4 de junho de 2026

Renan Calheiros divulga nota pedindo “respeito à legalidade”

“As instituições devem guardar os limites de suas atribuições legais, e qualquer politização ou radicalização, independente da origem, será um desserviço ao país”

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Jornal GGN – Em nota pública, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o país passa por um período delicado e que, portanto, esse cenário impõe a todos “respeito à legalidade”.

“As instituições devem guardar os limites de suas atribuições legais, e qualquer politização ou radicalização, independente da origem, será um desserviço ao país”, declarou na carta sem citar, diretamente, a ação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira que conduziu, coercitivamente, o ex-presidente Lula a prestar depoimento em uma delegação da PF em São Paulo.

Na nota, Calheiros destacou ainda a necessidade de proteger as garantias individuais e resguardar a “liberdade de expressão e presunção de inocência, conquistados tão dolorosamente”.

Agência Brasil

Renan diz que coerção foi desnecessária e pede respeito a garantias individuais

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou, há pouco, nota pública em que alerta para o período difícil que o Brasil passa e as radicalizações que possam decorrer desse processo. Segundo Renan, os homens públicos e as instituições devem evitar prestar um “desserviço ao país” adotando posturas radicais.

“A nação passa por um período delicado de sua história. O momento impõe a todos, especialmente aos homens públicos, serenidade, equilíbrio, bom-senso, responsabilidade e, sobretudo, respeito à legalidade. As instituições devem guardar os limites de suas atribuições legais, e qualquer politização ou radicalização, independente da origem, será um desserviço ao país”, diz a nota.

Renan não cita diretamente a 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje (4) de manhã, que promoveu a condução coercitiva do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para prestar depoimento em São Paulo. Logo após a saída de Lula de sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), escoltado por policiais federais, foram registrados casos de enfrentamentos entre simpatizantes do PT e manifestantes contrários ao ex-presidente.

Lula se queixou, após deixar as dependências da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, de que a condução coercitiva foi desnecessária e desrespeitosa, uma vez que ele não tinha sido previamente convidado a depor.

Sem citar o nome do ex-presidente e a Operação Lava Jato, em si, a nota do senador Renan Calheiros destaca a importância de resguardar a liberdade e as garantias individuais e coletivas. “Valores absolutos do Estado Democrático de Direito, independência dos poderes, liberdade e garantias individuais e coletivas, liberdade de expressão e presunção da inocência, conquistados tão dolorosamente, precisam ser reiterados. Qualquer investigação, portanto, precisa ser conduzida dentro do respeito à Lei e à Constituição Federal. O Brasil e sua democracia mais longeva já foram testados anteriormente e, sempre, estarão acima de tudo e de todos”, conclui a nota de Renan.

Edição: Nádia Franco
 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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11 Comentários
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  1. Vânia

    4 de março de 2016 10:14 pm

    Nuuu…

    Como diriam os mineiros!

    Tô impressionada com a hombridade e solidariedade dessa gente (tipo Renan). Vamos aguardar Cunha, Aécio, FHC, Bolsonaro et caterva se solidarizarem também. De coração, né?

  2. Gilson AS

    4 de março de 2016 10:21 pm

    Até porque, não sei o dia de

    Até porque, não sei o dia de amanhã.

  3. Cafezá

    4 de março de 2016 10:47 pm

    O momento delicado ao qual o

    O momento delicado ao qual o senador Renan se referiu tem nome e sobrenome: Sérgio Moro e os irmãos Marinho.

    O presidente do Senado, a presidenta da República e o presidente do STF podem se reunir visando por fim a esse momento delicado que o país atravessa. Afinal, está se configurando uma verdadeira guerra. E, quando isso acontece, os que ocupam os maiores cargos do Estado têm obrigação de conduzir o país ao entendimento, objetivando coibir os atos dos beligerantes.

    1. peregrino

      4 de março de 2016 11:12 pm

      com certeza…

      e uma cobrança-pedido-online, para que se reunam e discutam a situação com a máxima urgência, seria de grande utilidade pública

       

      1. peregrino

        4 de março de 2016 11:22 pm

        torturantes as nossas decepções atuais…

        quando os 3 Poderes permitem que sejam as mesmas do passado…………………………………………..

        eu não quero morrer assim, sabendo que esta maldição lava jato, Globo novamente, vai alcançar

        e torturar também nossos filhos(as) e netos(as)

  4. peregrino

    4 de março de 2016 10:54 pm

    estava eu……………….como quem não quer nada

    como sempre, sem nunca pretender

    de passagem pelo AI – altíssimo invisível

    a procurar uma oração que me confortasse e protegesse de tudo que a lava jato vem fazendo

    e encontrei, ao meu ver do pelo meu prisma, a melhor definição para essa operação que a todos agride:

    Para os tucanos sou uma Benção. Para o Brasil uma Maldição

  5. José CB

    4 de março de 2016 11:38 pm

    Deus me livre

    Quando Renan Calheiros vira porta-voz das instiuições é porque tudo está perdido.

    O homem não fez nada, só transformou o Senado Federal num galinheiro, só isso.

  6. altamiro souza

    4 de março de 2016 11:52 pm

    dolorosamente, digo que renam

    dolorosamente, digo que renam está certo mas meio atrassado no lance…

    esperou o desgaste extremo do partido eleitoralmente adversário dele- o pt – e de lula

    pára emitir uma nota alertando para os absurdos ilegais que ocorrem…

    lutar pela democrfacia e pelo aperfeiçoamentro democrático é uma atitude

    cotidiana, não pode se esperar  tanto para defender o que deve ser uma defesa

    organica do que é fundamntal para o país…

  7. João Maria Fernandes de Sousa

    5 de março de 2016 2:39 am

    Renan…

    o que se reuniu com Cunha e Aécio quando o “impitimá” teve uns 60% de chance de sair?

    Sei.

    Me engana que eu gostcho muitcho caro hipócrita alagoano.

  8. Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos

    5 de março de 2016 5:31 am

    Com relação a esse elemento

    Com relação a esse elemento sujeito, ou sujeito elemento, Renan Calheiros, respeito a minha liberdade de expressão 

    e minha presunção de suspeição dele.

     

  9. antonio francisco

    5 de março de 2016 11:28 am

    Ele renanzava a modelo senatorialmente.

    Muitos foram solidários com Renan, inclusive a Construtora Mendes Junior, quando ele renanzava senatorialmente a modelo Mônica Veloso, com a qual teve a filha.

    Alguém faz algo senatorialmente quando dá bananas para o distinto público pagador das contas. Como os digníssimos do Senado fazem conosco.

    Por exemplo, ontem a PF agiu “senatorialmente” ao praticar a tal condução coercitiva de Lula.  No fim do mês os salários desta PF estarão religiosamente em suas respectivas contas. Também os salários dos juízes, que viram aquilo e nada fazem.

    O processo contra Renan  tem-se arrastado e ele, o legalista, se diz muito tranquilo:

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-07-08/justica-federal-acusa-renan-em-processo-de-propina-da-mendes-junior.html

    Foto: Roney Domingos/ G1

     

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