Até PSDB começa a abandonar Temer, mas Congresso divide-se sobre nova eleição

Imagem: Fotos Públicas
 
 
Jornal GGN – Desde que sócios da JBS revelaram que Michel Temer conhecia e deu aval a pagamento de propina a Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, para evitar mais delações na Lava Jato, o presidente da República tem sido pressionado até por aliados a renunciar, sob ameaça de enfrentar um processo de impeachment. Até o principal partido que deu apoio a Temer, o PSDB, deve anunciar o rompimento na tarde desta quinta (18).
 
A debandada começou ainda na noite de quarta (17). O senador Ronaldo Caiado (DEM), por exemplo, usou as redes sociais para defender que Temer saia e eleições diretas sejam convocadas. Para isso, o Congresso precisa alterar a Constituição aprovando uma PEC.
 
Caiado disse: “Defendo, desde o processo de impeachment da ex-presidente Dilma, a convocação de novas eleições. A situação é grave. Vemos manifestações todos os dias da falta de credibilidade do Congresso atual. Vocês querem que esse mesmo Congresso eleja o novo presidente do Brasil? As eleições diretas darão muito mais legitimidade ao processo. E, para isso, uma emenda constitucional deve ser votada antes.”
 
Na Câmara já existem pedidos de impeachment contra Temer, com base na reportagem de Lauro Jardim. O colunista de O Globo revelou que Temer disse ao empresário Joesley Batista para “manter” uma “mesada” a Cunha e Funaro. A ideia era manter a dupla de bico calado. O deputado Miro Teixeira também apresentou uma proposta de emenda constitucional para convocar eleições diretas.
 
A Folha de S. Paulo observou, contudo, que apesar da debandada ter começado, ainda não há consenso no Congresso sobre como se dará a escolha de um novo presidente. Uma parcela preocupada com a Lava Jato não quer abrir mão de eleger o próximo mandatário por meio de uma eleição indireta. O PSDB, por exemplo, defende essa saída.
 
Enquanto isso, há especulações sobre quem seria o nome ideal para assumir o governo em meio a essa crise. Para o jornal, os dois nomes mais comentados no momento são o de Cármen Lúcia, que tem a toga como vantagem, e Henrique Meirelles, que tem apoio do mercado. Outro nome com potencial é o de Nelson Jobim.
 
Ainda de acordo com o jornal, parlamentares de oposição e aliados do governo Temer se reúnem ao longo desta quinta para debater o assunto.
 
Temer teria avisado a interlocutores que não vai renunciar de jeito nenhum.
 
Outro fator que desestabiliza Temer é o impacto das revelações da JBS sobre Aécio Neves, principal liderança do PSDB a ser fiador do governo peemedebista. O tucano já foi afastado do Senado, mas teve pedido de prisão rejeitado por Edson Fachin.
 
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