É questão de tempo para disseminação da cepa indiana, diz pesquisadora

Em entrevista, Margareth Dalcomo afirma que é difícil conter transmissão viral e que houve demora do Ministério da Saúde em cancelar voos vindos da Índia

Margareth Dalcolmo, médica pneumologista do Centro de Referência Professor Helio Fraga da Fiocruz. Foto: Reprodução

Jornal GGN – Os primeiros casos da cepa indiana de covid-19 no Maranhão deve colocar à prova a capacidade brasileira a capacidade de controle da variação, o que não deixa especialistas muito otimistas.

“Eu não creio [que vamos controlar]. Acho que é só uma questão de tempo e nós vamos descobrir a variante da Índia circulando em outros locais, é muito difícil conter”, disse a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcolmo, em entrevista à CNN Brasil.

A pesquisadora ressalta que, embora o ministério da Saúde tenha adotado medidas condizentes no momento (como controlar fronteiras e a testagem em larga escala na cidade de São Luís), houve demora no cancelamento de voos.

“Eu conheço razoavelmente bem as condições indianas de controle sanitário. É muito precário. Então, quando começou na Índia, ficou óbvio que aquilo iria se disseminar. E era necessário, como eu disse há quase três semanas, ter fechado os voos vindos da Índia.”

Na visão de Margareth Dalcomo, a terceira onda de covid-19 não está descartada. “Dependendo da taxa de transmissibilidade de uma variante, sem dúvida nenhuma, poderá causar uma situação muito grave no Brasil”.

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