4 de junho de 2026

O impacto das plataformas sobre o comércio, por Luís Nassif

PMC mostra que, em relação a 120 meses atrás, ou 10 anos, as maiores quedas são dos setores diretamente afetados pelas grandes plataformas
Tomaz Silva - Agência Brasil

Uma análise mais apurada da Pesquisa Mensal do Comércio, no IBGE, vai mostrar o efeito devastador das grandes plataformas sobre o comércio tradicional.

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Aqui, os dados mensais, sem muitas novidades: o setor andando de lado, com crescimento quase vegetativo.

Aqui, a comparação do acumulado de 1, 3, 6 e 12 meses em relação a 12 meses atrás;

Agora, compare em relação a 120 meses atrás, ou 10 anos. As maiores quedas são daqueles setores diretamente afetados pelas grandes plataformas: Tecidos, Vestuários e Calçados, Móveis, Livros, Jornais e Revistas (pelos veículos digitais), Equipamentos para Escritórios, Informática e Comunicação.

Aqui, gráficos mostrando a média de 12 meses de cada um dos indicadores. Confira que, após a queda de 2016, o Comércio Varejista sobe, ainda que de forma tímida. Já os demais, têm uma curva descendente. Ou seja, vendem menos do que vendiam há 120 meses.

Mesmo assim, no acumulado de 12 meses tem havido alguma recuperação.

Leia também:

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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6 Comentários
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  1. Antônio Lopes

    14 de junho de 2024 2:54 pm

    Quem for do pequeno comércio tem que entrar no mercado livre e não shopee para sobreviver só de porta aberta não vai dar mesmo. O mais difícil é convencer eles , já falei com vários alguns riem da minha cara outros dizem que é muito difícil e dá muito trabalho.

  2. fabricio coyote

    14 de junho de 2024 8:33 pm

    O único jornalista que captou a perversidade do “mercado’, tão defendido pela globo, foi Jânio de Freitas, que percebera que a quantidade dos produtos diminuída nas prateleitas dos mercados (reais!) não acompanha a redução dos valores: por exemplo, hoje se compra 700 gramas de frango com o que se pagava por um quilo. Essa perversidade pode ser percebida, também, com linhas de crédito fornecidas pelos BNDES’s dos estados federados e da “união” juntamente com isenções fiscais às empresas para o bem do progresso. Só uma constituinte nos salva!

  3. José de Almeida Bispo

    14 de junho de 2024 10:23 pm

    Em 1966, aos seis de idade, testemunhei um diálogo inusitado para um garoto em tenra idade, mas que já tinha curiosidade, acima da média, por assuntos de gente grande. Discretamente, óbvio. A discussão, na qual meu pai se tomou parte era sobre o início de funcionamento de um pegue-pague na sede do município, há época com cerca de 15 mil habitantes urbanos e 30 rurais, distribuídos em pequenas propriedades. A cidade vivia do seu comércio de enormes proporções, preservando o modelo de multi-empreendedores da zona rural. Todos sobreviventes. E a preocupação era que o pegue-pague, de um comerciante local, ex-dono de armazéns era irresistível. O cliente não precisava mais do balconista – o dono – exceto na hora de pagar, o que fazia de imediato, sepultando a velha caderneta dos fiados, uma parente vantagem para todos, mas na real, só para quem podia bancar um estoque super sortido. E o papo avançou com todo mundo alarmado, especialmente seu Valdomiro, o proprietário da bodega local. Lembro da enumeração de quem ia fechar: os armazéns, as bodegas os armarinhos e as bancas da poderosa feira, nas quartas e sábados. Quase 60 anos depois e os agora supermercados proliferaram, e, pra encurtar a história, a população, hoje quase toda urbana e três vezes mais e as bancas da feira oito vezes. Alguns realmente desaparecem. Os armazéns, todos, substituídos; mas até armarinhos ainda existem.

  4. fabricio coyote

    15 de junho de 2024 4:40 am

    https://www.poder360.com.br/opiniao/a-ginga-dos-precos/

    1. Leandro

      15 de junho de 2024 10:48 am

      Esta é uma das maiores canalhices do mercado empresarial brasileiro, ou melhor, um dos maiores crimes (não combatido pelos governos, pelos órgãos fiscalizadores e pela população que sofre com esse roubo, mas que enquanto população não é mais do que uma massa amorfa). Incrivelmente, poucos, muito poucos jornalistas dão atenção à esse tipo de problema, talvez porque esse seja um problema típico das classes pobres do país e da camada mais baixa e empobrecido da classe média, essas partes da população que não apresentam muito interesse teórico e prático para a maioria dos jornalistas, que parecem muito condicionados por uma cultura, de classe média, essencialmente liberal (cultura que ainda que não seja parte estrutural das camadas sociais e econômicas das quais eles provêm, se incrusta e é ativamente assumida na sua formação ideológica).

  5. Georges

    17 de junho de 2024 9:08 pm

    Quais empresarios foram afetados para nós enfiarem a taxa das blusinhas? Os das 25 de março dessa terra? Tirando vestuário,calçados e maquiagem o quê que lá é vendido os “empresarios” daqui produzem? Jogaram a população para compras na informalidade por sede de mais um punhado de impostos.

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