Em nota, Dilma expressa solidariedade a Jaques Wagner

Deltan conversou com procuradores sobre a possibilidade de acelerar processo contra Jaques Wagner, ‘por questão simbólica’, quando Wagner estava liderando pesquisas para o Senado, na Bahia.

Foto HuffPost Brasil

Jornal GGN – A ex-presidente Dilma Rousseff, em nota, reagiu ao uso da Lava jato para perseguição do senador do PT, Jaques Wagner. Diz que os abusos e ilegalidades dos procuradores e de Sergio Moro são apontados mais uma vez. A vítima, desta vez, foi apontada por Monica Bergamo na Folha, com material oferecido pelo The Intercept.

Deltan conversou com procuradores sobre a possibilidade de acelerar processo contra Jaques Wagner, ‘por questão simbólica’, quando Wagner estava liderando pesquisas para o Senado, na Bahia.  ‘Queriam a todo custo incriminar o senador Jaques Wagner e submetê-lo a constrangimentos de operações de busca e apreensão’, diz a ex-presidente.

Leia a nota a seguir.

Solidariedade a Jaques Wagner, por Dilma Rousseff

O país descobre, hoje, mais um alvo da operação Lava Jato: o senador Jaques Wagner. Na Folha, trechos inéditos do material do The Intercept revelam mais abusos e ilegalidades dos procuradores da República e de Sérgio Moro. Queriam a todo custo incriminar o senador Jaques Wagner e submetê-lo a constrangimentos de operações de busca e apreensão.

Manifesto minha solidariedade ao senador diante da revelação de mais uma perseguição indevida que reforça nossa convicção de que a conduta de Sérgio Moro, Deltan Dellagnol e alguns procuradores da Lava Jato é razão suficiente para anular processos e condenações forjadas com a máquina de mentiras da Lava Jato.

O Judiciário não pode ser usado para perseguir adversários políticos, escolhidos como alvo fácil ao bel-prazer por agentes do Estado. A imparcialidade da Justiça é princípio básico do Estado Democrático de Direito o qual fundamenta que “todos somos iguais perante a lei”. Quebrá-lo instaura o estado de exceção persecutório que atinge a todos os cidadãos.

Dilma Rousseff

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