Confira o mapa da tragédia econômica brasileira em 10 anos, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Mensal (PNADM).
No período, a População em Idade de Trabalho cresceu 11,8%, ou 18,3 milhões, indo para 174,3 milhões.
No entanto, a Força de Trabalho (aqueles que procuram trabalho) aumentou apenas 9,9%, ou 9,7 milhões. Desse total, apenas 8,1 milhões passaram a fazer parte da Força de Trabalho Ocupada, uma alta de 9,1%, enquanto 1,6 milhão entraram no exército de desocupados, alta de 19,9%. Já os Fora da Força de Trabalho aumentaram 15,4%, indo para 66,8 milhões. No total, Desocupados + Fora da Força de Trabalho somam 76,4 milhões, ou 15,4% de crescimento.

A análise da composição do emprego permite as seguintes conclusões:
- No período, houve a criação de 8,1 milhões de novos empregos.
- Setor com menor crescimento, a Indústria perdeu 608 mil postos de trabalho.
- Setor com maior crescimento, a Agricultura destruiu 1,6 milhão de empregos.
- O setor de Atividades Financeiras criou 2,3 milhões de novos empregos.
- Houve queda de 185 mil empregos no Serviço Doméstico.
- E alta de 3,2 milhões no Serviço Público.
- Setor de baixo nível de mão de obra, a construção civil perdeu 619 mil postos de trabalho, enquanto Comércio, Reparação de Veículos aumentou 1,8 milhão.


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José Carvalho
29 de abril de 2023 3:41 pmO maior problema desses números é o quanto o País vai ficando defasado em relação a outros países na busca da auto-afirmação como Nação em busca do desenvolvimento. Desenvolver é o demonstrativo do saber como fazer, é um conjunto de ações que constituem a utilização da condição acumulada de se transformar, com resultado expressado tanto econômica quanto socialmente. Se isso pode valer como consolo, o Brasil não está sozinho. O aumento ocorrido no segmento de atividades financeiras confirma esse quadro de separação de um País em que há uma população incluída, com setores de classe média com qualidade melhor de ensino e que ocupam essas vagas. Também o dado relacionado aos serviços de reparação e ao comércio de veículos é reflexo do aumento do número de veículos nos anos anteriores com a farta oferta de crédito nessa modalidade. No resumo de tudo, a falta de crescimento econômico corresponde com a situação do Brasil. Como o crescimento econômico é fruto da participação de quem pensa as decisões que levam a esse rumo e não um evento casual, existe um País que vai e outro derrapando. Com o encolhimento da renda a sociedade tem menos para fazer o que precisar, e com isso os serviços domésticos tiveram queda. As consequências disso acabam se transformando em problemas sociais de vários tipos. Infelizmente.
Célio Ferreira Facó
29 de abril de 2023 8:54 pmGente sem renda, sem trabalho, sem ânimo – e um deslumbrado no Banco Central torturando com juros! É indecente!
José de Almeida Bispo
30 de abril de 2023 6:35 pmEu enxergo na rerruralização de ponderável parcela da população urbana, na reforma agrária e na agricultura familiar a salvação imediata para o mundo que já faz presente.
O segredo está onde sempre esteve: na terra. Na pequena e produtiva propriedade.
César Rocha
1 de maio de 2023 10:34 amNa realidade os dados do IBGE estão “suavizados”, devido a mudanças metodologicas. Paulo Guedes, presente! A tragédia – e angústia do desemprego – são imensamente maiores… Nassif, jornalista arguto que é, poderia aprofundar a “discussão” ao abordador a metologia do IBGE vis a vis à outras entidades de pesquisam sobre o “mundo do trabalho”. De certo seria esclarecedor os internautas do GGN. Não é verdade que haja “melhora no emprego”, comemorada por setores pró-Lula.