Aécio diz que apoia se Temer quiser liderar o impeachment de Dilma

Jornal GGN – Um dia após uma colunista do Estadão noticiar que, há cerca de 40 dias, Aécio Neves e Michel Temer se encontraram reservadamente na casa de Romero Jucá para discutir um “governo de transição” em caso de impeachment de Dilma Rousseff, o senador tucano disse, em entrevista a uma rádio baiana, que ainda é preciso encontrar alguém para liderar esse processo e que se Temer tomasse a frente, seria apoiado pelo PSDB.

“A degradação da economia é extremamente profunda. É preciso que alguém lidere esse processo (de impeachment). É preciso que viesse alguém legitimado pelas ruas. É óbvio que se a solução vier do vice-presidente Michel Temer, nós apoiaremos”, disse Aécio, cumprindo agenda no Nordeste, nesta sexta-feira (6).

Segundo a coluna do Estadão, a conspiração de Aécio e Temer só não foi para frente, entre outros fatores, porque Eduardo Cunha, presidente da Câmara, perdeu as condições necessárias para encabeçar o processo de impeachment de Dilma sem ser questionado.

Na entrevista, Aécio ainda comentou as críticas do ex-presidente Lula ao governo Dilma. No dia anterior, Lula disse ao jornalista Kennedy Alencar que sua sucessora errou ao não limitar a política de desoneração e que, em seu lugar, ele adotaria um grande plano de crédito ao invés de simplesmente contingenciar as contas do governo e tentar emplacar o ajuste fiscal com mais impostos.

Para Aécio, “o PT não se contenta em ser governo, quer ser oposição também, e aí é uma concorrência desleal. A inflação correndo, os salários, essa inconsistência. Esse jogo ambíguo de Lula fragiliza o governo no Congresso. Se o PT, que é o governo, não apoia as medias, traz ao meu ver inconsistência e fragiliza o governo Dilma.”

Sobre sua intenção de ser candidato a presidente em 2018, Aécio disse que não “pode haver uma precipitação, o tempo dirá os caminhos que tomaremos. Nós nos reconciliamos com os setores da sociedade, os mais jovens, somos os preferidos dos mais jovens para filiações, readquirimos a confiança. Na hora certa o candidato do PSDB será o que tiver mais condições de unir as forças oposicionistas para enfrentar o PT.”

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