5 de junho de 2026

China, Rússia e EUA derrubam o saldo brasileiro em 12 meses, por Luis Nassif

Estados Unidos, Rússia e China foram as principais influências negativas na variação do saldo.

Tem sido curioso o comportamento da balança comercial brasileira em relação à China. Pelo gráfico, percebe-se o crescimento das exportações, importações e fluxo de comércio com o bloco China, Hong Kong e Macau. Mas, ao mesmo tempo, há uma pequena redução da participação chinesa no comércio.

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Nos 12 meses até abril de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma 

redução de 34,2% para 30,46% na participação chinesa nas exportações brasileiras; as importações mantiveram-se no mesmo nível, mas o fluxo do comércio caiu de 29,22% para 26,92%. Mesmo a participação no saldo comercial caiu de 67,25% para 60,38%.

Houve um pequeno crescimento na participação americana. As exportações brasileiras aumentaram de 10% para 11,23%. Por outro lado, as importações dos EUA cresceram de 16,35% para 18,76%. Com isso, a participação no saldo comercial aumentou de -12,77% (isto é, pressionando para baixo) para 16,85%.

O saldo comercial melhorou em relação à União Europeia. As exportações para lá subiram de 12,8% dototal para 13,51%. Já as importações caíram de 18,97% para 16,72%. Com isso, saiu-de de uma participação de -4,2% no saldo comercial para 1,51%.

O gráfico abaixo dá uma melhor ideia da dimensão das exportações para a China, que continuaram crescendo, apesar da redução relativa. Se juntar com o bloco Associação de Nações do Sudeste Asiático, percebe-se que o comércio brasieiro definitivamente ruma para a Ásia.

O mapa da composição do aumento do saldo comercial (em relação a abril de 2021) dá uma dimensão dessa inter-relação com a Ásia.

No acumulado de 12 meses, o saldo aumentou US$ 4 bilhões, em relação ao mesmo período anterior. A Associação das Nações do Sudeste Asiática respondeu, sozinhas, pelo saldo total: US$ 4,1 bilhões. Depois, veio a União Europeia com US$ 3,5 bilhões. Estados Unidos, Rússia e China foram as principais influências negativas na variação do saldo.

Mesmo assim, o saldo comercial com China continua consistentemente maior.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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