Presidente do Conselho de Ética defende licença de 120 dias a senador com dinheiro na cueca

"Foi uma reação impensada, de fato, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua conduta", afirmou sua defesa

Foto: Agência Senado

Jornal GGN – Do mesmo partido político, o presidente do Conselho de Ética do Senado, Jayme Campos (DEM-MT), defendeu que o ex-vice-líder do governo Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro na cueca na última quarta (14), receba uma licença de 120 dias e não seja imediatamente cassado.

Caso seja aceito o pedido do senador, Rodrigues terá mais 30 dias para se defender da decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastá-lo do cargo. Apesar da determinação do ministro, a decisão depende de votação do Plenário do Senado.

“Se eu fosse ele [Rodrigues] eu pediria licença do cargo por 120 dias. Seria cavalheiro da parte dele e ninguém poderia acusá-lo de estar usando o cargo para interferir no conselho”, havia dito Jayme Campos.

A proposta foi levada ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em reunião nesta segunda (19).

Logo pela manhã, a defesa do ex-vice-líder do governo se posicionou sobre o episódio polêmico, afirmando que a reação de Rodrigues foi “impensada” e como uma suposta resposta ao “terrorismo policial”.

“Foi uma reação impensada, de fato, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua conduta. Ter dinheiro lícito em casa não é crime. O único ato ilícito deste caso é o vazamento dos registros da diligência policial arbitrária que ele sofreu”, escreveram seus advogados, em nota.

 

 

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