Produção de automóveis aumenta em 14%, por Luís Nassif

O desastre da indústria automobilística nacional fica mais nítido com os números gerais, especialmente quando se compara com 10 anos atrás.

Foto: Reprodução

É sintomático como a crise cambial da Argentina refletiu-se sobre a indústria automobilística brasileira. 10 anos atrás, a exportação acumulada de 12 meses para a Argentina era de US$ 6,5 bilhões, e representa 86,8% das exportações brasileiras de autoveículos – que era de US$ 7,4 bilhões. Em abril passado, as exportações para a Argentina fecharam em apenas US$ 3,3 bilhões, ou 43% das exportações totais brasileiras.

Mesmo assim, houve um aumento de 42.3% em relação ao acumulado do período anterior. E a Argentina continuou sendo o maior mercado para as exportações brasileiras. Os cinco maiores compradores são países da América Latina.

Por outro lado, a Argentina é também a maior vendedora de automóveis para o Brasil, seguida da Alemanha, Eslováquia e México.

Analisando-se a balança comercial entre Brasil e Argentina, percebe-se que nos últimos 3 meses, o saldo ficou negativo, no acumulado de 12 meses.

Percebe-se, também, a abertura de outros mercados. Dez anos atrás, a Colômbia comprava o equivalente a 3,1% em relação à Argentina. Em abril passado, as exportações para a Colômbia, no acumulado de 12 meses, representaram 39,5% das exportações para a Argentina. Em maio de 2022, chegaram a representar 56.1%.

Na exportação mensal, houve queda de 1,3% em relação a abril de 2022.

Mas no acumulado do trimestre, houve alta de 10,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

E alta de 9,3% no semestre terminado em abril, em relação ao mesmo período do ano passado.

Mas o desastre da indústria automobilística nacional fica mais nítido com os números gerais, especialmente quando se compara com 10 anos atrás. No período, o licenciamento total de veículos caiu 48,8%; o de veículos nacionais caiu 43,1%; a produção teve queda de 36,5% e as exportações alta de 8,08%.

9 anos de ultraliberalismo, de redução do emprego formal, de perda de direitos, do mercado de consumo, ainda não convenceram parte relevante da opinião pública dos erros da anti-política inaugurada em 2015.

De qualquer modo, no acumulado de 12 meses, houve aumento de 14,3% na produção em relação ao período passado.

Luis Nassif

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador