5 de junho de 2026

Mudança de planos: CPI ouvirá motoboy da VTCLog; Marcos Tolentino é internado em SP

Graças "ao trabalho da secretaria", o motoboy da VTCLog, Ivanildo Gonçalves da Silva, será ouvido "por livre e espontânea vontade" a partir das 10h30 desta quarta-feira (1/9)
Foto: Reprodução/Rede Brasil TV

Jornal GGN – O senador Humberto Costa, titular da CPI da Covid, anunciou uma mudança de última hora na pauta da comissão. Graças “ao trabalho da secretaria”, o motoboy da VTCLog, Ivanildo Gonçalves da Silva, será ouvido “por livre e espontânea vontade” a partir das 10h30 desta quarta-feira (1/9). O empresário e advogado Marcos Tolentino, amigo de Ricardo Barros, igualmente envolvido no Covaxingate, cancelou sua participação na CPI prevista para hoje.

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Tolentino informou aos senadores que deu entrada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após sofrer um “mal súbito”. Ele teria testado positivo para Covid-19. Para membros da comissão, Tolentino é uma espécie de “sócio oculto” do FIB Bank, o fundo garantidor de crédito que avalizaria a compra da vacina Covaxin pela Precisa Medicamentos, para revenda ao Ministério da Saúde.

Já o motoboy Ivanildo faltou à CPI da Covid na terça (31/9), graças a um habeas corpus do ministro Kassio Nunes Marques. A ausência estimou a CPI a aprofundar a investigação sobre a VTCLog, empresa de logística que ganhou mais contratos com o Ministério da Saúde.

Ontem, senadores demonstraram que o motoboy fez movimentações financeiras suspeitas que chegam a quase 5 milhões de reais em espécie. Além disso, há imagens que sugerem que o funcionário foi usado para pagar despesas de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde que teria cobrado propina para fechar contratos com vendedores de vacinas.

TOLENTINO

Por ser advogado e estar na mira da CPI, Tolentino conseguiu um habeas corpus para ficar em silêncio por sigilo profissional. O recurso foi concedido pela ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, na noite anterior.

Na semana passada, ao ouvir o presidente do FIB Bank, os senadores identificaram inconsistências no capital social da empresa, a ponto de apelidarem-na de “lorota banco” – ou “banco que não é banco”.

Mais do que isso: o representante do FIB Bank deixou claro na CPI que a garantia que seria dada em nome da Precisa Medicamentos, no contrato com o Ministério da Saúde, teria sido um acerto direto entre Marcos Tolentino com o setor comercial do fundo.

A senadora Simone Tebet promete expor novos indícios de corrupção envolvendo o FIB Bank e outros contratos do governo federal.

Leia mais: + O escandaloso papel do FIB Bank, o “lorota banco”, no esquema da Covaxin

A CPI já frisou que Tolentino é amigo pessoal de Ricardo Barros, atual líder do governo Bolsonaro na Câmara, e ex-ministro da Saúde responsável por contratos milionários para o mesmo grupo empresarial ao qual pertence a Precisa Medicamentos.

Nesta quarta, Folha de S. Paulo informa que Tolentino, que é dono de uma rede de TV no Mato Grosso, foi alvo de um processo por corrupção, e acertou um acordo de delação premiada no valor de 3 milhões de reais para não ser preso.

Acompanhe a CPI pela TVGGN:

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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