“Capitã cloroquina” enviou aos estados apenas 0,1% de médicos interessados em atuar no combate à pandemia

As informações vão na contramão das declarações do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que afirmou à CPI da Covid, na semana passada, que o programa disponibilizou 6,5 mil profissionais

Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jornal GGN – A secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, mais conhecida como “capitã cloroquina”, enviou aos estados apenas 0,1% dos 454,2 mil profissionais de saúde que se cadastraram no programa “O Brasil conta comigo”, iniciativa do governo e comandada por ela para admitir profissionais de saúde no combate à pandemia. Pinheiro presta depoimento nesta terça-feira, 25, à CPI da Covid-19. 

De acordo com informações do jornal O Globo, 1,007 milhão de profissionais de saúde se cadastraram no programa, dos quais 454,2 mil manifestaram interesse em atuar na pandemia. A pasta, no entanto, só enviou 518 médicos a estados do Norte, cerca de 0,1% dos dispostos a participar, como apontam os dados do próprio órgão. 

As informações vão na contramão das declarações do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que afirmou à CPI da Covid, na semana passada, que o programa disponibilizou 6,5 mil profissionais de saúde para a região Norte. 

O Ministério, por sua vez, informou que o envio de profissionais pelo governo federal à região Norte se deu de forma excepcional, sob a alegação que a participação pasta é apenas oferecer o cadastro para que estados e municípios façam a contratação e o pagamento dos recrutados. A pasta, não soube dizer, no entanto, quantos profissionais foram contratados pelos governos locais.

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