Jornal GGN – Antes de fazer o pronunciamento em cadeia nacional a noite de terça (25), defendendo que o País volte à normalidade em meio à crise do coronavírus, Jair Bolsonaro se encontrou com integrantes do “gabinete do ódio”. Entre eles, o filho Carlos Bolsonaro.
Um assessor do Planalto disse à Folha de S. Paulo que a estratégia traçada tem objetivo claro: dar aos eleitores que ainda estão do lado de Bolsonaro algum argumento e motivo para voltar a defendê-lo nas redes sociais. A decisão ocorreu depois que constaram que as milícias digitais do bolsonarismo estão se desmobilizando em meio à pandemia de COVID-19 e decisões desastrosas anunciadas pelo governo.
“A avaliação é a de que, diante do clima de animosidade, era hora de orientar a militância digital apontando inimigos, no caso os veículos de imprensa e os governos estaduais, mobilizando os eleitores fiéis a responderem às críticas contra a gestão federal”, anotou o jornal.
De acordo com o diário, militares ficaram sabendo da estratégia e tentaram dissuadir Bolsonaro. “Para eles, aumentar o clima de conflagração pode ter o resultado oposto ao pretendido: o de fortalecer o discurso dos governos estaduais e o de levar eleitores do presidente a abrirem mão do apoio.”
Além de Carlos, participaram do encontro os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Walter Braga Netto (Casa Civil). O senador Flavio Bolsonaro (sem partido-RJ) e o ex-jogador de futebol Paulo César Tinga também estavam presentes.
valderli felix de souza
25 de março de 2020 12:55 pmComo assim? E não tinha dois gals na reunião.
Leandro Ribeiro
25 de março de 2020 2:51 pmO jornal tem que falar com o Tinga pois ele não estava na tal reunião