10 de junho de 2026

Em SP, linha que custou R$ 1 bilhão e não chega ao aeroporto tem baixa adesão

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Jornal GGN – A linha de trem construída durante o governo Alckmin em São Paulo ao custo de R$ 1 bilhão enfrenta baixa adesão, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Ela foi projetada para se conectar com o aeroporto de Guarulhos, mas no final o modal não chegará ao setor de embarque e desembarque. Agora, a média é de 7,1 mil usuários ao dia, ante uma expectativa de 120 mil. A CPTM e a gestão de Márcio França acreditam que nos próximos meses o cenário deve mudar.

Segundo o jornal, um dos principais motivos “para afastar interessados” é justamente o fato da linha obrigar a “baldeação com um ônibus após desembarcar na estação mais próxima do aeroporto, elevando os tempos de deslocamento e reduzindo a atratividade — diferentemente do plano inicial.”

Entregue em março, o trem começou a funcionar em junho, com tarifa de R$ 4. A linha 13-jade é formada pelas estações Engenheiro Goulart, Guarulhos-Cecap e Guarulhos-Aeroporto, totalizando 12,2 km.

De acordo com a matéria, a partir de agosto “está prevista a operação da linha expressa entre as estações Luz e Aeroporto. O serviço terá uma tarifa mais cara: R$ 8.” Com essa operação, os usuários conseguirão evitar paradas e baldeações desnecessárias na rede metroferroviária no trajeto entre a capital e Cumbica, mas quem viaja com bagagem ainda não chegará ao check-in por causa “da distância entre a estação Aeroporto e os terminais de voo — no caso do terminal 3, ela chega a 2,5 km.”

“O projeto original previa a chegada diretamente nos terminais, mas acabou alterado, segundo a CPTM, a pedido da concessionária do aeroporto, que tem planos de construir um shopping center no local onde seria a estação de trem”, lembrou a Folha.

Leia a matéria completa aqui.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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4 Comentários
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  1. Andre Luiz RRR

    12 de julho de 2018 5:45 pm

    Efeciência! Essa é a marca

    Efeciência! Essa é a marca das gestões do PSDB.

  2. ze sergio

    12 de julho de 2018 5:52 pm

    DIREITO DE IR E VIR NO TUCANISTÃO

    A idéia é que o valor custe tão alto que não interesse ao Povo de Guarulhos, onde a linha passa e onde existem estações. É Metrô mas não é Metrô. É o pagamento por Trecho, enriquecendo as Concessionárias por Serviço Privatizado. 8 reais por percurso de 5 Km e depois ônibus dentro do Aeroporto. Que por enquanto é gratuito. Por enquanto, até passarem as Eleições, é claro. Assim não deixam também melindrados Prefeito e Vereadores de Guarulhos, com concorrência do Metrô contra suas Empresas de Ônibus Municipais e a festança, a ‘lavação’, as malas de dinheiro de passagens de ônibus. Dinheiro trocado, muido, sem marcas, nem rastreio que entra no Caixa (2) todos os dias. Ou você acha que só Baratas, Lavouras, Mendes podem se esbaldar nestas enxurradas de dinheiro no RJ? “Mas estamos lutando por melhorar o Transporte Público e diminuir os efeitos da Pobreza, aqui no país”. Podem acreditar, dizem Duendes e Gnomos. Guarulhos tinha Linhas de Trens até os anos 70. O Trem das 11 de Adoniran Barbosa, que vinha do Jaçanã. As melhores e mais amplas avenidas da zona norte da capital e Guarulhos são antigas linhas de trens. Ou seja, já fomos muito melhores.  A Linha Leste do Metrô e da CPTM, que andam paralelamente, servem à USP LESTE, que está a APENAS 1 KM da cidade de Guarulhos. As pessoas poderiam descer nesta Estação, passar por dentro do Câmpus da USP/LESTE e seguir para Guarulhos através de CICLOVIAS (já que as laterais das Rodovias Airton Senna/Trabalhadores e Hélio Schmidt que dão acesso ao Aeroporto, a esta Cidade e ao Câmpus são extremamente largas). Comportando CICLOVIAS E PASSARELAS onde as pessoas poderiam usar como acesso, fazer Caminhadas e Ciclismo, além de usurfluir do PARQUE ECOLÓGICO DO TIETE, que fica exatamente em frente ao Câmpus da Universidade, ao lado da Estação de Trens e do Metrô, entre as duas cidades São Paulo e Guarulhos. Mas para que tantas facilidades, beneficios, absurdo salto na qualidade de vida destes Brasileiros? E destruir a Indústria da Pobreza? Destruir as mamatas do Monopólio do Transporte Público? E deixar de construir um “Elefante Branco” que custou mais de 1 BILHÃO? É a Sociologia AntiCapitalista da Redemocracia de Constituição Cidadã. Mundo de OZ no qual embarcamos há 40 anos. O Brasil se explica.   

  3. Allan Patrick

    12 de julho de 2018 5:56 pm

    Elite do Atraso

    Esse caso é a perfeita ilustração da tese de Jessé Souza em “A Elite do Atraso”.

    Na Europa tem estação de trem e metrô desembarcando direto em aeroporto e shopping center.

    Para usar um exemplo do gosto do coxinha brasileiro: em Lisboa tem estação de metrô desembocando dentro do aeroporto e no centro comercial do El Corte Inglés.

    Já aqui nossa herança escravocrata não permite facilitar que “essa gente” tenha acesso a um nem a outro.

    E São Paulo segue rumo aos 30 anos de Tucanistão.

  4. dja

    12 de julho de 2018 8:15 pm

    A mediocridade tucana vai além disso
    Bem pior que uma estação de trem que no projeto era pra chegar no aeroporto – e passou longe disso, são os gargalos das estações Brás e Sé..na primeira de manhã a espera até entrar no vagão metrô em horário de pico é cerca de 12 trens, acarretando 45 minutos de espera, sendo que era só estender umas das linhas da CPTM que passam pela estação Brás até a região da 25 de março e Santa Efigênia com isso automaticamente a segunda diminuiria o fluxo de usuários. Seria a mediocridade tucana ou o ódio deles aos eleitores da Zona Leste que eles acham que são petistas. Que Deus ilumine alguma mente criativa do setor de engenharia de transporte do próximo governo paulistano.

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