Ex-ministro alertou governo para “comunicação errática” e caos político

Jornal GGN – Thomas Traumann, ex-ministro da Comunicação Social e porta-voz da Presidência da República no governo Dilma até o começo de 2015, fez um relatório no ano passado em que alertava para a “comunicação errática” do governo e para o risco do país cair em um caos político. Em entrevista para a BBC Brasil, Trauman diz que “o que aconteceu no domingo” prova que ele estava correto em suas previsões.

Para o ex-ministro, o governo deveria ter encarado, logo no começo do segundo mandato de Dilma, a complicada situação econômica e “ter dito à população o estado em que as coisas”. Também critica os cortes bruscos realizados em programas da área da educação e explica os motivos que levaram à sua saída do governo.

Da BBC Brasil

Ex-ministro da Comunicação Social e porta-voz da Presidência da República no governo da presidente Dilma Rousseff por mais de três anos, o jornalista Thomas Traumann pediu demissão do gabinete em março de 2015, após o vazamento à imprensa de um relatório em que afirmou que o governo apresentava “comunicação errática” e alertou que o país caminhava para um “caos político”.

Passado um ano, Traumann diz que agora tem certeza de que estava certo. “O que eu previ naquele documento é que o Brasil estava caminhando para um caos político, e é claro que o que aconteceu no domingo é prova de que este caos político chegou, sim”, disse.

Em entrevista à BBC Brasil no Rio de Janeiro, o ex-ministro relembrou sua saída do governo e comentou sobre o relacionamento da presidente com seu gabinete. “Todo político tem sua personalidade, mas um problema da personalidade da presidente Dilma Rousseff é que ela só confia em poucas pessoas de um círculo mais íntimo e que é muito pequeno. Esta é a maneira com que ela trabalha, e é claro que outras pessoas trabalham diferente”.

Traumann diz que era esperado que o governo acenasse com novas medidas para tentar se salvar, e que Dilma é “uma lutadora”, e que “deve lutar até o fim”. Na segunda-feira, em entrevista coletiva, a presidente disse que fará “um novo governo, um novo caminho”, caso o processo de impeachment, aprovado pela Câmara dos Deputados no último domingo, seja barrado no Senado.

Para o ex-ministro, no entanto, as oportunidades de mudança foram perdidas. “É uma situação muito difícil, e eu realmente acho que não há muito a ser feito. Dito isso, tenho certeza de que o governo vai buscar uma nova chance com os senadores, tentando convencer tanto com promessas de mudanças nas políticas como com um novo gabinete de ministros compartilhado com outros partidos. Mas agora é tarde demais”, disse.

Leia também:  Ministério da Saúde deixou dados de todos os brasileiros expostos por 6 meses

Veja os principais trechos da entrevista à BBC Brasil:

BBC Brasil – No relatório que o senhor elaborou para a presidente Dilma Rousseff havia menção à “comunicação errática” adotada pelo governo. A que o senhor se referia?

Thomas Traumann – Eu deixei o governo da presidente Dilma Rousseff em março do ano passado após um relatório que eu escrevi para ela ter sido vazado para a imprensa. Neste relatório eu disse que havia um problema de comunicação no governo não só porque muitas das promessas que ela tinha feito durante a campanha não estavam sendo cumpridas, mas porque ela estava mudando completamente a linha do governo, e que obviamente isso deveria ser dito à população.

A presidente precisava explicar a razão pela qual estava adotando uma posição diferente da qual tinha anunciado durante a campanha. E foi isso que eu classifiquei no relatório de “comunicação errática”. O governo nunca explicou à sociedade brasileira por que mudou sua posição. Obviamente isso levou a um grande estresse junto ao público e causou a queda de popularidade.

BBC Brasil – O senhor poderia citar algum exemplo específico dessas mudanças de posição mencionadas?

Traumann – Eu acho que a principal foi na área de educação. Durante toda a campanha houve um orgulho em relação ao primeiro mandato de Dilma sobre os números de pessoas que estavam conseguindo ter acesso à universidade pela primeira vez e as pessoas que agora estavam fazendo cursos técnicos. Eram milhões e milhões que estavam tendo essas oportunidades.

E não muito tempo depois da reeleição houve um corte brusco nestes programas e milhões de pessoas simplesmente interromperam seus cursos universitários e técnicos, mas isso nunca foi explicado à população. Este foi um momento-chave no qual o governo foi acusado de ter mentido durante a campanha. Estou falando do Pronatec, Fies, ProUni, os programas que tinham cotas e financiamento para estudantes mais pobres terem acesso à universidade.

BBC Brasil – O senhor fez parte do gabinete de ministros de Dilma Rousseff, e alguns de seus ex-colegas já disseram à imprensa que a presidente não costumava pedir conselhos ou opiniões, e apontaram dificuldades de relacionamento. Como ex-ministro da Comunicação Social o senhor diria que Dilma poderia ter se esforçado para se comunicar melhor, sobretudo com seus próprios ministros?

Traumann – Todo político tem sua personalidade, mas um problema da personalidade da presidente Dilma Rousseff é que ela só confia em poucas pessoas de um círculo mais íntimo e que é muito pequeno. Esta é a maneira com que ela trabalha, e é claro que outras pessoas trabalham diferente.

Mas eu não acho que este tenha sido o problema principal. Eu acho que o maior problema foi não encarar a verdadeira e complicada situação econômica do Brasil e não ter dito à população o estado em que as coisas estavam logo no início de seu segundo mandato.

Leia também:  Neofascismo: o renascimento da extrema-direita, com Odilon Caldeira Neto

BBC Brasil – O senhor diria então que as pedaladas orçamentárias, principal argumento para o pedido de impeachment, seriam um exemplo dessa lógica de “não encarar os problemas e não revelá-los à sociedade”?

Traumann – Na minha opinião as pedaladas são algo muito pequeno quando você pensa que hoje o Brasil tem mais de 100 mil pessoas perdendo seus empregos todos os meses, uma inflação de mais de 10% e que estamos indo rumo a um terceiro ano de recessão.

A economia do Brasil hoje encolheu ao mesmo tamanho que tinha em 2010. Estes são os problemas. O fato de o Brasil ter perdido seu boom de crescimento e de que encontrar uma solução será muito difícil e muito complicado. É isto que as pessoas estão sentindo em seus bolsos e em suas vidas.

BBC Brasil – Outro ponto polêmico do relatório que o senhor escreveu e que foi vazado à imprensa em março de 2015 foi seu entendimento de que o país caminhava para um “caos político”. O que o senhor quis dizer com isso?

Traumann – Eu alertei que estávamos indo em direção a um caos político. E por quê? Porque o governo havia perdido o contato com a sociedade. Como um governo eleito com 54 milhões de votos poderia estar executando a mesma agenda do partido de oposição? As pessoas não conseguiam entender aquilo.

Eles tinham que ter ido a público e dizer “vejam, nós cometemos um erro, estávamos errados”. Sem fazer este mea culpa, por que a população daria um voto de confiança à presidente Dilma Rousseff? Este foi o momento-chave em que o governo se perdeu, perdeu popularidade e perdeu sua credibilidade com a população.

 

BBC Brasil – O senhor diria que o “caos político” chegou?

Traumann – Eu temo que sim. O que eu previ naquele documento é que o Brasil estava caminhando para um caos político, e é claro que o que aconteceu no domingo é prova de que este caos político chegou, sim.

Hoje nós temos uma sociedade completamente dividida. Pode ser 60% contra 40%, mas está repartida entre os que defendem a presidente Dilma e os que defendem o impeachment.

Qualquer que seja a situação, seja o cenário em que Dilma consiga se recuperar, ou outro, no qual o vice-presidente Michel Temer assuma, as decisões que vão ser tomadas vão ser muito impopulares e vão necessitar de um apoio muito grande da sociedade. Não só dos investidores, mas também de empresários e sindicatos. E hoje, olhando a situação do país, não se consegue enxergar nenhuma circunstância que favoreça este tipo de consenso necessário.

BBC Brasil – Quais seriam os caminhos possíveis para o país de agora em diante?

Traumann – Vamos enfrentar mais dificuldades à frente e não vejo uma solução fácil para o Brasil hoje. Estamos agora caminhando para um processo de impeachment no Senado, o que será muito complexo. Eu creio que o vice-presidente Michel Temer assumirá o poder, mas terá de tomar decisões muito difíceis e impopulares.

Leia também:  ONU prevê maior crise humanitária dos últimos anos e calcula gastos de US$ 35 bi para vulneráveis

Nós estamos agora numa sociedade muito dividida entre os que defendem o impeachment e a permanência de Dilma no poder, e o Brasil terá anos tumultuados e muito, muito complicados pela frente.

BBC Brasil – Tendo conhecido a presidente Dilma Rousseff de muito perto, como o senhor diria que ela deve se comportar daqui para frente? Há chance de retomar sua popularidade?

Traumann – A presidente Dilma é uma lutadora. Eu tenho certeza que ela vai tentar lutar contra o impeachment até o último dia. Eu a vi trabalhando sob pressão, durante os protestos de 2013 e durante a eleição de 2014. Ela não é o tipo de pessoa que desiste, tenho certeza disso.

BBC Brasil – O senhor diria que o governo tem como mostrar uma reação? Qual seria a estratégia?

Traumann – É uma situação muito difícil, e eu realmente acho que não há muito a ser feito. Dito isso, tenho certeza de que o governo vai buscar uma nova chance com os senadores, tentando convencer tanto com promessas de mudanças nas políticas quanto com um novo gabinete de ministros compartilhado com outros partidos. Mas agora é tarde demais.

Hoje temos uma situação em que dois terços do país são a favor do impeachment e um terço é contra, então é muito difícil imaginar qualquer governo, seja do PT ou do PMDB, que possa unificar um país tão dividido. É uma missão extremamente difícil.

BBC Brasil – Os mercados tendem a favorecer a saída de Dilma, mas na sua opinião um novo governo pode de fato mudar os rumos da economia?

Traumann – Eu tenho certeza de que, caso assuma o poder, Temer terá entre suas primeiras medidas um conjunto de políticas extremamente voltadas à indústria, e os mercados, sem dúvida, verão isso com bons olhos e investirão mais no Brasil.

Mas esta é a parte fácil da missão dele. O que eu acho que trará dificuldades enormes será criar qualquer tipo de diálogo com o PT e com os movimentos sociais. O problema dele vai ser muito mais na política do que no gerenciamento da economia a curto prazo.

BBC Brasil – Considerando seus alertas feitos em março do ano passado, o senhor acredita que a presidente Dilma Rousseff fará alguma mudança na maneira com que se comunica, após as notícias de domingo?

Traumann – Agora é tarde demais.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

34 comentários

  1. “Errática”?!

    “Errática” é eufemismo; até elogio! A comunicação política desse governo é simplesmente patética; inútil, ridícula, risível, hahaha!

    … Os “cavalheiros” com medinho de serem chamados de “bolivarianos” fazendo pose de salão enquanto tomavam chutes na canela diuturnamente por anos e anos seguidos…. Pfff! Deu no que deu!

    Agora, elencar como “dificuldade” para o  governo golpista o “diálogo” com movimentos sociais? Ora, eles vão baixar o pau e pronto! Logo vão aprovar uma lei mais dura para criminalizar o que eles quiserem seja lá em nome do que for… Isso nunca foi dificuldade. Acho até que estão ansiosos…

  2. Não confundam o mensageiro com as más notícias!

    Infelizmente ele tem toda a razão. O governo errou bastante, inclusive na propaganda.

    Hoje eu constatei outra coisa preocupante: a trajetória das contas públicas.

    Temos um caos que se avizinha, receitas em declínio, despesas que resistem em ceder mesmo com a queda da arrecadação e o pior, juros que aumentam de maneira estratosférica.

    Eu lamentei o impeachment na Câmara, acho que no Senado será inevitável o afastamento mas também eu penso que o próximo governo vai pegar uma batata quentíssima que irá exigir muita habilidadede.

    É verdade que a situação atual não é culpa apenas do governo, a oposição tem a sua parcela assim como a crise externa.

    Dilma errou tentando acertar mas o fato é hoje, olhando pelo retrovisor, pode-se dizer que ela errou com as desonerações e errou ao nõa corrigir a trajetória explosiva dos juros.

    Para quem quiser conferir os dados estão na página do Tesouro.

    http://www.tesouro.fazenda.gov.br/resultado-do-tesouro-nacional

  3. Golpista decorativo

    Este aí, ontem se deixou fotografar indo ao encontro do chefe do golpe e hoje arma uma entrevista para tentar não ficar mal na foto. O maior problema de comunicação do governo Dilma é o fato de que ela se cercou de profissionais que se recusaram a enfrentar a velha mídia, ou seja, assumir de fato as funções no Estado. Trabalharam no governo pensando em voltar ao “mercado” onde sempre se sentiram a vontade. Acendenram velas para Deus e o Diabo.Traumam saiu e trabalha com Temer; Helena Chagas fez campanha para o pato skaf. O profeta do acontecido quer sustentar agora que estava certo no passado, mas em momento algum propôs algo coerente ou, minimamente, buscou enfrentar a velha mídia. Reclama que foi um ministro decorativo como seu chefe atual, mas não mostrou competência para ser mais que isso. 

    • O cara já trabalha para o

      O cara já trabalha para o outro lado há tempos. Agora é “consultor” de empresas. Pelo menos foi esta sua alegação para o encontro com o bunker golpista. Para mim, o que ele fez ou deixou de fazer no governo é totalmente irrelevante.

  4. Me engana, que eu gosto

    “a presidente disse que fará ‘um novo governo, um novo caminho'”

    O problema da Dilma é que, depois de ter feito o que fez, ela não tem mais nenhuma credibilidade. Nula. Zero.

    Isso é cristalino como água. É muito simples.

    Ingênuo de quem pensar que algum tardio “giro à esquerda” ou algo minimamente mais arrojado possa sair do clubinho de pústulas do qual a Dima faz parte.

    • Só mesmo um pústula p/ chamar Dilma de pústula

      Ela pode ter vários defeitos, mas é uma pessoa honesta e de valor pessoal. Mas, claro, isso sim é que é defeito para pessoas que sao o contrário disso.

      • Tive a mesma reação. É

        Tive a mesma reação. É chocante alguem utilizar essa terminologia. Parece saida de certos porões. No mínimo se trata de linguagem inadequada. Com certeza, o autor se deixou arrastar por um momento infeliz.

      • Politicamente, é o que ela é…

        … UMA PÚSTULA.

        Quer mais? Uma sargentona, boçal, mentalmente  indigente, inepta, traidora e incapaz de sustentar compromissos com quem a elegeu: politicamente, uma pústula.

        Se alguém ficou melindradinho porque está acostumado a baixar a cabeça para os santos-de-pau-oco, então que vá curtir a fossa dos seus melindres.

  5. Tarde demais

    Trecho do editorial do Mino Carta, escrito antes do Golpe de domingo, e que não traz nenhuma novidade, mas apenas a sua notória dificuldade de relacionar-se com auxiliares. Os bons, por não serem ouvidos, caem fora (Gilberto Carvalho), ficam os medíocres, repetindo “sim, senhora”.

    (…)

    Quanto a ela mesma, Dilma Rousseff, temos de reconhecer que cuidou de facilitar a vida dos conspiradores. Não se trata de uma especialista em máscaras, se fosse poderia ter sido hábil, subdolosa até, no trato com seu vice, e ter cuidado de se precaver em relação a Cunha em tempo útil. Falhou em ambos os desempenhos, por obra e desgraça, inclusive, da escolha de quem teria de assessorá-la, conselheiros tática e intelectualmente adequados à tarefa pelos caminhos tortuosos da política nativa. Preferiu obedientes subalternos, com raras exceções, prontos a pronunciar o “sim, senhora” liberador.

    Ninguém, entre os escolhidos, ao menos no início do segundo mandato, foi capaz de lhe chamar a atenção para o estelionato eleitoral que estava a cometer ao inverter o sentido das promessas da campanha. Em vez de permanecer fiel aos valores e princípios até então perseguidos, a presidenta cedeu à pressão precipitada pela vitória apertada e se apressou a acender um círio volumoso ao deus mercado ao chamar um bancário neoliberal para a Fazenda.

    Nem houve, entre os escolhidos, quem soubesse orientá-la na direção do empresariado em um país de indústria abandonada ao seu destino. Há muitos na área que preferem ser rentistas em lugar de produtores de bens e serviços, e há um em São Paulo, presidente da Fiesp, um certo Paulo Skaf, conspirador afogueado em busca de notoriedade. Há outros, porém, de boa cepa e dignas intenções. Não teria sido difícil valorizá-los, e não foi o que se deu. Nada disso, fique claro, justifica o impeachment. Se acontecer, será a prova da imaturidade de um país onde a casa-grande, ainda de pé, permite-se rasgar a Constituição para praticar um golpe de Estado que repete recentes e abruptas interrupções de uma aparente ordem democrática ocorridas em Honduras e Paraguai. O Brasil qualifica-se com todos os méritos como outra república bananeira.

    (…)

  6. Chega!!! Quem Sabe Faz a Hora, Não Lamenta Depois.

    Onze entre cada dez cidadãos defensores das Democracia, sabem tanto quanto Traumann, que também foi parte de parte do problema, no caso a comunicação, quais as causas de chegarmos onde chegamos.

    Porém, ai porém, precisamos fazer o caso diferente e ao invés de, como sempre, enfiarmos a cabeça no buraco para autocriticas, revisionismos, culpas e rachas, deixarmos o passado para o futuro analisa-lo em condições melhores e concentrarmos no presente, onde a bola quica esperando que chutemos a gol, a reforma política pelo povo, ainda mais agora que o “escrete canarinho global”, depois do espetáculo proporcionado domingo pelos Filhos do Cunha na Câmara, está mais desorientado e jururu, que goleiro na hora do gol ou Júlio César ao identificar Brutus, sem contar o mundo todo rindo de nós.     

    Portanto, devemos já no próximo 1º de maio, além de manter o “Não vai ter golpe, nem Temer” e o “Fora Cunha”, estabelecer a nova campanha “das Diretas Já”, após a Reforma Política pelo Povo, em assembleia constituinte específica, sem participação de políticos e ex-políticos, eleitos em qualquer época, a qualquer cargo.

    O resto é perder tempo e deixar o cavalo arriado passar e perder-se ao longe, sem quem lhe de rumo.

    Chega!!!    

  7. Puxa vida. Mas não era para

    Puxa vida. Mas não era para combater a corrupção?

    O que faremos agora que os maiores corruptos do mundo tomaram o poder?

    Com a palavra o Sergio Moro, O Já NOT, o MPF a PF e o STF.

  8. chamar esse trauman de traíra

    chamar esse trauman de traíra talvez seja exagerado…

    mas que é um infame oportunista, não t enho a menor dúvida….

    já tá vendendo a sua alma de novo aos golpístas…

    o que seria de esperar de um oportunista que trabalhou na cancerosa veja?

  9. Pra quem ele vazou as

    Pra quem ele vazou as críticas ao governo Dilma mesmo? Pro Estadão. O mesmo Estadão da Lava Jato. Ontem a tarde se reuniu com Temer “mão de veludo” que rouba até governo e Moreira Franco gato angorá que rouba e pronto. E saiu dando entrevista.

    Vai levar algum do novo governo. Quanto será que ele passava de informação do gabinete da Dilma para o Temer antes? E quanto vai receber por isso agora?

     

  10. As Carpideiras Estão Chegando…

    O governo e o Brasil, de que menos precisam, nesse momento, é de inventaristas e legistas, pois de que precisam, estrategistas e operadores, amadores se tem por tudo quanto é canto, onde se alcança com a vista.

    A hora é de fazer política, inventariar, autopsiar e lamentar, deixemos às maricas.    

  11. Suspeito

    Uma entrevista que não trouxe na da de novo. Deixa claro, para mim, que puxa a sardinha para a brasa do Temer. Não foi ele que esteve ontem reunido com o Vice Golpista?

  12. A questao agora é se no

    A questao agora é se no governo Temer quanto tempo de tregua o povo vai dar em relacao a crise economica e politica.

    Como nao acredito que a economia melhore em dois anos, nao acredito que toda essa juventude desempregada (20% dos jovens entre 20 e 30 anos) ira aguentar muito tempo. A tregua normalmente dada a um novo governo nao vai existir dentro das condicoes criadas pelo golpe e a paciencia dada normalmente de 2 anos a um novo governo provavelmente vai ser mais curta.

    Dentro de 6 meses, veremos todo tipo de negociata que vai continuar paralisando o pais e nao vai levar a nenhum lugar e o inicio de novos protestos.

    Ao Cunha, acredito que nao ele tinha outra alternativa a nao ser tentar o golpe, mas acho que o Temer nao vai durar muito tempo tambem e vai entrar pra historia como um traidor.

    O golpe foi feito e consumado. Tudo me leva a crer que o quadro somente vai piorar. Dias piores virao.

  13. A votação provou o óbvio…

    Não existe governança sem a relação promíscua com o Congresso Federal. A Dilma perdeu pelo erro na condução economica e pela ausência da politicagem rasteira.

    O Congresso deve ser dissolvido iminentemente, menos de 1/3 foram eleitos pelo voto direto.

  14. Apenas confirma o que todos
    Apenas confirma o que todos que conheceram a presidente ja diziam. Ela não confia em ninguém e não houve nenhum conselho. Nunca conseguiu entender o que é ser presidente da republica.

  15. Mudança Radical

    Só há uma chance para Dilma nesse momento, mudança radical na economia e apoio dos que realmente querem que a democracia prevaleça, como manisfestações gigantescas principalmente em Brasília para que o poder central não seja entregue a pessoas que não teem nenhum compromisso com Brasil. Pior do que está só Michel Temer e Eduardo Cunha, aí sim estaremos entregues a ratazanas sem nenhum escrupulos.

  16. Esse Traumann é mais um

    Esse Traumann é mais um oportunista. Veja que nesta hora, em que o mundo cai sobre a cabeça de Dilma é que ele vem a dar entrevista bombástica, dissecando até a personalidade de sua antiga patroa. Quer enganar a quem?

    Na verdade, nem ele nem a torcida do Flamengo, por mais que tente torcer as verdades dos fatos, não chega nunca a atingir a moral e a ética de Dilma, que são invioláveis, imutáveis, impregnadas em todos os seus princípios de cidadã brasileira respeitável.

    É fácil achar que as ideias de quem comanda o Governo tem que ser exatamente como a que querem seus subordinados. Nada disso atinge o objeto das discussões de agora, que versam sobre os destinos do País, sobre quebra de direitos constituídos, sobre um rasgo mortal nos nosso princípios democráticos de direito. Estamos vivendo tempos muito difíceis para um qualquer vir hoje dizer o que deveria ter sido feito lá atrás. 

    • E o pior…

      Mentindo descaradamente ao dizer que o ajuste fiscal prejudicou milhões de alunos participantes do FIES, Prouni e Pronatec, pois os cortes não foram feitos em cima das turmas já beneficiados, mas sim nas turmas a se iniciarem em 2015.

      Se o amigo aí entende tanto de comunicação e se deixa levar por falsas notícias, Dilma estava mesmo mal assessorada…

  17. Hoje não estou mais

    Hoje não estou mais preocupado com a Dilma.

    Estou preocupado com a nossa jovem democracia, que será comandada por neuróticos pentencostais, tendo Cunha a frente

    Muitos desses jovens coxinhas, massa de manobra, que apoiaram o golpe irão sentir saudade do PT.

     

    • Não tenho a menor dúvida.Lula

      Não tenho a menor dúvida.

      Lula deve estar arrependido de ter comprado a cabeça do Ciro Gomes ao Eduardo Campos em 2010.
      O Eduardo Campos perdeu a vida por não ter tido paciência de esperar até 2018 para se candidatar. Lula, infelizmente, não terá vida fácil enquanto vida tiver; e, ao que tudo indica, as coisas para ele só vão piorar.

      Dilma acreditou que poderia expulsar os EUA do pré-sal e apontar o dedo na cara de Obama, apesar de ter razão para tais atitudes, e ficar imune às consequências. Isso tudo em sendo o Brasil membro dos BRICS.
      Muita inocência.

  18. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome