Fórum suprapartidário é lançado em SP diante da ameaça à Democracia

O evento contou com a participação de Noam Chomsky e representantes de PSDB, PT, PCdoB, PDT, DEM, PSB, PR, Rede, Podemos, PSOL, PROS, Novo, PPS, PSD, Cidadania e PV

Foto Victor Saavedra

da Carta Maior

Fórum suprapartidário é lançado em SP diante da ameaça à Democracia

Criado pelo sociólogo Fernando Guimarães, líder da corrente tucana Esquerda pra Valer, foi lançado na noite desta segunda-feira (2) em São Paulo o Direitos Já! Fórum pela Democracia, reunindo no TUCA – PUC/SP personalidades de diferentes espectros políticos, e representantes de distintas classes e sindicatos, além de professores universitários, juristas e lideranças religiosas, como Dom Claudio Hummes, ex-arcebispo de São Paulo.

Para Guimarães, esse movimento responde à necessidade histórica da defesa de direitos básicos que estão sendo ameaçados: “As pessoas estão com o sentimento de impotência diante de direitos suprimidos. O que estamos dizendo é que estaremos unidos na defesa de todos os direitos; se um dia a imprensa está sendo ameaçada estamos todos, se é a pluralidade religiosa, estamos todos, se forem os trabalhadores, estamos todos. Este movimento nasce para dar resposta a qualquer ameaça ao Estado Democrático de Direito”.

Esse diagnóstico é compartilhado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), “de fato há um conjunto de retrocessos agressões, violações a direitos, que ferem um processo de conquistas históricas. Na medida em que o regime democrático está sendo ameaçado por conta dessa hegemonia transitória da política brasileira se produz um movimento como esse”. Para o ‘pior governador do nordeste’, de acordo com Bolsonaro, o atual presidente da república tem se mantido fiel a um modelo extremista sectário, portanto agressivo, em relação a valores fundamentais a exemplo do pluralismo. “Eu imagino que infelizmente ele vê tudo e a todos como ameaças e por isso reage agressivamente. Nós não podemos nos intimidar e nem renunciar ao exercício do papel que nos cabe, de oposição nos termos da constituição e da lei, e com isso ajudar o Brasil”, afirmou Dino.

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Marcio França (PSB), ex-governador de SP, destacou que é necessário ter um pensamento positivo para não perder a esperança no país: “a gente tem que pensar que essa intransigência não é a maioria no Brasil, senão a gente perde a esperança, todos nós a vida inteira lutamos para que não haja intransigências, que possamos discordar sem sermos inimigos. O movimento fala que quem ganha as eleições deve governar para todo mundo”.

Para Eduardo Jorge (PV), ex-candidato a presidente, há uma pauta negativa no evento, “muitos dos estão aqui porque não concordam com as imprudências recebidas diariamente de Brasília. É uma manifestação de oposição à orientação política, irresponsabilidade em relação à Amazônia, que tem chocado ao mundo todo. Mas também é há um lado positivo, são 16 partidos preocupados em aperfeiçoar e aprofundar a Democracia no Brasil”.

O ex-candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou que “as pessoas estão pagando com pertencimento para se proteger do medo”. Para o político, o grupo deve discutir de forma urgente nas próximas reuniões quais os erros cometidos que permitiram a chegada de Bolsonaro ao poder.

Presente no evento, o linguista, filósofo, sociólogo, cientista cognitivo, comentarista e ativista político norte-americano,Noam Chomsky, falou sobre o DoomsdayClock, um relógio simbólico que desde 1947 faz uma analogia onde a raça humana está a “minutos para a meia-noite”, e a meia-noite representa a destruição por uma guerra nuclear.Em 2019 o ponteiro marcou 23:58: “as instituições democráticas estão sob uma ameaça muito grande em todo o mundo e isso se passa inclusive no Brasil. Fala-se muito sobre a ocorrência de sintomas de fascismo pelo mundo, em todos os casos analisados sempre falta um sintoma, que é central, a submissão de tudo ao domínio único de alguém. O mundo é praticamente o contrário, governantes subordinados às empresas. Quando o presidente dos EUA deu uma ordem de que todas as empresas norte-americanas deveriam deixar a China, ele institui o elemento que faltava. Temos evidência suficiente para entender que a ameaça dos dois minutos e são muitos os motivos para se unir para preservar com muito emprenho e dedicação”.

Falaram durante o evento o presidente da Comissão da Verdade, Mario Sérgio Garcia Duarte, Eduardo Suplicy (PT), Marta Suplicy (Sem Partido), Ricardo Carvalho (Presidente da Associação Brasileira de Imprensa), António Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Paulinho da Força (Solidariedade), Soninha Francine (Cidadania), José Luiz Penna (PV), Marina Helo (Rede Sustentabilidade), Sérgio Maranhão (PTB), José Nelto (Podemos), Marcelo Ramos (PL) e Monica Rosemberg (Novo)

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O presidente do PSD, Gilberto Kassab, o senador Antônio Anastasia (PSDB), o ex-ministro Aldo Rebelo (Solidariedade), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso gravaram vídeos para o evento.

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11 comentários

  1. Isso não é caminho. Isso é chamar todos os que há 3 anos lutam contra o golpe de estado de idiotas, jogando as lutas contra o golpe, contra as privatizações, pela liberdade do Lula no lixo, e colocando a esquerda como escada dos canalhas que nos jogaram no abismo.

    Absolutamente reprovável. Isso não é caminho.

    Que o PSDB, PSD e o resto da direita brasileira vão para o inferno.

    FORA BOLSONARO! ELEIÇÕES GERAIS! LIBERDADE PARA LULA!

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  2. Sinceramente….grande m.. essa democracia que esses partidos, que estão destruindo os direitos de trabalhadores e aposentado,s desejam……grande m…..

    Querem democracia? Restituam os direitos que os senhores estão suprimindo, democracia com um povo miserável é falácia……

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  3. Depois da lavagem de dinheiro surge a lavagem de reputação (ou também reciclagem de lixo).
    Nasce institucionalmente uma nova prática que é empregado pelas elites dominantes do Brasil (e do mundo) a de lavagem de reputações.
    Quando por um erro da direita tradicional consegue colocar no governo algo tão deletério aos negócios como o de Bolsonaro, esta direita tradicional procura montar o equivalente da lavagem de dinheiro que poderia se chamar a lavagem de reputações. Ou seja, devido ao erro de tática da própria direita tradicional que aposta no cavalo errado, que no lugar de correr o páreo fica escoiceando os outros cavalos, procuram tomar a frente da rejeição deste novo cavalo para que como diria Dom João VI ao seu filho Pedro, tome a frente deste processo antes que outros aventureiros o façam.
    Na mensagem de Dom João VI fica implícito que Pedro deveria ser um aventureiro que impediria que republicanos fizessem o que ele fez, tomassem a frente o movimento de independência do Brasil e transformasse nosso país no horror de todos os realistas, uma República.
    O movimento Direitos-já toma procura tomar a frente de algo que está na boca do povo que á Fora Bolsonaro, entretanto as pessoas mais desavisadas não entendem que uma pluralidade de componentes em que aparece alguns elementos de partidos que já foram de esquerda, guardando no nome o Comunista da sua sigla, ou mesmo um intelectual de esquerda que parece não entender direito a onde está se metendo, Noam Chomsky, junto com elementos golpistas diretos, como Fernando Henrique Cardoso, Paulinho da Força, Marta Suplicy, Eduardo Jorge e outros mais discretos como Ciro Gomes.
    Este movimento que já possui 16 partidos que o apoiam, porém na sua página nem tem coragem de dizer quais são os partidos, aparentemente é uma tentativa do PCdoB de com o seu único destaque, o Governador Flávio Dino, que vem sendo incensado pela chamada mídia “progressista” de assumir a posição do PT e de Lula no processo político do país. Talvez esta vontade seja até viável, pois como Aldo Rebelo, o “comunista” mais queridinho das forças armadas e o grande ator de uma das passagens mais vergonhosas do governo Dilma, o Código Florestal, se desvinculou estrategicamente do PCdoB em fins de 2017 para formar uma ponte com paridos como o PSB e atualmente com o Solidariedade do Paulinho da Força.
    Talvez o movimento que o pessoal do PCdoB esteja articulando é simples e pode até parecer viável, se agrupa com outros partidos, como o Solidariedade, troca de nome retirando o Comunista para não espantar os senhores e senhoras de idade mais conservadoras e lança a candidatura de Flávio Dino nas primeiras eleições a presidente da República que houverem, provavelmente o mais breve possível para que Lula ainda não possa desenvolver sua campanha.
    As intensões eleitoreiras do tal movimento Direitos-já, parecem ficar claras desde o início do movimento, partidos como o PCdoB está entrando para ver se pega uma beira no eleitorado do PT, contando num sucesso eleitoral que ele poderia ter se unificasse com outros partidos de uma esquerda falsa como o PDT ou o PSB, porém algo é certa, quando chegar o momento das eleições a direita vota em Luciano Hulk ou qualquer outra geringonça do que no PCdo B.

  4. Depois da lavagem de dinheiro surge a lavagem de reputação (ou também reciclagem de lixo).
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    Nasce institucionalmente uma nova prática que é empregado pelas elites dominantes do Brasil (e do mundo) a de lavagem de reputações ou a reciclagem do lixo de direita através de forças colaborativas que tem algum apelo para a esquerda.
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    Quando por um erro da direita tradicional consegue colocar no governo algo tão deletério aos negócios como o de Bolsonaro, esta direita tradicional procura montar o equivalente da lavagem de dinheiro que poderia se chamar a lavagem de reputações. Ou seja, devido ao erro de tática da própria direita tradicional que aposta no cavalo errado, que no lugar de correr o páreo fica escoiceando os outros cavalos, procuram tomar a frente da rejeição deste novo cavalo para que como diria Dom João VI ao seu filho Pedro, tome a frente deste processo antes que outros aventureiros o façam.
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    Na mensagem de Dom João VI fica implícito que Pedro deveria ser um aventureiro que impediria que republicanos fizessem o que ele fez, tomassem a frente o movimento de independência do Brasil e transformasse nosso país no horror de todos os realistas, uma República.
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    O movimento Direitos-já toma procura tomar a frente de algo que está na boca do povo que á Fora Bolsonaro, entretanto as pessoas mais desavisadas não entendem que uma pluralidade de componentes em que aparece alguns elementos de partidos que já foram de esquerda, guardando no nome o Comunista da sua sigla, ou mesmo um intelectual de esquerda que parece não entender direito a onde está se metendo, Noam Chomsky, junto com elementos golpistas diretos, como Fernando Henrique Cardoso, Paulinho da Força, Marta Suplicy, Eduardo Jorge e outros mais discretos como Ciro Gomes.
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    Uma outra forma de entender estes movimentos é olhar a origem dos mesmos, o idealizador é o sociólogo Fernando Guimarães, líder da corrente tucana Esquerda pra Valer, ou seja, uma esquerda que se diz para valer incrustada e financiada pelo maior partido golpista do Brasil, o PSDB. Só esta característica seria suficiente para entender o que é este movimento, pois se a corrente fosse mesmo uma esquerda para valer certamente nunca estaria dentro do PSDB.
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    Este movimento que já possui 16 partidos que o apoiam, porém na sua página nem tem coragem de dizer quais são os partidos, aparentemente é uma tentativa do PCdoB de com o seu único destaque, o Governador Flávio Dino, que vem sendo incensado pela chamada mídia “progressista” de assumir a posição do PT e de Lula no processo político do país. Talvez esta vontade seja até viável, pois como Aldo Rebelo, o “comunista” mais queridinho das forças armadas e o grande ator de uma das passagens mais vergonhosas do governo Dilma, o Código Florestal, se desvinculou estrategicamente do PCdoB em fins de 2017 para formar uma ponte com paridos como o PSB e atualmente com o Solidariedade do Paulinho da Força.
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    Talvez o movimento que o pessoal do PCdoB esteja articulando é simples e pode até parecer viável, se agrupa com outros partidos, como o Solidariedade, troca de nome retirando o Comunista para não espantar os senhores e senhoras de idade mais conservadoras e lança a candidatura de Flávio Dino nas primeiras eleições a presidente da República que houverem, provavelmente o mais breve possível para que Lula ainda não possa desenvolver sua campanha.
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    As intensões eleitoreiras do tal movimento Direitos-já, parecem ficar claras desde o início do movimento, partidos como o PCdoB está entrando para ver se pega uma beira no eleitorado do PT, contando num sucesso eleitoral que ele poderia ter se unificasse com outros partidos de uma esquerda falsa como o PDT ou o PSB, porém algo é certa, quando chegar o momento das eleições a direita vota em Luciano Hulk ou qualquer outra geringonça do que no PCdo B.

  5. Qualquer coisa, seja “Frente pela Democracia”, “Frente em defesa da soberania” …. não vinga se não contemplar LULA LIVRE.

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  6. PSDB? Novo? DEM?

    Ah, o que essa turma quer é que a barbárie continuasse escondida e não que acabasse. Pergunta quem, desses partidos, diria não à ordem do dólar, conteria a perda da nossa soberania, da nossa cidadania, quem iria contra a perda de direitos sociais, ao sucateamento do estado e sua mitigação até que o máximo que possa atender seja às elites?

    E falando em esconder, não consigo imaginar essa turma senão como infiltrados.

  7. DIREITA JÁ?

    Ciro Gomes participar, se entende, é um QUINTA COLUNA!

    O que FLÁVIO DINO faz nesse convescote de golpistas? Melhor a assessoria dele ter mais critérios, daqui a pouco ele aparece como vice do Dória ou Luciano Huck.

    Olhos bem abertos para quem se prestou a essa fanfarrice!

  8. Um evento com Paulinho da Força (apoiou retiradas de direitos), FHC (cabeça do golpe) e Ciro Gomes (que se omitiu no 2º turno) não pode ser sério. Estranho o Nassif apoiar tal evento.

  9. + comentários

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