O cachê pago ao cantor Gusttavo Lima por ação publicitária da Mega da Virada de 2020 foi colocado sob sigilo de 100 anos, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a o Portal da Transparência, a Caixa Econômica Federal gastou mais de R$ 10 milhões para custear a campanha. Mas a determinação do presidente impede a divulgação de como a verba foi empregada.
De acordo com as informações do site Movimento Country, esta não é a primeira vez que Bolsonaro torna sigilosas as ações publicitárias desembolsadas pela Caixa. O presidente também determinou silêncio sobre o cachê do locutor de rodeios Andraus Araújo de Lima, mais conhecido como Cuiabano Lima, protagonista da campanha do auxílio emergencial desde maio deste ano.
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Tanto Gusttavo quanto Cuiabano Lima têm relações estreitas com a família Bolsonaro. Enquanto o cantor sertanejo é amigo íntimo de Renan Jair, um dos filhos do chefe do Executivo, Cuiabano é próximo do próprio presidente.
Gusttavo Lima atuou ainda como cabo eleitoral de Jair Bolsonaro na tentativa de reeleição este ano. Pouco antes do final do segundo turno, o cantor fez um apelo aos fãs para que votassem no candidato do (PL), ao lado de outros artistas sertanejos.
Outras denúncias
O cantor também é um dos artistas sob investigação por superfaturamento de cachês de show realizados por prefeituras sem licitação em vários estados brasileiros.
As investigações foram abertas após um comentário do também sertanejo Zé Neto, da dupla com Cristiano, que criticou a cantora Anitta por depender da Lei Rouanet para o pagamento das apresentações.
Zé Neto, no entanto, foi exposto pelo jornalista Demétrio Vecchioli, que mostrou uma série de valores que a dupla recebeu por apresentações gratuitas custeadas por prefeituras de cidades no interior do País. Diversas apresentações da dupla e de outros nomes do sertanejo, entre eles o de Gusttavo Lima, foram contratadas sem licitação e a preços exorbitantes.
Em resposta, Gusttavo Lima usou o Instagram para rebater as acusações e se disse “cansado de levar tanta pancada, as quais aguentou calado”.
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TonicoeTinoco
7 de dezembro de 2022 5:59 pmEsses cretinos devem ser investigados mesmo e punidos de forma exemplar. Essa cambada se lambuza nas verbas de municípios pequenos e pobres que não tem recursos para a Saúde, a Educação ou para o Saneamento, mas estão sempre dispostos a pagar cachês de 500 mil sem licitação por um show de gosto duvidoso. A licitação fraudada é classificada como inexigível sob o argumento de que não é possível a concorrência pois essas “joias” da música são únicas. Esses “artistas” enchem a burra com dinheiro público sem a menor vergonha e depois vão cagar regras de honestidade e se aliar a políticos corruptos. O Brasil não tem jeito mais não.
ed.
7 de dezembro de 2022 8:19 pm“Mór moleza” fazer uma “rashowdinha” com os prefeitos, principalmente com orçamentos secretos. Aí é só comprar Lamborghinis, fazendas, iates, jatinhos enquanto nos pagamos e o povo cata suculentos ossos em caminhões de lixo.