
Jornal GGN – Eleito senador, o ex-jogador de futebol Romário fez uso de uma rede social para agradecer a votação histórica que obteve no Estado do Rio de Janeiro. Mais de 4 milhões de pessoas referendaram a ida de Romário ao Senado. Os números o colocam numa lista de possíveis apoiadores cobiçados por Aécio Neves (PSDB), que tem de reduzir a distância da presidente Dilma Rousseff (PT)
“Este cenário eleitoral comprova que a população cansou de votar em bem nascidos e querem ver o seu espelho no Congresso. Hoje, entra para história um ex-favelado que virou senador da República. Obrigado”, disse Romário.
Um levantamento feito pelo G1 (leia aqui) com base em dados do TSE, porém, mostra que a população ainda não verá o seu espelho no Congresso. Isso porque a maioria dos eleitos este ano faz parte de uma categoria de milionários. “São 248 políticos que declaram ter patrimônio superior a R$ 1 milhão (48% dos 513 eleitos)”, informa o portal. PMDB e PSDB são os partidos que mais possuem milionários congressistas em suas fileiras.
Sugerido por Almeida
‘Entra para história um ex-favelado que virou senador’, diz Romário
Do G1

O ex-jogador Romário (PSB), eleito neste domingo (5) senador pelo Rio de Janeiro com a melhor votação do estado nessas eleições, usou uma rede social para fazer um desabafo e agradecer aos mais de 4 milhões de eleitores que o escolheram para o cargo. No desabafo, ele lembrou de sua origem humilde e afirmou estar entrando para a história do país como um ex-favelado que virou senador da República.
“Com 4 milhões e 683 mil e 572 votos (99,99% da urnas apuradas) sou o senador mais bem votado da história do Estado do Rio de Janeiro. Meus pais, nem no melhor dos cenários, imaginariam que aquele menino que saiu da maternidade numa caixa de sapatos, ocuparia um dos cargos mais altos da República. Driblei a pobreza jogando futebol e, apesar de muitos torcerem o nariz, eu me orgulho muito disso. O futebol ainda é um esporte criminalizado, muitos nem consideram jogador de futebol um atleta, mas eu estou aqui para vencer barreiras e quebrar paradigmas. Só tenho a agradecer as pessoas que me confiaram o voto. Este cenário eleitoral comprova que a população cansou de votar em bem nascidos e querem ver o seu espelho no Congresso. Hoje, entra para história um ex-favelado que virou senador da República. Obrigado!”, afirmou o deputado na rede social.
Com 100% votos apurados, o candidato obteve 63,43% dos votos válidos. Cesar Maia (DEM) foi o segundo colocado, com 20,51%. “Eu posso afirmar que, no Senado, vocês vão ver um Romário mais determinado, um Romário sempre lutando para trazer, através de emendas, ajudas para o nosso estado. Eu vou ser um grande representante desse povo, como não foi diferente como deputado”, garantiu ele após a vitória na noite deste domingo.
Sobre a experiência como deputado federal, Romário afirmou que foi um período de muito aprendizado. Uma candidatura a prefeito do Rio em 2016, segundo disse, já foi uma possibilidade, mas hoje ele está voltado para outros objetivos. “Hoje eu não tenho nenhum pensamento de deixar de cumprir esses oito anos de mandato. Vão existir dificuldades, é normal, mas eu vou fazer aquilo que eu me propus a fazer e aquilo que o povo espera que eu faça”, explicou.
Cesar Maia, do DEM, seu principal oponente, cumprimentou o vencedor. “A vitória do deputado Romário foi insofismável. Ele teve ampla vantagem e foi a preferência do povo do estado do Rio de Janeiro em todas as regiões. O que nos cabe é cumprimentar o Romário e torcer para que ele seja um senador que represente bem o nosso estado”, disse.
No segundo turno das eleições, Romário ainda não sabe quem apoiará. “Faço parte de um grupo que tínhamos a Marina como representante. A respeito de um segundo turno, não foi pensado ainda sobre uma possível ajuda tanto no contexto nacional como no estadual”, disse o senador.
DanielQuireza
7 de outubro de 2014 6:53 pmÉ do nível do Tiririca, só
É do nível do Tiririca, só que do rio…
Almeida
7 de outubro de 2014 11:11 pmTiririca é fenômeno típico daí de São Paulo.
Tiririca, russomano, feliciano, picolé de chuchu, serra, maluf, jânio, ademar rouba-mas-faz, todos são os Cacarecos que São Paulo regularmente elege. O eleitorado carioca sempre teve um comportamentomais politizado, foi oposicionista durante toda a ditadura militar.
Romário cumpriu um mandato de deputado federal impecável, foi uma surpresa agradável para muitos observadores atentos à cena do Congresso; exerceu bem o papel fiscalizador e teve iniciativas propositivas. Os eleitores fluminenses o consagraram, porque diante de uma série de nomes pouco conhecidos ou suficientemente conhecidos, como o Menino Maluquinho/César Mala, viram que o craque era disparado a melhor opção.
vera lucia venturini
7 de outubro de 2014 7:01 pmE daí? Até aí morreu o Neves.
E daí? Até aí morreu o Neves. Quero ver o alinhamento dele no senado, se vai ficar cacarejando em volta do Álvaro Dias como o Ranolfe do Psol.
CarloB
7 de outubro de 2014 7:43 pmGanhou
porque também é milionário e famoso jogador de futebol e não pela luta social desde quando era favelado. Simples assim.
Então bem menos.Mas tem a grande chance de mostrar agora a que veio.
Tem que esperar para ver de que lado ele vai ficar.
Tony
7 de outubro de 2014 7:57 pmMais um rostinho famoso…
É inacreditável como o povo vota pelo nome… PSB é mestre em atraí-los para seu partido.
Romário em seu atual mandato teve como grande desempenho a sua briga com a CBF (não com a Globo), sem conseguir nenhum efeito prático. Puro fogo de artifício!
Marin continua, a Globo também e ganhando rios de dinheiro (fechou a maior cota de de patrocínio da história em 1,2 bi), já perdeu um processo por calúnia, e o futebol brasileiro continua perdendo de goleada…
A cereja do bolo será esse apoio ao Aecio, imitando seu desafeto Ronaldo…
É a tal da “nova politica” em que todos os oportunistas e arrivistas ganham e o Pais perde.
Francy Lisboa
7 de outubro de 2014 8:01 pmOk, humilde até virar o
Ok, humilde até virar o Romário dos gramados, que eu adorava ver jogar. Vc nao foi eleito por ser humilde, vc foi eleito por ser o Romário, meu caro. E o romário que foi eleito já era rico, manézão.
Luiz Gonzaga da Silva
7 de outubro de 2014 8:15 pm“Hoje, entra para história um
“Hoje, entra para história um ex-favelado que virou senador da República. Obrigado!”
Caro Romário, antes de você uma mulher, negra e ex-favelada já tinha sido eleita no Rio, Benedita da Silva.
Bené em sua vida política lutou sempre pelos mais fracos, e você, vai apoiar o candidato dos bem nascidos? Ou o projeto político que elevou o nível de vida de milhões de brasileiros pobres? Esperamos sua resposta e que ela seja coerente com seu discurso.
Almeida
8 de outubro de 2014 12:00 amAgora, pergunte ao PT do Rio,
Por que eles foram de Romário para o senado e não com a Bené?
Ela saiu para deputada federal e teve um por cento dos votos do Romário, depois de ter sido senadora e governadora do estado; não figurou entre os trinta e cinco primeiros deputados eleitos, nem sequer ficou entre o nomes mais votados do partido.
Bené foi o nome que a direção nacional do PT escolheu, para afundar de vez o partido no Rio, ao fazer a aliança com o brizolismo e lançar Garotinho. Sim, o populista evangélico é também uma cria do PT, o resultado é visível nas urnas cariocas e fluminenses deste ano. O PSOL,sem coligação, colheu no Rio seu melhor resultado eleitoral, seu candadato ao governo do estado obteve quase nove por cento dos votos, ficando a cerca de um ponto percentual do candidato petista, que estava coligado com mais três partidos; na capital, o candidato a governador psolista ficou em terceiro lugar, com quase quinze por cento dos votos, na frente do garotismo e do petismo.
Graças à direção nacional do PT, hoje o PSOL é a maior força de esquerda no Rio de Janeiro; foram mais de setecentos mil votos em todo o estado, quatrocentos e cinquenta mil apenas na capital.
Tem de se respeitar isso, viu? O petismo não está numa posição de segundo turno que possa desprezar ninguém. Continuem tratando outras forças de coxinhas, traíras e adjetivos correlatos, para verem o que vão colher nessa votação final.
Fernando Ferreira
7 de outubro de 2014 8:28 pmRomário não me decepcoine no
Romário não me decepcoine no segundo turno. Fala de pobreza, que veio da pobreza, veja quem mais ajudou os pobres nos últimos anos. Fico na expectativa de ajudar a reeleger a Dilma.
peregrino
7 de outubro de 2014 9:41 pmtão humilde…
que pode até chorar de alegria nos braços do Aécio
Morris.
7 de outubro de 2014 10:23 pmMe engana que eu gosto.
Romário é milionário. Está até comprando uma mansão nesses valores. Também está devendo 1 milhão em condomínio e IPTU do apto que a filha mora.
Passou a COPA inteira metendo o pau no governo Dilma.
Me engana que eu gosto.
altamiro souza
7 de outubro de 2014 11:08 pmespero qu romário milite pela
espero qu romário milite pela dilma..
Almeida
8 de outubro de 2014 8:23 amEle vai militar como?
Observe os comentários do petismo aqui nesta postagem. Veja como o petismo, até por ignorância, trata a votação consagradora que Romário obteve. Dá para seguir com gente que não enxerga além do próprio umbigo? Com quem trata de traíra e coxinhas, os que não vão de primeira na sua opção e, até neste momento em que precisam votos no segundo turno, continuam tratando todos com soberba?
A direita usou o método petista de campanha de maneira esperta. Deixou um espantalho, uma dissidência petista como alvo para as aleivosias do próprio petismo, para os aloprados que nas redes sociais destratam eleitores que não têm o PT como primeira opção. Enquanto isso, o candidato da direita mineiramente comia quieto com o seu eleitorado. Agora veio a armadilha, o petismo tem de pedir auxílio no segundo turno, aos eleitores que eles destrataram no primeiro.
Como é que você acha que essas pessoas vão reagir? Acho que uma pista pode ser esta aqui, seria uma reação bastante compreensível e muito natural.
Almeida
7 de outubro de 2014 11:08 pmAtuação parlamentar de Romário teve elogio de cientistas.
Muitos aqui desconhecem a atuação parlamentar do baixinho, o confundem com os nanicos que atuam no parlamento. Reproduzo a seguir a matéria e o elogio que a Academia Brasileira de Ciências fez ao craque, mostrando que sua ação partlamentar não é limitada à causa esportiva, que já seria justificada pelo envolvimento que a sociedade tem com os esportes. Romário tem um envolvimento muito próximo dos portadores de doenças raras, é um esportista consagrado, personalidade mundialmente conhecida, um homem de posses mas não indiferente aos seus semelhantes.
Romário apresenta projeto de lei para beneficiar processo de importação de material para pesquisa científica
3/04/2013
O PL prevê um cadastro nacional de instituições e profissionais autorizados a importar materiais importantes para o desenvolvimento científico nacional, retirando-os sem burocracia e de forma isenta de cobranças pela Receita Federal e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O parlamentar se mostra otimista com a receptividade do projeto, que atualmente aguarda parecer da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), da Câmara dos Deputados, onde ainda vai passar pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, pela Comissão de Finanças e Tributações e, finalmente, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – a princípio, não é necessário ir ao plenário, pois trata-se de um projeto de apreciação conclusiva pelas comissões. Pai de seis filhos, Romário, 47 anos, foi eleito deputado federal pelo PSB-RJ com 146.859 votos, em outubro de 2010. Muitos desconfiavam do desempenho dele no Congresso, mas o eterno camisa onze tem recebido elogios pela atuação, sendo até mesmo apontado como um dos parlamentares mais influentes e assíduos nas sessões legislativas. Em Brasília, ele é 1º vice-presidente da Comissão de Turismo e Desporto, suplente da Comissão de Educação e Cultura, vice-presidente da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência, Diretor de Assuntos Esportivos e Acessibilidade da Frente Parlamentar da Atividade Física. Confira a entrevista com o deputado federal, autor do projeto, publicada no blog Dissertação sobre Divulgação Científica. O que o motivou a elaborar o PL 4411/2012?Romário: Uma das minhas bandeiras de atuação é a atenção às pessoas com doenças raras. Estas enfermidades, também conhecidas como doenças órfãs - por terem baixa incidência – normalmente não têm cura, são graves, degenerativas e causam grande sofrimento a inúmeras famílias. É aí que entra a pesquisa científica. Medicamentos e cura só podem vir pela ciência, e por isso temos que incentivar o setor. O projeto é fruto de uma mobilização de pesquisadores, pois foram eles que me procuraram quando souberam da minha atuação na área de doenças raras. Quais são as burocracias que atrapalham a importação de importantes materiais para o desenvolvimento de pesquisas?Romário: Além dos altos preços, há a demora como o principal empecilho. Alguns produtos demoram entre 45 e 60 dias para chegar. Já há uma metodologia definida quanto aos critérios para a seleção dos pesquisadores autorizados a retirarem sem burocracia os produtos? Haveria limite de retirada para os profissionais cadastrados?Romário: O projeto define que os cientistas cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) terão seus materiais liberados automaticamente. A proposição está sendo analisada por outros parlamentares, que como relatores, podem sugerir alteração, complementar e impor estes limites. A proposta original não apresenta alguma limitação, apenas impõe os rigores da Lei aos pesquisadores que causarem dano ao meio ambiente e/ou à saúde. Como seria o controle para evitar que pesquisadores utilizassem o serviço para fins aquém das pesquisas científicas?Romário: Este controle já é feito pela Anvisa. O projeto apenas libera com mais rapidez os materiais. Os produtos dos quais tratam o Projeto de Lei são referentes a todas as pesquisas ou restringem-se a determinados segmentos do sistema de C&T nacional?Romário: A todas as pesquisas científicas, sem restrições. Atualmente, um pedido pode demorar, segundo o PL, até 90 dias para chegar ao solicitante. A expectativa é reduzir para quanto tempo de espera?Romário: O projeto determina a liberação imediata e total isenção de impostos, ou seja, assim que chegar ao Brasil, deve logo ser encaminhado ao destino. Que tipo de barreiras você acredita encontrar para conseguir a aprovação do projeto na Câmara?Romário: O PL foi muito bem aceito, até agora, todos parecem compreender a importância desta mudança para o país. Não enxergo barreiras, apenas a tramitação demorada. Em geral, as suas atuações na Câmara dos Deputados são conhecidas por assuntos ligados, principalmente, ao esporte. Como ocorreu essa aproximação com temas relacionados à pesquisa científica e tecnológica?Romário: Na verdade, a minha principal bandeira é a síndrome de Down (da qual é portadora Ivy, 7 anos, a filha caçula do parlamentar), foi esta alteração genética que me fez entrar na política. A atuação na área do esporte veio depois. A síndrome me aproximou dos deficientes físicos e das doenças raras. Você pretende ser um constante representante de causas científicas também, ou trata-se de uma medida isolada?Romário: Algumas demandas chegam a mim pela sociedade, como foi o caso deste projeto. Porém, a minha atuação está focada nas pessoas com deficiência, doenças raras, combate às drogas e esporte. Minha preocupação não é apresentar um grande número de projetos, mas colaborar com estas áreas. Neste sentido, podem aparecer demandas correlacionadas à ciência, como é o presente caso. Qual é a diferença do seu projeto em relação ao CNPq Expresso?Romário: Ambos preveem a rapidez na liberação, porém o PL isenta os cientistas de impostos. Além disso, o CNPq Expresso é um ato normativo, enquanto que a minha proposta muda a legislação federal e dá mais segurança aos pesquisadores.
(JC e-mail, 3/4/2013; blog Dissertação sobre Divulgação Científica)
Fonte:
jc.pompeu
8 de outubro de 2014 1:40 am“Romário exalta origem pobre,
“Romário exalta origem pobre, enquanto Câmara terá mais milionários“
sem tanto exaltasamba a priori… pouco importa se a origem é pobre ou milionária:
o importante é que todos os deputados e senadores, sem nenhum privilégio excepcional para baixinhos lá de baixo, todos têm que declarar!
e mais, todos têm que declarar que não utilizam de jeito nenhum o premiado serviço contábil-financeiro “lavanderia vip 30horas” de doutor youssef.
menos, está claro! o senador suplicy que já nasceu honesto em berço d’ouro e honestamente não foi reeleito… portanto, na vindoura legislatura do congresso nacional não terá nada a declarar… da sua renda mínima blowin’ in the wind.
alexis
8 de outubro de 2014 10:55 amBrejo da Cruz
Espero que lembre que era criança e que também comia luz!
maria rodrigues
8 de outubro de 2014 11:13 amRomário não está na lista de
Romário não está na lista de pobrezinho. Já se vão décadas em que foi manchete em jornais que ele havia reformado um baita apartamento na Barra da Tijuca com mármore carrara em todos os cômodos. Se ainda tem esse imóvel – e é claro que tem muitos outros -, enfim, com o valor do metro quadrado no RJ, em especial nos bairros nobres, esse mesmo imóvel não deve hoje custar menos de cinco milhões, pois estou por dentro do mercado imobiliário da cidade do Rio. Ou seja, Romário não tem nada de pobre, e vai ficar melhor nos oito anos de mandato para senador, afinal com salário tão alto só não é rico quem não quer.