Para Nise, tratamento precoce sofreu “conspiração política”

Médica afirma que houve perseguição de profissionais prescrevendo medicamentos, “excluindo a autonomia ou soberania do médico”

Médica oncologista e imunologista Nise Hitomi Yamaguchi na CPI da Pandemia. | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – Embora diversos estudos e cientistas tenham deixado claro que o uso de medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina não sejam eficientes contra a covid-19, a médica Nise Yamaguchi manteve sua defesa do tratamento precoce em sua exposição na CPI da Pandemia.

Segundo ela, existem vários estados onde o tratamento precoce foi usado e a morte diminuiu. “O que nós temos nesse momento: eu trato meus pacientes de forma individual, e eles se beneficiam. Então, é uma questão que nós estamos aqui discutindo é com relação à profusão de medicamentos. Não são muitos, são em torno de 10 ou 12 remédios que são utilizados com uma melhoria do sistema clínico das pessoas”.

Embora o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), tenha lembrado que o tratamento precoce não teve eficácia e que o Brasil tem mais de 460 mil mortes, Nise insistiu em sua eficiência. “Claro que teve”, disse. “Houve um anúncio, inclusive, das universidades europeias de que teríamos milhões de mortes até abril do ano passado. E na época já estávamos utilizando nos protocolos do MS, em vários serviços eles utilizavam na época. Não dá para ter medida exata do benefício que foi os tratamentos e medicamentos iniciais”.

Na visão de Nise, o que houve em torno do tratamento precoce foi uma conspiração política. “Houve múltiplas ações contra o tratamento precoce no Brasil. Várias procuradorias entraram com ações contra prefeituras que queriam fazer o tratamento precoce. Houve perseguição de médicos que estavam prescrevendo medicamentos, excluindo a autonomia ou soberania do médico. Então houve sim uma perseguição política”.

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