Não é corrida de 100 metros, diz Pazuello sobre gastos do governo contra Covid-19

O general disse que o repasse de recursos federais a Estados e municípios para combater a pandemia não é “uma corrida de 100 metros”

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Da Agência Reuters

Por Ricardo Brito

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou nesta sexta-feira que o orçamento destinado à pandemia do novo coronavírus está sendo executado com transparência e planejamento, e destacou que o repasse de recursos federais a Estados e municípios não é “uma corrida de 100 metros”.

As declarações de Pazuello, feitas em pronunciamento antes da entrevista coletiva sobre ações do ministério no combate à Covid-19, ocorre dois dias após ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) terem dado 15 dias ao ministério para explicar, entre outras questões, a lógica de financiamento a Estados e municípios para a efetiva liberação de recursos.

Uma auditoria do TCU apontou que o ministério usou menos de um terço de uma dotação específica para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, que já deixou mais de 85 mil mortos no país.

“Em relação ao orçamento destinado à pandemia, ele está sendo executado com total transparência e planejamento. Não é uma corrida de 100 metros, e muito menos uma simples planilha de Excel, mas posso afiançar que isso chama-se gestão. Estamos no meio do ano, ainda temos todo o segundo semestre pela frente, não posso não ter reservas, não posso deixar de observar o que aconteceu em cada lugar e onde eu tenho ou não que colocar recursos de todos os tipos”, disse Pazuello.

Após a fala do ministro, o secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, fez uma detalhada explicação sobre a situação de cada medida provisória editada pelo governo que abriu créditos extraordinários para o enfrentamento da pandemia, dizendo qual o saldo financeiro de cada iniciativa e as razões para isso.

Franco destacou que há uma complexidade para se realizar o empenho para o repasse de recursos para os entes regionais. “Temos aí as razões de haver um saldo, conforme expliquei”, disse.

O secretário-executivo revelou que, em 30 de junho, havia um saldo de repasses federais para os entes regionais de 20,8 bilhões de reais, sendo 7,7 bilhões de reais para Estados e 13,1 bilhões de reais para municípios. Cabem a esses entes usarem esses recursos, já repassados, informou.

Segundo o ministério, foram destinados à pasta no total 39,6 bilhões de reais em créditos extraordinários para enfrentamento à Covid-19, dos quais 26,6 bilhões foram empenhados e 18,4 bilhões foram pagos até o momento.

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5 comentários

  1. Nassif: dentro do raciocínio de extermínio, que parece refletir a mais profunda intensão dos VerdeSauvas e seu governo, a declaração do ministro faz sentido. Pense bem. O Covid não escolhe se rico ou pobre. Porém, para cada rico finado (tratamento VIP, em Hospitais de grife) há 99 defuntos carentes (desassistidos pelo ServiçoPúblico), especialmente aposentados do INSS e periféricos. Aqui e ali, um indiozinho entra na conta. Mas, como dizia o TogaSuja, “não vem ao caso”. Ora, os tres grandes desafios do GovernoDitaMole são, atualmente — economizar no INSS e SUS, suportar as reclamações da povalha e atender latifundiários e empresas mineradoras (inclusive estrangeiras). Sucumbindo 2/3 dos aposentados do INSS já imaginou o que economizam? Liquidando o grosso da povalha, quanto vão ganhar com menos gastos em Saude, Moradias, SaneamentoBásico, Escolas, TransportePúblico? A Segurança o pessoal do Queiroz (terceirizados) darão conta e a ForçaNacional pode ser dispensada. Economiza até nos gastos safados do Congresso, pois poderá pagar menos os pedágios daqueles 90% de Parlamentares pedintes. Tudo bem, o teto cobrado pelo Judiciário pode subir um pouco. Mas seria mínimo e pode atender com outras benesses. Poderá até aumentar a quota de “generais” treinando” no ComandoSul. Incluir “Coroneis” no Programa. Armas e munição nem precisarão. O patrão já avisou que há uns mil tanquinhos sucateados, só precisando de reparos e pinturas, que poderão despachar pra Pindorama. E munição, se precisar (a bala tem sempre razão) e só pedir que eles mandam diretamente da IV Armada (a que ancorou na boquinha do PreSal). São os Kummunistas que gritam por “corrida” rasa de 100m. Mas, do pico das Agulhas veio a notícia que esse troço é uma SãoSilvestre, que, por sinal, vai ser cancelada. Durma com esse barulho…

  2. Fale para quem AINDA vai morrer que não precisa haver rapidez na distribuição da verba, que será mais como uma maratona de cágados.
    Fale para quem AINDA vai morrer pois os mortos, praticamente 50% deles, ja está na conta deste desgoverno, cuja única função parece ser empregar parentes e chegados.

  3. Segue engrenado…
    enterrar é mais barato do que tratar

    considerando que ao final dos 100 metros poderemos estar com 100 mil mortos, podemos reconhecer que teremos uma corrida sim, mas dos restos a pagar às sobras a dividir em outras áreas, como na política, por exemplo

  4. As ffaa tem as suas apostilas compiladas pelos helenos/murão e afins fina flor de intelectualidade, está escrito que a melhor estratégia é recuar e esperar……o longo inverno. Na Russia deu certo com Napoleão e contra o terceiro reich.

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