Dos 15 estados medidos pela Pesquisa Mensal da Indústria, referente ao mês de julho de 2022, 12 registraram alta, em relação a julho de 2021, e 3 registraram queda.
Quando se compara com julho de 2015, início da era neoliberal, há 8 estados com alta e 7 em queda.
Em relação ao ano passado, o melhor desempenho foi do Mato Grosso, com 29,9%. Curiosamente, Goiás, outro estado do centro-oeste, registrou alta de apenas 0,84%.
Como a alta ficou concentrada em estados de baixa industrialização, o resultado final da indústria, de julho de 2021 a julho de 2022 foi de 1,82%.
Quando se compara com 2015, há uma queda de 3,18% na indústria do país em geral; altas no estados do sul, no Pará e em Mato Grosso, e queda acentuada no Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais.
José de Almeida Bispo
12 de setembro de 2022 8:48 amSe o mar não evaporar não haverá chuva em terra; sem chuva em terra não haverá vida; nela nem lodo levado pelos rios, que gerarão vida no mar. Essa é a mesma dinâmica da economia onde o ouro do banqueiro só tem valor se tem alguém que possa adquiri-lo.
José Carvalho
12 de setembro de 2022 4:49 pmÉ preciso compreender se essas variações apresentadas estão relacionadas a questões alheias ao setor industrial ou são associadas a tipos de ocorrências diretamente ligadas a ele. O fato marcante é a continuada redução da indústria na realização do PIB brasileiro, bastante divulgado ao longo dos vários anos. Os índices de cada Estado pode eventualmente estar condicionados ao deslocamento de algumas indústrias de um local para outro, independentemente das razões. As mudanças mais imediatas podem ser fruto do efeito do conflito europeu e ações para conter o aumento da inflação, além dos estímulos dados pelo governo. A reação do setor industrial no total do PIB , tem uma importância relevante porque esse setor atrela a si o uso de bastante conhecimento, envolvendo os vários outros setores nessa valorização. Sem a interferência humana na aplicação das medidas que orientem os passos nessa direção, abandonando a ideia abraçada do fim da história e a resignação diante da desindustrialização, essa recuperação pode ser mais lenta. É necessário o envolvimento interessado para reacender todo esse setor, melhorando as expectativas e consequente participação no PIB. O reconhecimento das diferenças entre ter indústria e ter fábricas é fator indispensável para aprofundar quaisquer esforços rumo a um desenvolvimento desse segmento.