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A inesperada morte de Gustavo Bebianno, por Sidney Rezende
Não há quem não tenha tomado um susto ao acordar e receber a notícia da morte do ex-ministro do Governo Bolsonaro, Gustavo Bebianno, de apenas 56 anos que foi vítima de um infarto fulminante. Há poucos dias externei minha vontade de conhecê-lo pessoalmente, já que circulava a notícia de que ele seria mesmo pré-candidato do PSDB a prefeito do Rio.
Tudo indica que ele também tinha interesse no nosso encontro. Recebi uma primeira mensagem dele dizendo: “Boa tarde Sidney. Como vai você? O (aqui ele cita um amigo comum) me passou o seu número. Por favor, registre o meu aí. Forte abraço.” Respondi prontamente.
Deixei de propósito para a próxima semana o contato definitivo para entrevista-lo na série que estamos fazendo na coluna de política que assino em O Dia com todos os nomes que se apresentam. Infelizmente, não deu tempo!
A inesperada morte de Bebianno entra para o rol de outras igualmente enigmáticas: o desaparecimento do helicóptero de Ulysses Guimarães, o acidentes aéreos que levaram Teori Zavaski e o candidato presidencial Eduardo Campos. Até o acidente de carro que encerrou a vida de Juscelino Kubistchek até hoje suscita interpretações controversas.
Gustavo Bebianno não estava deprimido, e sim esperançoso em reconstruir um novo rumo. No ritmo dele, o ex-ministro que sabia demais e que chegou a dizer que tinha medo justamente por este motivo, estava numa costura em favor do governador João Doria.
Talvez repetisse com Doria com a mesma importância que teve na vitória do então candidato, Jair Bolsonaro.

Foi um duro golpe para o seu novo partido, o PSDB, para quem contava com a sua expertise política. A experiência diz que assistimos agora o primeiro capítulo que começa com a dor da familiar, principalmente seu filho que o acompanhava pessoalmente em algumas missões, perpassa as páginas médicas e, logo em que seguida, será alimento para teorias conspiratórias gravíssimas.
Wanderley Sobreiro
14 de março de 2020 9:16 amMe parece queima de arquivo ,algo que está se tornando normal nos dias de hoje.
João Itamoto.
14 de março de 2020 10:15 amBabaquice.
321 321
14 de março de 2020 9:24 amhttps://catracalivre.com.br/colunas/dimenstein/veja-bebianno-deixou-carta-para-ser-aberta-se-ele-for-morto/
André Oliveira
14 de março de 2020 11:00 amO arquivo vivo virou arquivo morto.
Luiz Fernando Juncal Gomes
14 de março de 2020 10:00 amBebbiano, o unabomber, foi o entrevistado do Roda Viva, em 02.03.2020. Dia seguinte, foi postado o comentário abaixo, no post “TV GGN: Sérgio Moro assume o papel de chefe da ultradireita, por Luis Nassif”
Luiz Fernando Juncal Gomes 03/03/2020 at 11:28
Bebianno dá a letra no Roda Viva: Follow the Carluxo
Bebiano sabe de tudo o que aconteceu em 06.09.2018, em Juiz de Fora. E dá a dica: Carluxo. E manda recado nem um pouco cifrado ao Planalto: “Não sou Adriano da Nóbrega, não me confundam, espalhei apólices de seguro de vida por aí”. E ninguém quer ir atrás.
“A única viagem que o Carlos fez conosco foi essa de Juiz de Fora e ainda deu azar”, disse Bebianno em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura. “[Ele] Atrapalhou o esquema de segurança, o que resultou no não uso do colete [à prova de balas] e naquela tragédia da facada”, completou.
“Ele foi dentro do carro com um drone. Parecia uma criança”, lembra Bebianno. “Nem eu, nem o capitão Cordeiro e nem o Max, do Bope, pudemos ir no carro. O resultado? Ele [Jair Bolsonaro] desembarcou sem o colete. O colete não teria evitado 100% o ferimento, mas teria limitado a penetração da faca”, acrescentou.
A terceira chance jogada no ralo – Eram duas grandes chances de depor o presidente, as únicas até então. Em março/2018, a execução de Marielle Franco; Em setembro/2018, o caso-potoca Juiz de Fora. Ambas na Sibéria dos cold cases. Aí surge a terceira, inesperada, com a execução do chefe do Escritório do Crime, Adriano da Nóbrega. E inacreditáveis 13 (treze) celulares, que podem contar tudo. Mais um pro cold case.
E Bebianno vai no Roda Viva e manda um recado piscando em néon. E nada.
***
Infarto. E ferimento na cabeça. E, ironia do destino, dia 14.03.2020, exatos dois anos da execução de Marielle.
Ronaldo Braga
14 de março de 2020 10:23 amExatamente em que situações uma morte pode ser considerada “inesperada”?
Esta morte em tela não tem nada de “inesperada”. Muitíssimo pelo contrário…
Horacio
14 de março de 2020 10:26 amSem dúvida mais um “Adriano”.
Orides
14 de março de 2020 10:27 amEle ajudou o Bolsonaro, iria ajudar o Dória…
Parece que Deus, desta vez, está se antecipando.
Marcos K
14 de março de 2020 10:31 amNão quero acreditar que é Teoria da Conspiração, mas como dizem os castelhanos: “yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”………
Paulo Dantas
14 de março de 2020 11:16 amNo filme O Atirador tem uma cena que o personagem principal fala com “redneck” especialista em armas , ele diz algo assim :
“Isto é uma conspiração , como a do Kennedy , próximo passo é esconder os corpos no deserto”
Um agente do FBI que estava junto fala que Kennedy foi Oswald sozinho.
“Ainda tenho a pá” fala o “redneck”
Mas não viagem …
Carlos Elisio
14 de março de 2020 11:24 amIncluam PHA
Anônimo
14 de março de 2020 4:25 pmAchei que só eu suspeitava dessa
altamiro souza
14 de março de 2020 12:38 pma morte é substantiva , não adjetivamente – e opinativamente!!! – inesperada…
AMORAIZA
14 de março de 2020 2:21 pmBebiano surpreendentemente se foi.
Iludido pelo mito, achou que aliando-se ao lado negro da força conseguisse trazer o bem ao país.
Inocente, achava o bozo uma boa pessoa. Elegeu-o e foi fiel, assim como os seus cegos seguidores.
É de se perguntar, o que que essa gente tem, bolsonaro, dória,maluf, sejumoro, (…) que se fazem seguir mesmo sendo uns pulhas , e Bibianos, Janaínas, Joyces, Alexandres (…) que cegamente os acompanham, apoiam e brigam por esses pulhas sem lhes perceber o mau-caráter.
Seriam ervas parecidas mas com qualidades diferentes, tais como o joio e o trigo?
Carlos Souza
14 de março de 2020 2:30 pmEu até entendo toda a atenção em função da morte do Sr. Gustavo Bebianno. Entendo também as teorias conspiratórias, que podem ser corretas ou não.
Mas o que não aceito é, tanto da parte do público quanto da imprensa, inclusive do admirável jornalista Sydnei Rezende, tratarem o Sr. Bebianno como alguém que pode ter morrido por conhecer segredos comprometedores do Bolsonaro.
Devemos lembrar o seguinte, se Bebianno realmente tem conhecimento de comportamento criminoso por parte de Bolsonaro durante a campanha presidencial e também depois da posse, por exemplo a formação do “gabinete do ódio”, é preciso que se diga que ele não era apenas uma possível “fonte” que faleceu. Se ele sabia e participou de todos os atos ele foi igualmente criminoso. Tratá-lo agora somente alguém que sabia dos segredos é ignorar que quando os crimes de campanha foram cometidos ele se não só se calou como também participou ativamente. O fato de ele, em vida, não ter revelado nada, indica que os fatos que ele por ventura conhecia, incriminariam não somente o clâ Bolsonaro, mas também a ele e sua esposa que participaram ativamente da campanha e do início do governo.
Então meus sentimentos à família pela morte, mas se crimes ocorreram, ele como co-partícipe, tem tanta responsabilidade quanto Bolsonaro. A imprensa, ao tratá-lo simplesmente como alguém que sabia de tudo, concientemente ignora esse fato.
Carlos Souza
14 de março de 2020 2:32 pmEu até entendo toda a atenção em função da morte do Sr. Gustavo Bebianno. Entendo também as teorias conspiratórias, que podem ser corretas ou não.
Mas o que não aceito é, tanto da parte do público quanto da imprensa, inclusive do admirável jornalista Sydnei Rezende, tratarem o Sr. Bebianno como alguém que pode ter morrido por conhecer segredos comprometedores do Bolsonaro.
Devemos lembrar o seguinte, se Bebianno realmente tem conhecimento de comportamento criminoso por parte de Bolsonaro durante a campanha presidencial e também depois da posse, por exemplo a formação do “gabinete do ódio”, é preciso que se diga que ele não era apenas uma possível “fonte” que faleceu. Se ele sabia e participou de todos os atos ele foi igualmente criminoso. Tratá-lo agora somente alguém que sabia dos segredos é ignorar que quando os crimes de campanha foram cometidos ele se não só se calou como também participou ativamente. O fato de ele, em vida, não ter revelado nada, indica que os fatos que ele por ventura conhecia, incriminariam não somente o clâ Bolsonaro, mas também a ele e sua esposa que participaram ativamente da campanha e do início do governo.
Então meus sentimentos à família pela morte, mas se crimes ocorreram, ele como co-partícipe, tem tanta responsabilidade quanto Bolsonaro. A imprensa, ao tratá-lo simplesmente como alguém que sabia de tudo, concientemente ignora esse fato. Obrigado pela atenção.
Igor Bicalho
14 de março de 2020 4:25 pmAchei que só eu suspeitava dessa
Rui Ribeiro
14 de março de 2020 5:13 pmMorte inesperada?
Em fevereiro de 2019 eu anunciei a tragédia:
Se o home (Bebianno) resolver revelar a verdade, – ai, que facada! -, as máscaras serão espatifadas por suínos. Se calar, é pior, pois dizia Baudelaire que se a verité é sufocada, ela vai se agitando até um ponto em que ela explode violentamente e destrói tudo dentro e fora do seu alcance.
O Home vai se calar, seja por amor ao dinheiro que comprará o seu silêncio, seja POR MEDO de ter sua cara atingida por um armário milico-ciano em queda. Não é por nada que o Bozo lhe agradeceu os “serviços prestados” ao laranjal milico-ciano.
Se ele dispensou Itaipu, 3x mais, imagina o quanto ele não vai abofelar”
Ele se calou até aquela entrevista ao Roda Viva. Ali ele assinou sua sentença de morte ao ameaçar revelar o que sabia sobre a Familicia