Oxigênio enviado pela Venezuela já está em Manaus

O carregamento vem de uma fábrica estatal venezuelana em Puerto Ordaz e não terá custo algum para o Brasil

Lucas Silva-Secom

Oxigênio enviado pela Venezuela já está em Manaus

por Mário Adolfo Filho

O Amazonas recebeu um total de 136 mil metros cúbicos de oxigênio, doação do governo da Venezuela e determinada pelo presidente Nicolás Maduro. O carregamento chegou a Manaus na noite desta terça-feira (19/01) e deverá abastecer a rede pública de saúde na capital e no interior.

Cinco carretas, cada uma transportando cerca de 25 mil metros cúbicos, atravessaram a barreira da Polícia Federal, por volta das 21h30, adentrando a capital amazonense. No local, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, agradeceu aos representantes da Venezuela e reafirmou que a carga, somando-se a todos os esforços do Governo do Amazonas, será fundamental.

“Certamente será muito útil porque nós estamos ainda reequilibrando a rede, e ajudará muito no equilíbrio, principalmente nesse momento em que temos uma elevação de casos no interior do Amazonas”, destacou o secretário.

A cônsul da Venezuela em Manaus, Patricia Silva, comemorou a chegada do carregamento e afirmou que o país está disposto a continuar cooperando com o Amazonas dentro das suas possibilidades.

“Esse foi um acordo de cooperação entre o Governo do Estado do Amazonas com nosso Governo Venezuelano de Bolívar. É um primeiro acordo, é um primeiro avanço para suprir o oxigênio, de acordo com as nossas possibilidades, mas sempre estamos prontos para ajudar”, disse a cônsul.

Após chegar a Manaus, o carregamento com o oxigênio foi conduzido para a usina da empresa White Martins, fornecedora do estado, onde estão sendo realizados os procedimentos de praxe com o insumo, para em seguida ser colocado à disposição para atender as demandas conforme a necessidade de cada unidade de saúde.

Outra carga

Já a White Martins também está trazendo outro carregamento, que não tem nada a ver com a doação feita pela Venezuela. A empresa também possui uma planta industrial no país, mas no estado de Aragua, que fica na costa norte da Venezuela, no outro extremo da fronteira com o Brasil.

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