Escândalo da PF faz exportação cair de US$ 60 milhões para US$ 74 mil no dia

 
Jornal GGN – Em passagem pelo Congresso, nesta quarta (22), para falar do impacto da operação Carne Fraca na economia brasileira, o ministro da Agricutlura Blairo Maggi revelou um número espantoso relativo ao prejuízo que o escândalo gerou na balança diária de exportações do produto. A venda em dólares caiu de 60,5 milhõees para 74 mil, em apenas uma semana.
 
A média diária de exportações de carne pelo Brasil é de 63 milhões de dólares, disse Blairo, mas com a repecussão da investigação da Polícia Federal na mídia internacional, a queda foi sem precedentes. “A gente não sabe o tamanho da pancada que vai levar”, afirmou a senadores.
 
Já na semana passada, o ministro Moreira Franco havia afirmado que a operação Carne Fraca tinha potencial para prejudicar a economia em um nível muito pior do que foi feito pela Lava Jato, que colocou empresas do ramo de construção na berlinda.
 
A Carne Fraca acusou um esquema de pagamento de propinas a fiscais federais para burlar fiscalização do Ministério da Agricultura. Mas, em coletiva de imprensa, o delegado responsável pela operação, Maurício Moscardi, adotou tom alarmista e disse que era possível que brasileiros e países importadores estejam consumindo “carne podre”.
 
Após a repercussão, China, Coreia do Sul, Comunidade Europeia e Chile, além do Japão, mais recentemente, anunciaram a adoção de entraves à entrada do produto brasileiro em seus territórios.
 
Blairo Maggi diz que a situação foi contornada no Japão – só as empresas já proibidas pelo governo brasileiro não terão entrada no mercado japonês. “Quero crer que estamos indo por um bom caminho”, disse. “Falta um posicionamento definitivo da Comunidade Europeia e da China. Resolvidos esses dois assuntos, podemos respirar um pouco”, comentou.
 
Na noite de terça (21), o diretor geral da Polícia Federal Leandro Daiello emitiu uma nota à imprensa tentando conter os estragos provocados pelo núcleo da operação em Curitiba. O texto sustentou que a fiscalização brasileira é confiável e já foi auditada inúmeras vezes, e que os ilícitos descobertos não podem ser generalizados, comprometendo todo o sistema.
 
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