5 de junho de 2026

Começou a delação de Vorcaro, por Luís Nassif

Resta saber como se desenrolará a delação: em operações fundamentadas ou através de vazamentos com fins políticos?
Daniel Vorcaro - Reprodução

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso após perícia da PF identificar mensagens suspeitas com Daniel Vorcaro.
Mensagens indicam que Costa recebeu até R$ 140 milhões em imóveis como favorecimento ao Master no BRB.
PF e Ministério Público seguem com investigações; próximas semanas podem revelar novos desdobramentos no caso Master.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) comprova que a delação de Daniel Vorcaro está a pleno vapor.

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O esquema funciona assim:

1. A perícia da Polícia Federal analisa o conteúdo dos celulares.

2. Identificando alguma fala suspeita, a PF vai a Vorcaro para que apresente o roteiro da propina.

3. Com as provas coletadas, procede-se à prisão dos suspeitos.

No caso de Paulo Henrique Costa, a perícia identificou mensagens de WhatsApp que mostravam “intimidade e proximidade” entre Vorcaro e ele. Em uma dessas conversas, Costa chega a sugerir que seria “legal” a sua esposa conhecer, antes, um apartamento em São Paulo, sugerindo que o imóvel seria entregue posteriormente, como benefício. O que fortaleceria a hipótese de que recebeu até R$ 140 milhões em imóveis, em troca de favorecimento ao Master.

No início dos vazamentos da operação, a jornalista Malu Gaspar acusou frontalmente o diretor de fiscalização do BC de ter induzido o Conselho do BRB a adquirir o Master. Até hoje não retificou a acusação.

Além dos textos, o padrão de comunicação entre os dois, combinado com planilhas e registros de valores em outros aparelhos, reforça o foco da PF em comprovar que o “acesso do Master ao BRB foi condicionado a vantagens indevidas” para o então presidente do banco.

Resta saber como se desenrolará a delação. Sabe-se que a supina falta de esperteza da articulação política do governo permitiu que tanto a CPI do INSS quando a do Master caísse nas mãos suspeitas do Ministro André Mendonça.

Ainda no início da operação, a corrente lavajatista da PF e da mídia conseguiu emplacar a narrativa de que o Master era um escândalo do governo Lula. Agora, com um oceano de diálogos e registros à mão, Mendonça e os delegados da PF poderão definir o roteiro com muito mais poder. Ou através de operações fundamentadas – como a que prendeu Paulo Henrique Costa – ou através de vazamentos com fins políticos, como ocorreu no início do processo.

Há grande possibilidade que as próximas semanas reservem surpresas impactantes no caso Master.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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7 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    17 de abril de 2026 8:15 am

    “Eu não tinha avaliações, até porque a gente não tinha relação. Eu tinha muitas críticas ao Paulo. Eu fiz uma reunião pública com o setor produtivo três, quatro meses antes do acontecimento da operação. Eu já falava que eu iria trocá-lo do meu governo, que ele não ficaria”. – Celina Leão

    Como assim, Cara Pálida, se tu era vice do governador que o nomeou e não o trocou? Celina, não adianta. Você também tá com o rabo preso nas mãos do Vorcaro.

  2. José de Almeida Bispo

    17 de abril de 2026 8:43 am

    Devem fazer parte da lista da Faria Lima e seus viralatas, Lulinha, como sempre; o papagaio, o cachorro de Janja (se houver), enfim, tem que lembrar a palavra mágica: LULA.
    Lembra-me até uma frase do Franklin Martins, ainda na bancada do Bom Dia Brasil, sobre o iniciante primeiro governo Lula, salvo engano com uma leve mudança no comportamento do governo em enfrentar o pesado esquema midiático: “Se o governo não reage, acaba passando atestado de verdade a todas as mentiras” (mais ou menos isso).
    Tem horas que acho que Lula exagera nas tentativas de “ipons”.

  3. Bernardo

    17 de abril de 2026 2:58 pm

    A margem de manobra para qualquer ação do Ministro Mendonça para conduzir com fins políticos esse processo é muito pequena em razão dos fatos que estão direcionando tudo o que ocorreu com o Master para a extrema direita. As delações tendem a complicar o bolsonarismo e seus apoiadores. E o governo nada poderia fazer em relação à nomeação de um ministro para relatar um processo, o STF faz isso por sorteio, até prova em contrário.

  4. fabricio coyote

    17 de abril de 2026 2:59 pm

    a sorte nossa e de Lula que a globo tem césar tralli como âncora que passa a simpatia da aridez de um deserto e q do outro lado o boçal tem a densidade intelectual do cérebro de um caranguejo

    ágora, Lula colocou em cana um banqueiro, para desespero das desorganizações globo e faria lima

    se encampar a redução das dívidas das famílias leva de lavada a eleição

  5. Rui Ribeiro

    17 de abril de 2026 8:13 pm

    Nikolas defende bolsa patrão caso os trabalhadores venham a trabalhar para viver, em vez de viverem apenas para trabalhar e enriquecer o patrão, mas é contra o bolsa família.

    Quer bolsa empresário a fim de que os patrões lhe disponibilizem jatinhos caronários. E ainda tem pobre que vota nesses tipo de bosta

  6. Rui Ribeiro

    17 de abril de 2026 8:31 pm

    Voos vorcaronarianos (carona nas asas do Vorcaro)

  7. Paulo Dantas

    18 de abril de 2026 3:59 pm

    Vão achar um fato lateral que envolva um banqueiro preso e um presidente candidato.

    Sem canídeos envolvidos.

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