Em SP, linha que custou R$ 1 bilhão e não chega ao aeroporto tem baixa adesão

Jornal GGN – A linha de trem construída durante o governo Alckmin em São Paulo ao custo de R$ 1 bilhão enfrenta baixa adesão, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Ela foi projetada para se conectar com o aeroporto de Guarulhos, mas no final o modal não chegará ao setor de embarque e desembarque. Agora, a média é de 7,1 mil usuários ao dia, ante uma expectativa de 120 mil. A CPTM e a gestão de Márcio França acreditam que nos próximos meses o cenário deve mudar.

Segundo o jornal, um dos principais motivos “para afastar interessados” é justamente o fato da linha obrigar a “baldeação com um ônibus após desembarcar na estação mais próxima do aeroporto, elevando os tempos de deslocamento e reduzindo a atratividade — diferentemente do plano inicial.”

Entregue em março, o trem começou a funcionar em junho, com tarifa de R$ 4. A linha 13-jade é formada pelas estações Engenheiro Goulart, Guarulhos-Cecap e Guarulhos-Aeroporto, totalizando 12,2 km.

De acordo com a matéria, a partir de agosto “está prevista a operação da linha expressa entre as estações Luz e Aeroporto. O serviço terá uma tarifa mais cara: R$ 8.” Com essa operação, os usuários conseguirão evitar paradas e baldeações desnecessárias na rede metroferroviária no trajeto entre a capital e Cumbica, mas quem viaja com bagagem ainda não chegará ao check-in por causa “da distância entre a estação Aeroporto e os terminais de voo — no caso do terminal 3, ela chega a 2,5 km.”

“O projeto original previa a chegada diretamente nos terminais, mas acabou alterado, segundo a CPTM, a pedido da concessionária do aeroporto, que tem planos de construir um shopping center no local onde seria a estação de trem”, lembrou a Folha.

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