A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) comprova que a delação de Daniel Vorcaro está a pleno vapor.
O esquema funciona assim:
1. A perícia da Polícia Federal analisa o conteúdo dos celulares.
2. Identificando alguma fala suspeita, a PF vai a Vorcaro para que apresente o roteiro da propina.
3. Com as provas coletadas, procede-se à prisão dos suspeitos.
No caso de Paulo Henrique Costa, a perícia identificou mensagens de WhatsApp que mostravam “intimidade e proximidade” entre Vorcaro e ele. Em uma dessas conversas, Costa chega a sugerir que seria “legal” a sua esposa conhecer, antes, um apartamento em São Paulo, sugerindo que o imóvel seria entregue posteriormente, como benefício. O que fortaleceria a hipótese de que recebeu até R$ 140 milhões em imóveis, em troca de favorecimento ao Master.
No início dos vazamentos da operação, a jornalista Malu Gaspar acusou frontalmente o diretor de fiscalização do BC de ter induzido o Conselho do BRB a adquirir o Master. Até hoje não retificou a acusação.
Além dos textos, o padrão de comunicação entre os dois, combinado com planilhas e registros de valores em outros aparelhos, reforça o foco da PF em comprovar que o “acesso do Master ao BRB foi condicionado a vantagens indevidas” para o então presidente do banco.
Resta saber como se desenrolará a delação. Sabe-se que a supina falta de esperteza da articulação política do governo permitiu que tanto a CPI do INSS quando a do Master caísse nas mãos suspeitas do Ministro André Mendonça.
Ainda no início da operação, a corrente lavajatista da PF e da mídia conseguiu emplacar a narrativa de que o Master era um escândalo do governo Lula. Agora, com um oceano de diálogos e registros à mão, Mendonça e os delegados da PF poderão definir o roteiro com muito mais poder. Ou através de operações fundamentadas – como a que prendeu Paulo Henrique Costa – ou através de vazamentos com fins políticos, como ocorreu no início do processo.
Há grande possibilidade que as próximas semanas reservem surpresas impactantes no caso Master.
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Rui Ribeiro
17 de abril de 2026 8:15 am“Eu não tinha avaliações, até porque a gente não tinha relação. Eu tinha muitas críticas ao Paulo. Eu fiz uma reunião pública com o setor produtivo três, quatro meses antes do acontecimento da operação. Eu já falava que eu iria trocá-lo do meu governo, que ele não ficaria”. – Celina Leão
Como assim, Cara Pálida, se tu era vice do governador que o nomeou e não o trocou? Celina, não adianta. Você também tá com o rabo preso nas mãos do Vorcaro.
José de Almeida Bispo
17 de abril de 2026 8:43 amDevem fazer parte da lista da Faria Lima e seus viralatas, Lulinha, como sempre; o papagaio, o cachorro de Janja (se houver), enfim, tem que lembrar a palavra mágica: LULA.
Lembra-me até uma frase do Franklin Martins, ainda na bancada do Bom Dia Brasil, sobre o iniciante primeiro governo Lula, salvo engano com uma leve mudança no comportamento do governo em enfrentar o pesado esquema midiático: “Se o governo não reage, acaba passando atestado de verdade a todas as mentiras” (mais ou menos isso).
Tem horas que acho que Lula exagera nas tentativas de “ipons”.
Bernardo
17 de abril de 2026 2:58 pmA margem de manobra para qualquer ação do Ministro Mendonça para conduzir com fins políticos esse processo é muito pequena em razão dos fatos que estão direcionando tudo o que ocorreu com o Master para a extrema direita. As delações tendem a complicar o bolsonarismo e seus apoiadores. E o governo nada poderia fazer em relação à nomeação de um ministro para relatar um processo, o STF faz isso por sorteio, até prova em contrário.
fabricio coyote
17 de abril de 2026 2:59 pma sorte nossa e de Lula que a globo tem césar tralli como âncora que passa a simpatia da aridez de um deserto e q do outro lado o boçal tem a densidade intelectual do cérebro de um caranguejo
ágora, Lula colocou em cana um banqueiro, para desespero das desorganizações globo e faria lima
se encampar a redução das dívidas das famílias leva de lavada a eleição
Rui Ribeiro
17 de abril de 2026 8:13 pmNikolas defende bolsa patrão caso os trabalhadores venham a trabalhar para viver, em vez de viverem apenas para trabalhar e enriquecer o patrão, mas é contra o bolsa família.
Quer bolsa empresário a fim de que os patrões lhe disponibilizem jatinhos caronários. E ainda tem pobre que vota nesses tipo de bosta
Rui Ribeiro
17 de abril de 2026 8:31 pmVoos vorcaronarianos (carona nas asas do Vorcaro)
Paulo Dantas
18 de abril de 2026 3:59 pmVão achar um fato lateral que envolva um banqueiro preso e um presidente candidato.
Sem canídeos envolvidos.