
Assassinato de Marielle: dia 100, por Gustavo Gollo
Já se vão 100 dias desde que Marielle foi executada e seus veneráveis assassinos continuam desfrutando de respeitosíssima discrição por parte dos meios de comunicação, e deferência igualmente reverente pela polícia.
Tendo a notícia do duplo assassinato, de Marielle e seu motorista, retumbado pelo mundo inteiro, chegando a ser a busca mais realizada no google mundial, esperava-se rápida solução do caso. Há mais de 3 meses, no entanto, aguardamos, perplexos com tão longa morosidade, a conclusão de investigações silenciosas, estarrecidos com a completa ausência de resultados, temendo que o silêncio prenuncie a cumplicidade dos investigadores com os assassinos, e que a demora tenha por finalidade abafar o caso.
Desde a revelação, um mês e meio atrás, de que o tipo de arma usada para o crime era utilizada quase que exclusivamente por policiais, o sombrio silêncio dos meios de comunicação foi quebrado apenas por uma fake news e seus desdobramentos, uma notícia fabricada pela Globo com o propósito de lançar cortina de fumaça sobre o caso, e fazê-lo assemelhar-se a qualquer outro do gênero, disfarçando a deferência extraordinária conferida por ela aos ilustríssimos assassinos, ao poupá-los da execração pública decorrente da revelação de suas identidades. Enfatizemos que tão honrosa deferência não foi concedida nem a ex-presidente da república, revelando o altíssimo apreço outorgado pela polícia e meios de comunicação aos digníssimos assassinos.
Breve exame de uma fake news
A notícia inventada pela Globo, quase 2 meses após o crime, veio à tona junto com este vídeo. Aqui
https://globoplay.globo.com/v/6721756/
sobre o relato de um informante que teria procurado a polícia para comunicar que desde junho, um ano atrás, presenciara 2 homens planejando o assassinato de Marielle. São informados os nomes dos 2, acrescentando que um deles se encontra detido. Além destes, o delator teria denunciado 4 executores do crime, cujos nomes, citados por ele, foram cuidadosamente omitidos na reportagem. Cabe lembrar que televisão não faz jornalismo: televisão produz entretenimento.
“ …testemunha apresentou mais de 10 nomes, entre policiais da ativa, reformados…
Desde então o, inusitadamente, denunciante passou a ser referido como “testemunha do caso”.
Cabe ressaltar que embora, muito provavelmente, tal delação consista apenas em uma vingança odiosa infundada, sem nenhuma relação com o assassinato, o relacionamento entre policiais e criminosos milicianos mereceria, no mínimo, explicações, o que faz lembrar comentário de juiz notório pela parcialidade: “isso não vem ao caso”.
Desde então, os desdobramentos em torno da cortina de fumaça erigida pela notícia fabricada pela Globo, baseada em denúncia superficial, sem nenhum lastro, têm monopolizado o noticiário sobre o caso lançando desconfianças sobre milicianos.
O breve exame acima desvenda a distinção entre o perfil daqueles que devam ser enxovalhados e o dos merecedores de respeitosa consideração pelos meios de comunicação e poderes públicos. Ao mesmo tempo, esta descoberta parece lançar uma luz sobre o perfil dos ilustríssimos assassinos, tão reverentemente poupados por criaturas usualmente sedentas por enlamear quem quer que lhes possa servir de alvo.
Nunca é demais repetir que as telefônicas, o google, as redes sociais, a CIA e as principais agências de espionagem, entre outros, conhecem desde o primeiro alarde todos os detalhes deste assassinato. Penso que após 100 dias do ocorrido, já deveria ter sido exigida a revelação das conclusões obtidas pelos investigadores, fato que, aliás, nos permitiria concluir se o papel da polícia do Rio é o de marido traído, ou o de cúmplice.
rl
22 de junho de 2018 11:19 amSolução
Talvez se possa resolver o caso em tres dias. Basta anunciar um prêmio de 100 mil reais para quem denunciar – com provas – os autores do crime. Vai ter fila para denunciantes…
ze sergio
22 de junho de 2018 12:12 pmO CRIME ORGANIZADO É O ESTADO BRASILEIRO
Tudo já foi descoberto. Apenas não foi revelado à Nação, nas partes que se quer proteger. A 1.a Intervenção Militar na Rocinha já durava dez dias. Era visível, aqui em SP, a revolta e pressão das Autoridades Fluminenses, pelo fim do cerco das Forças Armadas aquele bairro. O “caixinha” de 10 milhões (gatonet, mototaxi, gas de cozinha, lotação, tráfico de drogas,…), somente daquela Comunidade, estava sendo muito prejudicado. Então o Ministro da Justiça, explodiu e revelou a farsa: “O Crime Organizado é produzido e administrado no Gabinete do Governador e mais 2 ou 3 Deputados ou Senadores”. Intervenção Federal tirou das Autoridades Estaduais a Autonomia sobre Segurança Pública. O tamanho da latrina foi exposta. Mesmo assim, O ESTADO BRASILEIRO, continua da mesma forma que as Forças Públicas Cariocas, matando Estudantes a caminho da Escola, com tiros de fuzil. Desta vez não dará para ‘inventar’ uma estória como da Juíza Patricia Aciolly e culpar 2 ou 3 Soldados Rasos da PM. Não será possível fazer como no Massacre do Carandiru, se culpando a Tropa que obedecia ordens, sem indicar os Verdadeiros Mandantes: ESTADO e seu Comando: Governador, Secretário de Segurança, Secretário de Justiça, Oficiais das Forças Policiais Militares, Congressistas, Alto Comando da Polícia Civil,… Não dá mais para entrar atirando em Favela, matar gente pobre e dizer que foi tudo resolvido e esclarecido. Os Intestinos da Nação estão expostos. O Rei está Nu. Só que ninguém, entre tantos Covardes, teve coragem de dizê-lo. O Brasil é de muito fácil explicação.
Maria Luisa
23 de junho de 2018 9:23 amMilicia, PM, Forças Armadas, politicos, façam as apostas!
Pelo que vejo estão preparando o culpado perfeito. Pode ser mais de um, alias. Depois de todo esse tempo, com o afastamento do primeiro delegado envolvido no caso, até as conchinhas nas praias cariocas sabem que não querem divulgar os verdadeiros assassinos de Marielle e Anderson.