21 de maio de 2026

Como o Departamento de Estado interrompeu os acordos de defesa Brasil-França

Quando sobreveio o golpe do impeachment, o governo Temer deixou de pagar os franceses e o projeto dos submarinos foi interrompido.

A espionagem americana sobre Lula – levantada por Fernando de Moraes – não deveria ser surpresa para ninguém, assim como a constatação dos interesses norte-americanos do golpe do impeachment.

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Com Lula e Dilma, o Brasil procurava uma diversificação de parcerias que permitisse um desenvolvimento menos dependente. E o campo da defesa era central, pelos avanços tecnológicos proporcionados e pelo fato do Brasil ter fincado os pés no setor, através da Embraer e das experiências com satélites, inaugurada em 2002 com o lançamento do primeiro satélite geoestacionário brasileiro, o SC-2, para comunicação e monitoramento do tempo.

O parceiro escolhido foi a França, especialmente depois dos primeiros contatos de Lula com o presidente francês Nicolas Sarkozy. Criou-se uma afinidade imediata que resultou no acordo para fabricação do submarino nuclear brasileiro.

Ao contrário do que escrevi no artigo “Exclusivo: para entender a injustiça contra o Almirante Othon”, a França não exigiu uma empreiteira francesa para a construção do estaleiro da Marinha. Queria a Odebrecht, pela boa reputação que a empresa alcançara em obras pelo mundo. Lula insistiu para dividir o trabalho entre mais empreiteiras, para não depender exclusivamente de uma. Mas ficou valendo a posição francesa.

Estaleiro da Marinha

O projeto do submarino avançou rapidamente. Cerca de 600 engenheiros e operários especializados fizeram cursos na França para atender às exigências de qualidade do submarino. Foram construídos três submarinos convencionais. 

A construção do submarino nuclear esbarrou em um problema técnico. Os reatores brasileiros – desenvolvidos com tecnologia própria, graças ao Almirante Othon – precisavam ser acoplados aos cascos do submarino. E isso envolvia uma engenharia mais complexa. Mesmo assim, após conversas com Sarkozy, começaram os estudos.

Quando sobreveio o golpe do impeachment, o governo Temer deixou de pagar os franceses e o projeto dos submarinos foi interrompido. Além disso, o Departamento de Estado se valeu da parcerias com procuradores brasileiros e suiços para armar uma denúncia contra Sarkozy.

O projeto está sendo retomado agora, especialmente devido à simpatia mútua desenvolvida entre Lula e o presidente Emmanuel Macron.

O golpe do Gripen

Não foi o único boicote que se abateu sobre os acordos Brasil-França.

O segundo golpe foi anterior, na licitação FX, para adquirir os caças da Aeronáutica. Venceu a Saab, sueca, com seu avião, o Gripen.

Até hoje o Brasil não viu o Gripen voar, assim como não viu transferência de tecnologia – uma das imposições do acordo. O Brasil está se limitando a montar os aviões com todas as peças sendo enviadas prontas da Suécia.

Quando o Gripen voar, não terá capacidade de atravessar o país. Se sair do Amazonas, terá que fazer uma parada em Goiás para se abastecer, antes de chegar no Rio Grande do Sul. E terá lugar apenas para um piloto. Ultimamente, a Saab, fabricante do Gripen, prometeu melhorar sua capacidade e construir um avião para dois pilotos. Mas são apenas projetos.

A licitação FX foi a grande esperança de início da modernização das Forças Armadas. O Plano Nacional de Defesa, lançado no período de Nelson Jobim, como Ministro da Defesa, previa um modelo de força enxuta, tecnológica e com capacidade rápida de locomoção, já que as ameaças externas ao país vinham da fronteira do Amazonas (pelos traficantes) e da costa marítima.

O grande responsável por esse desastre, da escolha do Gripen, foi o então Ministro da Aeronáutica Tenente-Brigadeiro Juniti Saito, um americanófilo radical, cego aos interesses nacionais. Ele assumiu o comando da Aeronáutica em 2007. No final do seu governo, Lula teve oportunidade de substituí-lo por outro, de pensamento mais nacionalista, mas demorou a decidir e o candidato foi para a reserva. Saito foi mantido no cargo por Dilma Rousseff até 2015.

No início da licitação, Saito vendeu para Dilma que a escolha deveria recair sobre o americano F15. Nunca foi contestado. Aí apareceram, no Wikileaks, as notícias sobre espionagem americana, e Dilma desistiu da proposta.

Um dos pontos centrais da licitação, que inclusive pesava contra os F-15, era não depender de aviões que contivessem peças norte-americanas, dado o alto grau de controle exercido pelo Pentágono. Nesse contexto, o Rafale, da francesa Dassault, emergiu como favorito, especialmente após a tal visita de Lula a Nicolas Sarkozy, que selou a parceria.

Além de não ter nenhuma dependência de tecnologia norte-americana, a Dassault se comprometia a montar uma fábrica no Brasil que serviria para vender para toda a América Latina e Sul Global. O interesse da França estava na existência de uma inteligência tecnológica brasileira. O Rafard seria fabricado em São José dos Campos, através de uma spinoff, ou seja, da criação de uma nova empresa, condição imposta por Lula para assegurar a transferência de tecnologia.

Saito era tão apaixonadamente americanista, que recusou-se a entrar em um Rafale, para um vôo demonstração. Quem entrou foi um civil, o Ministro da Defesa Nelson Jobim.

Além disso, a compra do Rafale abriria caminho para uma parceria em satélites.

Os satélites franco-brasileiros

 A base de Alcântara tem linha reta com a linha do Equador. A França tem o Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa, mais diagonal com a linha do Equador. Tentou-se um acordo de cooperação entre as duas bases, que permitiria fabricar no Brasil os lançadores franceses Ariane, considerados os melhores lançadores espaciais do mundo. O acordo permitiria o controle de satélites geoestacionários.

O acordo foi suspenso pelo governo Temer, e a base de Alcântara literalmente entregue aos Estados Unidos. Foi assinado um acordo pelo qual fica proibida a entrada de brasileiros e também o uso dos recursos do aluguel no programa espacial brasileiro.

Não foi o único boicote nas relações Brasil-França.

A França desenvolveu um supercomputador que controla toda a inteligência do país, de armas atômicas a carteiras de identidade, além de servir para pesquisas acadêmicas. Nas conversas entre Lula e Sarkozy saiu a possibilidade da instalação do supercomputador no Brasil. O primeiro módulo chegou a ser trazido e instalado em Petrópolis. Com o golpe do impeachment, também essa parceria foi interrompida.

Agora, a Aeronáutica anuncia a compra de velhos F15, para suprir a ausência dos Gripen.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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12 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    22 de julho de 2024 8:00 am

    Em 2016 o que nós vimos foi uma repetição simbólica da vergonhosa adesão de personalidades coloniais aos “negócios como de costume” introduzidos pelos holandeses no nordeste quando invadiram nosso país. Os lucros obtidos mediante a entrega do território, do apoio incondicional ao invasor e do ataque àqueles que estavam defendendo o país foram fabulosos. Mas quando os holandeses foram expulsos os traidores da pátria foram todos caçados, encarcerados e tiveram seus bens confiscados. Michel Temer sabotou a defesa do país e continua por aí, como se fosse imune à qualquer tipo de retaliação. Todos aqueles que participaram do governo dele idem. Os militares pró-negócios como de costume do White Ass Apes Empire nem mesmo perderam seus postos ou aposentadorias. Enquanto a traição for premiada não será o Brasil ser realmente independente, soberano e capaz de se defender.

  2. Bruno Menezes

    22 de julho de 2024 8:18 am

    O avião ofertado no FX2 pelos EUA foi o Super Hornet (F18), e não o Eagle Strike (F-15). O avião que estão anunciando que a FAB compraria usado não é o F15, mas o F16.

    Sobre tudo ser enviado da Suécia para montagem aqui não é verdade. A fuselagem traseira foi projetada por uma empresa brasileira chamada Akaer e é fabricada aqui no Brasil.

    Me parece que o autor deveria ter feito uma pesquisa mais minuciosa sobre o tema e consultado outras fontes. Existem alguns outros pontos do texto que também não estão corretos.

  3. José de Almeida Bispo

    22 de julho de 2024 9:00 am

    O Brasil “é agro!” Pra que se preocupar com essas “tolices”? E assim avançamos em nosso ucranismo. De capatazes e servos (eslavos), a sempre alimentar o mundo, supostamente desde Tróia.

  4. Zacarias

    22 de julho de 2024 9:43 am

    Bom dia Nassif.
    O avião estado unidense que concorreu no FX2 foi o F18 Hornet.
    Como padrão eeuu, é proibida qualquer transferência de tecnologia. Só deve ter concorrido por americanofilismo (esporte favorito de nossas FFAA). Abraços.

  5. Luiz Everardo Muezerie

    22 de julho de 2024 9:51 am

    O post tem algumas informações que não estão corretas em relação ao Gripen. O avião é uma aeronave monoposto multi missão. O avião tem um alcance superior ao F5, o atual caça da FAB, em uso a mais de 40 anos. A versão de dois lugares é destinada a treinamento avançado e no pacote fechado com os suecos foram encomendadas 9 exemplares. Essa versão está sendo desenvolvida somente para a FAB. Em relação ao alcance da aeronave, hoje os aviões de combate são reabastecidos em vôo. O KC390 da Embraer é habilitado para esse tipo de missão. O problema mais grave é que o cronograma de entrega dos aviões está atrasado em razão do problema recorrente de contingenciamento de verbas.

  6. Paulo César

    22 de julho de 2024 12:15 pm

    O candidato norte-americano do FX era o F-18.
    O avião que, diz-se, que a FAB quer é o F-16.
    O Gripen já voa no Brasil. Já vel pronto da Suécia, de navio.
    Ele será fabricado pela Embraer.

  7. Paulo Dantas

    22 de julho de 2024 2:32 pm

    Tecnologia de defesa você tem de desenvolver, ninguém dá ou vende.

    Simples assim.

    E ainda assim uma base pode explodir do nada.

    Nimguém vende estado da arte, só passam porcaria.

    Nem existem amigos no máximo aliados.

  8. GalileoGalilei

    23 de julho de 2024 12:52 am

    Sobre a aquisição dos Gripen, parece-me que há uma desinformação proposital nas redes. Um artigo no DefesaNet de seu editor-chefe, Nelson Francisco Düring, me chamou a atenção pelo primarismo da sua argumentação: Gripen e Suécia – Os impactos da geopolítica no Programa Gripen e a necessidade de reavaliar.
    https://www.defesanet.com.br/f39/gripen-e-suecia-os-impactos-da-geopolitica-no-programa-gripen-e-a-necessidade-de-reavaliar/

    O Artigo começa relembrando o processo de compra, em 2013, durante o governo Dilma, prossegue listando alguns acontecimentos internacionais, desde a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014, até a “Operação Especial”, eufemismo para a guerra que, em fevereiro de 2022, eclodiu entre a Rússia e a Ucrânia.

    A continuação da leitura desse artigo me causou profunda estupefação.

    Em primeiro lugar, pelas interpretações descabidas de fatos históricos:

    Mas ninguém podia imaginar que, em 2014, o maior adversário da Suécia, a Rússia iria anexar o território da Crimeia e criar uma guerra por procuração no leste da Ucrânia. (…)

    (…) A insistência de Moscou em querer assassinar um presidente democraticamente eleito e destruir a Ucrânia como nação independente alarmou o mundo.

    A Europa e o mundo civilizado se uniram rapidamente em suporte à Ucrânia. O futuro da ONU, da União Europeia, da segurança da Europa e da viabilidade do Tratado de Não-proliferação de Armas Nucleares estava em risco. O mundo ficou à beira da barbárie novamente. A OTAN renasceu e a Finlândia abandonou a neutralidade e a Suécia também. A Alemanha mudou radicalmente sua política de exportação de armas. A Itália, então próxima à Rússia, se tornou uma de suas mais ferrenhas adversárias.

    Nada disso foi provocado pela Ucrânia, muito menos pela OTAN. Foi causada pela sede expansionista de uma Rússia imperialista, ressurgida e comandada com mão de ferro pelo criminoso de guerra Vladimir Putin, que não poderia viver assistindo à prosperidade de uma Ucrânia livre ligada ao Ocidente. Kiev, a mãe de todas as Rússias escolheu o caminho da democracia e da liberdade, com a completa integração na União Europeia e os valores que ela representa”.

    Em segundo lugar, pela interpretação distorcida da posição brasileira em relação ao conflito: “A postura brasileira é claramente pró-russa. Nada mudou entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Não se trata de uma política externa pragmática, mas ideológica. Bolsonaro foi oportunista e se entregou aos braços de Putin após ser abandonado pelos líderes de: Washington, Londres, Paris e Berlim. Lula, é movido pela cegueira da ideologia e fala para sua ala radical, e é pró-russo porque não pode aceitar que a Ucrânia derrubou as estátuas de Lenin, proibiu os símbolos comunistas e denunciou ao mundo o terror genocida de Stalin e o fracasso econômico e político que foi a União Soviética.

    E em terceiro lugar, a forma agressiva com a qual questiona as intenções da Suécia em cumprir o acordo comercial firmado: “Os suecos não querem seguir uma aliança estratégica com um país que apoia seu inimigo histórico e ainda tenta justificar as ações russas, fazendo do agressor uma vítima.” além de distorcer comportamentos do governo brasileiro. Até mesmo a SAAB foi questionada pelo autor.

    Talvez porque tudo isso fosse bastante esquisito, o editor da DefesaNet acabou recebendo uma resposta bastante dura proveniente da Embaixada da Suécia no Brasil.

    Pelo teor de vários dos comentários acima, o artigo do Nassif parece ser também pouco esclarecedor no que tange à compra dos Gripen suecos.

  9. CESAR ANTONIO FERREIRA

    23 de julho de 2024 12:52 pm

    Alerto ao jornalista que o caça norte-americano que participou do programa FX-2 era o modelo F-18E “Super Hornet”.
    E sim, era este o favorito, ou melhor, o “preferido” entre os Brigadeiros.

  10. Paulo F.

    23 de julho de 2024 2:05 pm

    Por partes.
    a) Enquanto o avião da SAAB é um sucesso de vendas o mesmo não pode ser dito ao equipamento oferecido pela Dassault.
    b) Desde McNamara, os EUA tentam racionalizar sua produção aeronáutica e aparar as divergências entre as 4 maiores forças usuárias de aeronaves militares. Hoje com o caríssimo F35 ( o sucessor de uma séries de aviões de 4ª geração como o F18, F16 e o AV8 ) utilizado pelas 4 forças estadunidenses e pelos aliados NATO e outros como Israel, parece que tal decisão toma forma . Obvio que os excedentes criados pela substituições formam um ativo para barganhas dos mais variados tipos…
    c) Na época do FX2 os russos bem que se esforçaram para vender seus Su 27 e possivelmente versões simplificadas do Su 35. Esta ave é de uma classe diferente dos F18 oferecidos à época, sendo considerada concorrente para os F15. Não vingou por motivos diversos.
    d) Entre as razões para escolha do SAAB , uma das que mais pesou foi seu custo. Não só de compra como de manutenção e operação. Ao final a escolha não foi tão estapafúrdia como propalado por defensores das aeronaves estadunidenses, francesas e russas. Foi principalmente a vitória do que era economicamente viável. E note-se: são aviões novos, não modelos vindos dos pátios do 309 AMARG.
    e) Quanto ao projeto do submarino. O Brasil não investiu na aquisição de um modelo nuclear (o que seria por vários motivos difícil). Preferiu um off shelf, de um modelo convencional, com possibilidade de “customiza-lo” com o projeto já em andamento de propulsor nuclear desenvolvido ao custo de sangue, suor e lágrimas pela engenharia naval brasileira. Escolheu um caminho longo e por vezes com mais percalços.
    f) O Brasil já firmou uma série de acordos com vários países no campo aeroespacial, principalmente para desenvolvimento de um VLS. Acordos com a China, Ucrânia, EUA e inclusive com a Alemanha, este desde 1971. Como vale a pena sempre recordar a tecnologia de um veículo VLS é dual, e desta forma sensível e sujeita aos ventos da geopolítica.
    g) O caso dos Computadores é mais emblemático ainda. A França persegue seus objetivos na área desde a década de 1950. Não teve uma, mas duas companhias estatais para desenvolvimento de tecnologia nacional, nos mesmo moldes das petrolíferas francesas Total e Elf! Interessante notar que no Brasil houve várias companhias de cunho nacional nas décadas de 1970 e 1980, protegidas por uma legislação de reserva de mercado, que foram fundamentais na superação de problemas operacionais bancários causados pelo período de inflação alta. Mais que o uso de computadores em automação de escritórios foi o uso pelo sistema bancário nacional que permitiu o desenvolvimento de uma sólida tecnologia nacional no setor de informática e telecomunicações. Podemos citar empresas como a Scopus (criada por egressos da Poli-USP) e a Cobra ( Marinha, BNDES e a britânica Ferranti).

    Finalmente , comprar equipamento usado, ainda que em bom estado como os F16 oferecidos seria um passo para traz na caminhada. Mas há quem justifique que para avançar é necessário dar um passo atrás para dar dois para frente.

    PS: Gostaria de ouvir a opinião do Junior50 sobre o assunto.

  11. Walter Moraes

    23 de julho de 2024 2:22 pm

    Matéria truncada.
    O concorrente americano do Gripen no FX-2 foi o Boeing F-18 Super Hornet, abatido pelos vazamentos do WikiLeaks. E não o Boeing F-15 Eagle. Da mesma forma, cogita-se a aquisição dos Lockheed F-16 usados, para substituição dos AMX em vias de aposentadoria, e não dos (novamente) F-15.
    O Gripen F (biplace) é um projeto da engenharia brasileira, e o protótipo está sendo finalizado.
    O programa de submarinos segue, com dois já entregues. A questão da Marinha é a dos navios escoltas (Fragatas Tamandaré).
    Enfim, a matéria merecia uma revisão e acompanhamento mais especializado

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