, em uma situação de crescimento acelerado.
    Mas com a cessão dos direitos de exploração para empresa estrangeira, acontecerá o inverso agravando o risco de crise nas contas externas, primeiro em função da importação das plataformas, navios, helicópteros, máquinas e equipamentos, que são dá ordem de dezenas de bilhões de dólares. segundo em função da remessa de lucro das empresas estrangeiras.

  5. Nassif, como auditor da Receita Federal há mais de 25 anos atuando na área de comércio exterior fico assustado como um ponto extremamente relevante é ignorado nessas estatísticas: o subfaturamento nas importações.
    Se voce consultar qualquer colega que atue em portos e aeroportos poderá atestar o que falo. De tudo que vem da China entre 50% e 80% é subfaturado. E qual a ordem de grandeza desse subfaturamento. No mínimo 50% e em alguns casos chega a assustadores 90%! Outro país que exporta para o Brasil a valores subfaturados é os Estados Unidos. Sim, os EUA! Há milhares de brasileiros abrindo “empresas” especialmente na Florida e exportando para eles mesmos aqui, com direito a “refaturar”(emitir nova fatura) os produtos enviados ao Brasil, porém, alterando os valores reais pagos.
    Paraísos fiscais e países asiáticos em geral são fonte inesgotável de produtos subfaturados.
    Assim, posso afirmar que os números da balança comercial divulgados mensalmente NÃO RETRATAM a realidade do nosso comércio exterior.
    O combate a tais práticas é realizado pelo nosso “exército de Brancaleone”composto de meros 3.500 auditores fiscais (divididos entre atividades fim e atividades meio). A Assem béia Legislativa do RJ tem 6000 funcionários e só o Senado conta com 4.000.
    A título de comparação os EUA possuem um exército na Aduana de 80 mil funcionários, a França 25 mil e o Japão, com dimensões reduzidas 8 mil. Só no aeroporto de Seul, Coréia do Sul, atuam 800 fiscais aduaneiros, mais do que o total de aduaneiros em nossos portos e aeroportos.
    Mude seus números da balança comercial. Estão errados.
    Um abraço!

  6. Nassif, como auditor da Receita Federal há mais de 25 anos atuando na área de comércio exterior fico assustado como um ponto extremamente relevante é ignorado nessas estatísticas: o subfaturamento nas importações.
    Se voce consultar qualquer colega que atue em portos e aeroportos poderá atestar o que falo. De tudo que vem da China entre 50% e 80% é subfaturado. E qual a ordem de grandeza desse subfaturamento. No mínimo 50% e em alguns casos chega a assustadores 90%! Outro país que exporta para o Brasil a valores subfaturados é os Estados Unidos. Sim, os EUA! Há milhares de brasileiros abrindo “empresas” especialmente na Florida e exportando para eles mesmos aqui, com direito a “refaturar”(emitir nova fatura) os produtos enviados ao Brasil, porém, alterando os valores reais pagos.
    Paraísos fiscais e países asiáticos em geral são fonte inesgotável de produtos subfaturados.
    Assim, posso afirmar que os números da balança comercial divulgados mensalmente NÃO RETRATAM a realidade do nosso comércio exterior.
    O combate a tais práticas é realizado pelo nosso “exército de Brancaleone”composto de meros 3.500 auditores fiscais (divididos entre atividades fim e atividades meio). A Assem béia Legislativa do RJ tem 6000 funcionários e só o Senado conta com 4.000.
    A título de comparação os EUA possuem um exército na Aduana de 80 mil funcionários, a França 25 mil e o Japão, com dimensões reduzidas 8 mil. Só no aeroporto de Seul, Coréia do Sul, atuam 800 fiscais aduaneiros, mais do que o total de aduaneiros em nossos portos e aeroportos.
    Mude seus números da balança comercial. Estão errados.
    Um abraço!

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