Covid-19 – Balanço de momento: 350 milhões de casos, 5,6 milhões de mortes e 279 milhões de altas, por Felipe Costa

Em números absolutos, os 20 países mais afetados estão a concentrar 75% dos casos (de um total de 349.681.392) e 76% das mortes (de um total de 5.593.309)

Covid-19 – Balanço de momento: 350 milhões de casos, 5,6 milhões de mortes e 279 milhões de altas.

Por Felipe A. P. L. Costa [*].

Levando em conta as estatísticas obtidas no início da tarde deste domingo (23/1) [1], eis um balanço da situação mundial.

(A) Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados estão a concentrar 75% dos casos (de um total de 349.681.392) e 76% das mortes (de um total de 5.593.309) [3].

(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade está agora em 1,6%. A taxa brasileira está em 2,6%. (Outros dois países da América do Sul que estão no topo da lista têm taxas inferiores à brasileira: Argentina, 1,5%; e Colômbia, 2,3%.)

(C) Nesses 20 países, receberam alta 208 milhões de indivíduos, o que corresponde a 79% dos casos. Em escala global, 279 milhões de indivíduos já receberam alta [4].

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NOTAS.

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[1] Vale notar que certos países atualizam suas estatísticas uma única vez ao longo do dia; outros atualizam duas vezes ou mais; e há uns poucos que estão a fazê-lo de modo mais ou menos errático. Acompanho as estatísticas mundiais em dois painéis, Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA) e Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em dez grupos: (a) Entre 70 e 75 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 38 e 40 milhões – Índia; (c) Entre 22 e 24 milhões – Brasil; (d) Entre 16 e 18 milhões – França; (e) Entre 14 e 16 milhões – Reino Unido; (f) Entre 10 e 12 milhões – Rússia e Turquia; (g) Entre 8 e 10 milhões – Itália, Espanha e Alemanha; (h) 6 e 8 milhões – Argentina e Irã; (i) Entre 4 e 6 milhões – Colômbia, México, Polônia, Indonésia e Ucrânia; e (j) Entre 3,4 e 4 milhões – Países Baixos, África do Sul e Filipinas.

Analisando em separado as estatísticas (casos e mortes) das últimas quatro semanas, eis como está a situação mundial: (i) em números absolutos, os EUA seguem disparados na liderança, agora com 18,34 milhões de novos casos; (ii) a lista dos cinco primeiros tem ainda os seguintes países: França (7,31 milhões), Índia (4,45 milhões), Itália (4,16 milhões) e Reino Unido (3,81 milhões). O Brasil (1,69 milhão) subiu da 12ª para a 10ª posição; e (iii) a lista dos países com mais mortes é escabeçada pelos EUA (47,54 mil); em seguida aparecem Rússia (21,65 mil), Índia (9,73 mil), Polônia (9,51 mil) e Itália (6,77 mil). O Brasil (4,5 mil) está em 12° lugar.

Nas últimas duas semanas, o número de casos cresceu em todos os continentes. E o mais intrigante: Países até então exemplares (e.g., Austrália) ou com elevada cobertura vacinal (e.g., Portugal, Israel e Uruguai) estão a registrar escaladas em suas estatísticas. Um dos fatores a explicar isso, além de novidades importantes no comportamento do vírus, seria a interrupção precoce de medidas preventivas (e.g., a suspensão do uso de máscaras e o relaxamento das barreiras sanitárias em portos e aeroportos).

[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver qualquer um dos três primeiros volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).

[4] Como comentei em ocasiões anteriores, fui levado a promover a seguinte mudança metodológica: as estatísticas de casos e mortes continuam a seguir o painel Mapping 2019-nCov, enquanto as de altas estão agora a seguir o painel Worldometer: Coronavirus.

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