24 de junho de 2026

Vargas diz que Padilha não indicou diretor da Labogen

Da Folha

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Vargas agora diz que Padilha não indicou diretor de laboratório

Deputado afirma que foi procurado por ex-assessor do então ministro e decidiu ajudá-lo a encontrar emprego

Segundo ex-titular da Saúde, Marcus Moura não tinha uma relação direta com seu gabinete quando atuou na pasta

ANDRÉIA SADI

O deputado federal licenciado André Vargas (ex-PT-PR) afirmou ontem que o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha não foi o responsável por indicar o diretor de um laboratório cuja parceria com a pasta é hoje objeto de investigação pela Polícia Federal.

Vargas é autor de uma mensagem de texto que levou a PF a ligar, em um dos relatórios da Operação Lava Jato, o agora pré-candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo ao laboratório Labogen, controlado pelo doleiro Alberto Youssef.

Em uma mensagem enviada por Vargas a Youssef em novembro, e interceptada pela Polícia Federal, o deputado escreveu “foi Padilha que indicou” ao se referir à ida de Marcus Cezar Ferreira de Moura, ex-assessor do ministro, para o Labogen.

Na época, o laboratório negociava sua entrada numa parceria com o ministério para produzir um medicamento considerado estratégico pelo governo –um projeto que poderia render até R$ 31 milhões em cinco anos.

À Folha Vargas nega que Padilha tenha feito a indicação: “Nem na Labogen nem para outro lugar”.

Segundo o relato do deputado, Marcus Moura o procurou em seu gabinete na Câmara dos Deputados em busca de emprego quando ele era vice-presidente da Casa.

“Vi o currículo dele e achei interesse. Ajudo as pessoas. Eu era o vice-presidente e centenas de pessoas me procuravam para conseguirem alguma colocação”, afirmou o deputado licenciado.

Amigo de Youssef, Vargas foi forçado a renunciar à vice-presidência da Câmara e se desfiliar do PT após virem à tona as informações sobre suas relações com o doleiro. O ex-petista responde ainda a um processo de cassação do mandato na Câmara.

PADILHA

Nesta semana, Padilha aumentou a pressão sob Vargas ao pedir que ele explique na Justiça o uso do seu nome em conversas com o doleiro.

O pré-candidato do PT ao governo paulista nega que tenha relação com o doleiro e diz que mente quem afirma que ele tenha feito indicação para o Labogen.

Padilha afirma ainda que nos três meses em que Marcus Moura trabalhou no Ministério da Saúde, em 2011, ele não tinha como função lidar com a área de medicamentos e que também não possuía relação direta com o gabinete do ministro.

As informações divulgadas pela Polícia Federal nas últimas semanas no entorno de Padilha preocuparam o PT, que quer distância de Vargas para evitar que novos desdobramentos respinguem na eleição estadual e nacional.

Segundo a Folha apurou com aliados de André Vargas, no entanto, o deputado estuda reassumir sua vaga na Câmara na semana que vem.

O raciocínio do deputado paranaense é o seguinte: como o Conselho de Ética só deve analisar o processo que pode resultar em sua cassação no mês de julho, Vargas poderia reassumir o cargo e então submergir”.

Aliados do deputado licenciado, inclusive, já consultaram técnicos da Câmara sobre essa operação para saber se a manobra seria possível mesmo após ele ter se desfiliado do PT a pedido da cúpula da legenda.

Redação

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6 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    3 de maio de 2014 11:42 am

    Isso depois de Padilha

    Isso depois de Padilha interpelar judicialmente Vargas.

    Para tentar diminuir as suas responsabilidades tenta jogar os outros na fogueira.

    O estilo “usar nomes de ministros” para dar reforço às falcatruas é instrumento vastamente conhecido.

    O que se tem é que apurar é quem foi da PF que vazou a fala de Vargas.

    Grande canalha.

    1. Zanchetta

      3 de maio de 2014 1:33 pm

      Matemos o mensageiro…

      Matemos o mensageiro…

    2. Nira

      3 de maio de 2014 5:01 pm

      Li num post aqui que o

      Li num post aqui que o inquérito foi disponibilizado para os advogados dos envolvidos, e que os ilustres causídicos teriam repassado as informações para um deputado (Franceschini ? ), PF licenciado, que estaria fazendo vazamentos fatiados para a imprensa.

      Identificado o “fenômeno”, o juiz teria determinado a abertura de todo o inquérito. A partir daí, não caberia mais falar em vazamento, creio eu.

  2. José Renato Guimarães

    3 de maio de 2014 1:44 pm

    O Vargas vai começar a a

    O Vargas vai começar a a desmentir o que disse, ou  mentir as verdades que falou. Padilha e Vargas, dois enrolados!!!

    1. Tony

      3 de maio de 2014 5:22 pm

      Factoides

      Verdades? Quanta certeza!

      Com qué base? Menção de terceiros….

      Ah, tá bom…

      Pindamonhangaba é logo ali.

    2. Assis Ribeiro

      3 de maio de 2014 6:28 pm

      Incorporou rápido

      Mãe Dináh morre aos 83 anos em São Paulo

      03/05/2014 12:11:00

      ]

      http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/mae-dinah-morre-aos-83-anos-em-sao-paulo/?cHash=7198e8721d3ba5aeb81a9f142a8d3542

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