10 de junho de 2026

Xadrez para entender a Selic e a armadilha do mercado, por Luís Nassif

Em algum momento, haverá a montagem de uma estratégia mais ampla, destinada a fechar todas as portas. Mas não está no horizonte próximo.
Reprodução

Peça 1 – o real como ativo financeiro

A pior herança do Plano Real, mantido pelo governo Lula, foi ter permitido que o real se tornasse um ativo financeiro, isto é, negociado em mercados de derivativos. Na época, o país enfrentava crises cambiais frequentes. Com a medida, compensavam-se os déficits comerciais com capital financeiro. E a maneira de atrair os dólares seria remunerando-os através das taxas de juros dos títulos públicos.

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O Brasil tornou-se refém desse modelo, que passou a sugar praticamente todos os recursos do país. 

Hoje em dia, o mercado de derivativos de reais movimenta cerca de US$ 90 bilhões por dia. É um mercado onde não entram dólares, mas apenas apostas em torno da relação real/dólar. Mas seus movimentos influenciam diretamente as cotações do dólar e batem nos índices de custo de vida, já que muitos produtos são comercializáveis, isto é, exportados ou importados com preços internos referenciados em dólares no mercado internacional.

Os mercados estão interligados, e Brasil, México e África do Sul estão na categoria de moedas emergentes. Os três disputam os dólares. Quando o carry trade favorece o México, por exemplo, os investimentos saem do real para o peso mexicano, provocando solavancos no câmbio brasileiro e batendo em seguida nos índices de preços.

Repare, portanto, que os preços internos sofrem dois tipos de ataques: a volatilidade do dólar e os preços internos dolarizados. E, nesse modelo do real financeirizado, a única opção contra a explosão cambial é a taxa Selic.

No próprio Banco Central, considera-se bobagem atribuir aumento de inflação ao aumento da demanda, e supor que a elevação da Selic conterá o consumo e, por esta via, o aumento dos preços.

Nesse modelo torto, a variável de ajuste é o câmbio, um dos preços fundamentais da economia. Aumentando a Selic, retém-se os dólares e impede-se a explosão das cotações. A informação que o BC analisa todo dia é do carry trade entre México, Brasil e África do Sul.

Carry trade é uma operação pela qual o investidor toma empréstimo barato em outro país (preferencialmente o Japão) e aplica na moeda de outro país – preferencialmente um emergente, que paga taxa de juros mais elevadas,

Nessa conta, o investidor considera a taxa de captação, a taxa de remuneração e a volatilidade cambial.

Peça 2 – a nova etapa do capitalismo financeiro

E aí se entra na nova etapa do capitalismo financeiro, um jogo no qual o capital jamais é imobilizado ou gera novos investimentos.

Tome-se o caso do Uber, das redes sociais, dos aplicativos de entrega. Em nenhum caso há imobilização de capital em frotas de veículos, investimentos em máquinas. Eles simplesmente controlam o mercado, colocam o cliente em contato com o vendedor e ganham pela intermediação.

A remuneração das redes sociais vem daí. Os jornais investem em redação, sucursais. As redes sociais geram tráfego. E a maior parte do bolo é com quem gera tráfego, isto é, controla a demanda.

O mesmo se dá no mercado de títulos. Desde a crise de 2008, os bancos cederam posição para os fundos hedge. O que fazem eles? Tomam empréstimos a juros mais baixos em um país, aplicam em juros mais altos em outros e embolsam a diferença. Nem precisam imobilizar capital: basta a possibilidade de tomar dinheiro emprestado a uma taxa mais baixa e aplicar a uma taxa mais elevada.

É esta a armadilha na qual o Brasil se enfiou a partir da financeirização da economia, nos anos 90.

Entenda o jogo na próxima peça.

Peça 3 – como funciona o carry trade

As operações de carry trade envolvem tomar emprestado em uma moeda com juros baixos para investir em uma moeda ou ativo com juros mais altos, lucrando com o diferencial das taxas de juros (o “carry”). Os traders também avaliam fatores como estabilidade macroeconômica, risco cambial e liquidez.

Confira uma operação de carry trade tomando empréstimo no Japão e aplicando na Selic, com duas hipóteses de variação cambial: de desvalorização de 10% e de apreciação de 5%.

O diferencial de juros é de 14,25%. Se o real desvalorizar 10%, o ganho do investidor será de 4,25%. Ao contrário, se o real se apreciar 5%, o ganho aumentará para 19,25%. Em dezembro, a desvalorização chegou aos 20%. Quem demorou a sair amargou um prejuízo de -6,25%

ParSpread Juros (%)Variação Cambial Ajustada (%)Hedge (%)Retorno Total Ajustado (%)
JPY/BRL14,25-10,000%14,25 + (-10,00) = 4,25
JPY/BRL14,25-20,000%14,25 + (-20,00) = -6,25
JPY/BRL14,25+5,000%14,25 + (+5,00) = 19,25

Nesse jogo, existem as moedas de financiamento e as moedas de investimento:

1. Moedas de financiamento (funding currencies)

São moedas com juros baixos e alto nível de liquidez. Usadas para tomar empréstimos.

2. Moedas de investimento (target currencies)

São moedas com juros altos, geralmente de países emergentes ou em desenvolvimento.

Diariamente, o Banco Central acompanha o carry trade especialmente com o México e a África do Sul. Se estiverem mais vantajosos que o real, passam a atrair as operações para lá, promovendo uma desvalorização do real e pressão sobre os preços.

 Taxas oficiais atuais

Banco do México (Banxico) reduziu a taxa para 8 % (expectativa de corte de 50 pb em 26 de junho de 2025), sendo a quarta queda seguida; em maio estava em 8,5 %.

Banco Central do Brasil (Selic): atualmente 14,75 %, após alta de 0,50 p.p. recente.

Federal Reserve (EUA): taxa básica 4,5 %.

Banco Central Europeu (BCE): aproximadamente 2,65 %

Aqui está uma tabela atualizada com os principais pares de moedas para operações de carry trade, com base nas taxas de juros vigentes em 11 de junho de 2025:

ParMoeda FundingTaxa (% a.a.)Moeda InvestimentoTaxa (% a.a.)Diferença de Juros
JPY → BRLIene japonês (JPY)0,50%Real brasileiro (BRL)14,75%≈ 14,25 pp
JPY → MXN‌Iene (JPY)0,50%Peso mexicano (MXN)~‌9–11%¹~ 9–10 pp
EUR → BRLEuro (EUR)~3–4%²Real (BRL)14,75%≈ 11–12 pp
USD → BRLDólar (USD)~5%³Real (BRL)14,75%≈ 9,75 pp
JPY → AUDIene (JPY)0,50%Dólar australiano (AUD)~4–5%⁴~ 4–4,5 pp

Repare que o real é a moeda que proporciona maior rentabilidade. Este é o motivo para a apreciação do real, frente o dólar, ajudando no combate à inflação

Os problemas de dezembro

Em momentos de aumento de volatilidade global e mudanças nas expectativas de juros, ocorre o chamado carry unwind: investidores fecham suas posições em moedas de emergentes que estavam tomando empréstimos em dólar ou iene com juros baixos, revertendo a operação.

A crise cambial de dezembro de 2024 foi deflagrada por sinais inesperadamente “hawkish” (linha dura) do Fed, que reforçou o dólar, combinado com fatores domésticos como repatriação de lucros no Brasil. A saída de capitais originou um efeito dominó em várias moedas emergentes, intensificando um “carry unwind” generalizado.

Peça 4 – as armadilhas do mercado

Esse modelo tornou-se o maior sorvedouro da riqueza global para os fundos de investimento. É o principal responsável pela perda de dinamismo da economia global, A solução virá em um ponto qualquer do futuro, quando o Senhor Crise baixar na economia ocidental.

Não adiantariam medidas heróicas de controle de capitais. O mero anúncio provocaria uma fuga fatal de dólares. O mercado de derivativos movimenta, hoje em dia, cerca de US$ 90 bilhões diários. 

Em algum momento, haverá a montagem de uma estratégia mais ampla, destinada a fechar todas as portas. Mas não está no horizonte próximo.

Enquanto isto, o Banco Central tenta medidas paliativas.

Uma delas consiste em convencer o Banco da China e o Banco Central Europeu de adquirirem títulos do Tesouro de longo prazo, como maneira de reduzir a volatilidade da dívida pública. Há avanços significativos nessa frente.

Outra medida consiste em estimular o uso do yuan e do euro nas relações comerciais bilaterais. Ou seja, fechar o pagamento das exportações nessas moedas, reduzindo os impactos diretos da volatilidade do dólar.

No momento, há uma discussão com a China, rebatendo suas pretensões de permitir o livre fluxo da sua moeda no país, o que, obviamente, não acontecerá.

Mas os acordos comerciais caminham bem.

De qualquer modo, não ajudam a amenizar o aumento substancial da dívida pública, a manutenção da economia amarrada a vôos de galinha, expondo a democracia brasileira a uma nova ofensiva da ultradireita.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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17 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    25 de junho de 2025 8:16 am

    Eu preciso de um xadrez não para entender, mas para aceitar essa inaceitável taxa de juro.

  2. Lênin and The Ulianovs

    25 de junho de 2025 8:22 am

    É o anti valor (juros) que vai soterrar a produção de valor e mais valor.

    É um antítese dialética, prevista em Marx, que por opções políticas apostou na antítese da organização do trabalho como força essencial e imanente de derrubada do capitalismo.

    Não previu (nem poderia) a dimensão que o sistema de crédito assumiria, na sua versão ultra financeira.

    Teoria da Crítica do Valor.

    Não foi só um “escolha” da turma do Real.

    Foi a “escolha” que sobrou, claro, para quem não queria sair do “Consenso de Washington”.

    Muita gente escolheu alternativas, a própria Argentina.

    Aos olhos do Consenso, quebrou várias vezes.

    Mas pergunte qual a sociedade mais sofisticada, onde há uma resistência ao fascismo, enfim, onde, apesar do Consenso é melhor de se viver, onde se vive mais seguro, com mais educação e equipamentos públicos?????

    FHC é um m*RDA?

    Claro que sim…

    Mas e Lula, que se dizia o anti-FHC?

    É o quê?

    1. Rui Ribeiro

      25 de junho de 2025 1:37 pm

      Karl Marx wrote: “All nations with a capitalist mode of production are seized periodically by a feverish attempt to make money without the mediation of the process of production.”

      Se locupletar sem nada produzir. Isso não seria uma constatação/previsão da dimensão que o sistema de crédito, mesmo antes de sua versão ultra financeira, estava assumindo?

      Nos modos de produção pré-capitalistas ocorria a circulação simples, MERCADORIA-DINHEIRO-MERCADORIA, (M-D-M) No modo de produção capitalista, a realidade é DINHEIRO-MERCADORIA-DINHEIRO ADICIONAL (D-M-D’). Na fase superior do capitalismo, tem-se dinheiro gerando dinheiro sem a mediação das mercadorias, DINHEIRO-DINHEIRO ACIONAL (D-D’).

      1. Lênin & The Ullianovs

        26 de junho de 2025 1:40 pm

        Como eu disse, ele até previu essa possibilidade, mas não apostou nela como condição intrínseca para funcionar como antítese fatal do modo de produção, e claro, nem poderia, porque não se tratava de adivinhação…e como ele mesmo escreveu, as formas dialéticas do materialismo histórico não são sentenças deterministas…

        1. Rui Ribeiro

          27 de junho de 2025 6:13 am

          O que fazer senão concordar contigo?
          Viva as bolhas!

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    25 de junho de 2025 9:09 am

    Juros estratosféricos, energia elétrica caríssima, ataques coordenados da imprensa contra o governo. Ao que parece, a vagabundagem especulativa e midiática e a direita querem impedir a reindustrialização do país como se isso fosse algo ruim. Ruim para quem, Nassif?

  4. AaronVIVEschwartz

    25 de junho de 2025 9:22 am

    Isto q Nassif esta fazendo é uma bela de uma comunicação (melhor q minha escrita)no governo não tem como Lula saber de tudo q acontece,se em nossa residência aonde moramos 25 hs sob o mesmo teto com parentes eles aprontam e nem sabemos de nada IMAGONEM em uma CASA BRASIL COM TAMANHO DE VÁRIOS PAÍSES ,vejam q a comunicação não é só de DENTRO PRA FORA mas de FORA PARA DENTRO tb,Lula deveria pegar o vovozinho da comunicação de seu governo para saber todas as nuances das EFETIVAS AÇÕES de seus ministros para q ele não seja enrolado é muito fácil enrolar um vovozinho,seria algo como um espião russo mesmo pôr os caras psra ttabalhar em prol do seu País e não ficar só no discurso,sem mais obg muito equipe ggn !!!

  5. Carioca

    25 de junho de 2025 10:55 am

    Enquanto isso tudo ocorre, e/ou ocorrerá, aumentarão o numero de deputados e respectivos cargos de confiança, promessa de que o orçamento secreto acabará dentro de 93 anos, trocentos penduricalhos no judiciário serão criados, a tabela do IR não será atualizada, o salário minimo será corrigido pela média geométrica da inflação da Suíça nos ultimos 33 anos, criarão alíquotas para 1.117 arquibilionários cuja arrecadação somará um bilhão de reais, a União cobrirá o rombo de entidades fantasmas de “contribuições” de aposentados que terão 87 anos para devolverem o amealhado, os aposentados que tiveram empréstimos comprovadamente sem sua autorização terão que devolver e aguardarem o desfecho até o término do inquérito … não haverá uma galinha sequer para ensaiar alçar voo …

  6. emerson57

    25 de junho de 2025 2:58 pm

    Hoje a “narrativa” vale mais do que o fato real.
    Ainda que os números indiquem que o povo está vivendo melhor a sensação generalizada é de fracasso do governo dos trabalhadores.
    O povo É bobo, abaixo a rede globo
    Haddad, dizem, está organizando a economia. Para que? Para quem?
    É para entregar o Brasil “arrumadinho” para o bolçonário da vez?
    Para que o “síndico externo” de São Paulo e sua vice que “fala em língoas” venda a troco de um ROLEX por dia o que sobrou do patrimônio pátrio e transforme o bananal na pátria evangélica dos pastores e seus rebanhos? Para ver ressurgir a saudosa fila do osso?
    Perdido por um, perdido por mil, diria Cafuringa(?).
    Cumpre aos letrados indicar alguma tática vencedora, ainda que seja arriscada.
    A opção é sair do campo dizendo que perdemos o campeonato, a sede, a torcida, nosso melhor jogador, nossa bandeira e a chuteira mas, foi apenas por um único gol.

    1. Rui Ribeiro

      26 de junho de 2025 10:37 am

      O governo não se comunica e, por isso, acaba se trumbicando

  7. Jotairresponsavelponto...

    25 de junho de 2025 10:52 pm

    Nossa elite só quer tudo estabilizado e colher os frutos do desenvolvimento só para eles são egoístas conforme a memória histórica nos ensina,Bolso chegou um momento q para não endoidar teve q fazer motociatas e etc,todos aqui EXIGEM RESPONSABILIDADE FISCAL mas não tëm responsabilidade social nenhuma é preciso fechar o cofre e se os empresários querem prosperar q pressionem os SEUS POLÍTICOS,necessário é ter um pouco de irresponsabilidade tb já q ng quer ter responsabilidade e respeito nenhum com quem estabilizou e acalmou o País!!!Obs.;Uma molecagem não faz mal nenhum mas não foi o q o moleque da Câmara fez hj ?Só eke q pode ?Fez o q ng fez,nada q tá ruim q não possa piorar Thuamp q o diga,tão apavorando os velhinhos assustados iguak na pandemia,ekes são os mais suscetíveis ao pânico!!!

  8. Jotadaselic.marcelo

    26 de junho de 2025 7:46 am

    Eciste movimentações na percepção do povo q.vcs não percebem,vejam o caso.do Diria na Pandemia saindo todo dia no jn como herói ou o Ciro com seu discurso com ar de intelectual q precisamos nos unir e o q ocoorreu?Diria e Ciro junto com os seus partidos todos DESTROÇADOS tudo isto graças a ALGUÉM do outro lado q tinha opinião convicção contraria a eles,o cálculo não pode ser só eleitoral,é preciso resgatar o Lula do início do seu partido quando tudo e todos descia a lenha nele ainda desconhecido ORA O PT É GOVERNO E TODOS DEVEM SE CONTENTAR COM Q TÊM NÃO PODE CEDER TODA HORA eu avisei q os endinheirados mimados só querem especular ou mamar na teta sem COLABORAR.com um real se deixar é a escravidão de volta mas não foi por isso q perseguem o PT a dez anos?Pior q está perseguição não funcionou acabou.com o Pais acabou com milhares de emoresas e empregos,concentrou mais rends e deu a gestão da economia a um ENTE PRIVADO chamado BC só q pelo.fato.de o Brasil se recuperar um pouco nestes dois anos,os bilionários mimados reis do dinheiro e seus serviçais reais do jogo sujo já acham q podem administrar tudo sozinho,ng aprendeu nada com o golpe querem viver a lá Auschwitz nazista fingindo q são santos mas o povo tem a sua percepção confirme já mencionei no início sem mais e valeeeu ggn !!!

  9. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    26 de junho de 2025 7:53 am

    O problema fundamental dos aumentos abusivos da taxa de juros, reside no fato que o BACEN é controlado pelo mercado financeiro, cujos objetivos principais são: Conseguir uma rentabilidade alta sem risco de perdas para o capital improdutivo; manter baixo o índice de desenvolvimento da economia para não perderem a supremacia do poder político. Portanto, enquanto ficarmos discutindo, inutilmente, o uso da taxa de juros como mecanismo de combate a inflação, o clube da usura vai usufruindo do programa de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. As vezes tenho a impressão que os nossos progressistas não entenderam que nós vivemos numa USUROCRACIA.

  10. Roland Matt Rola

    26 de junho de 2025 2:56 pm

    Afirmar que um país que possui reservas cambiais em torno de US$ 341 bilhões não teria como realizar controles de capitais é forçar sobremaneira a barra.

  11. LR

    27 de junho de 2025 2:15 am

    Seria possível saber quanto de empréstimo à elite subdesenvolvida brasileira pega no exterior e aplica no Brasil (Selic ; IPCA) e/ou quais os tipos de instrumentos que eles utilizam para fazer esse tipo de investimento ???
    Agora começa fazer sentido de como a grande mídia vira lata atua assim como o mercado financeiro

  12. Marcos Lima

    27 de junho de 2025 9:55 am

    Tudo isso é para atrair dólares que não temos. E pq não temos? Pq o Brasil tem tido bilhões de deficit no Balanço Pagamentos. E pq temos esse déficit? Pq existe um número crescente de empresas controladas por capital externo, que envia seus lucros para suas matrizes. Tb tem o gasto com fretes etc.
    Isso não é falado. Pq não é falado? Acho que é pq os jornalistas que poderiam falar têm rabo preso com capitalistas nacionais que têm negócios com o capital externo.

  13. [email protected]

    27 de junho de 2025 12:25 pm

    Entendo que tudo é política até os comentários.
    Não tem como defender o indefensável um governo viciado em apadrinhamento e corrupção entreguismo transformando o país numa colônia extrativista em troca de emprego,o que sobra só o passivo a riqueza não chega ao Cidadão comum , mas culpa sempre é do outro.

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