4 de junho de 2026

Francischini diz que sai do cargo para garantir “governabilidade” a Beto Richa

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Jornal GGN – Em carta publicada nesta sexta-feira (8), após a entrega do cargo de secretário de Segurança Pública do Paraná, o deputado federal Fernando Francischini (Solidariedade) denotou compreensão em torno da crise política que caiu sobre Beto Richa (PSDB), em função da repressão violenta contra servidores públicos em greve, e disse sua saída garantirá “governabilidade” ao governador tucano. 

Na nota oficial, Francischini sinalizou retorno ao Congresso Nacional, mas antes elencou o que considera “os bons resultados” das ações que promoveu na titularidades da Secretaria de Segurança Pública.

“Mesmo com todos estes resultados, venho agradecer a confiança de Vossa Excelência, mas, para colaborar com a governabilidade do nosso Estado, peço exoneração de minha função, convicto de que as ações até agora tomada se deram a favor do interesse público. Dentro da legalidade, em garantia da ordem pública”, disse.

Além de Francischini, o comandante-geral da Polícia Militar e a liderança da Secretaria de Educação do Paraná foram trocados após o protesto do dia 28 de abril. Na ocasião, a ação violenta dos policiais deixou cerca de 200 feridos, a maioria professores que tentavam impedir a votação do projeto de lei de Richa que altera a previdência dos servidores para que o Estado possa pagar suas dívidas.

Abaixo, a carta pública que Francischini endereçou a Beto Richa.

Exmo. Governador Beto Richa,

Gostaria inicialmente, mesmo neste momento de dificuldade, rememorar os avanços na área de segurança pública que merecem destaque:

1) Polícia Civil

a) Encaminhamos para Vossa Excelência, com nosso parecer positivo, o Estatuto da Polícia Civil do Paraná; nele constam os avanços importantes para os profissionais da área, como a regulamentação das carreiras e seus direitos; A necessidade de Bacharelado em Direito para o concurso de escrivão de polícia, o reconhecimento dos peritos papiloscópicos, a padronização do subsídio de delegados de polícia para remoções de todas as categorias profissionais;

b) Encaminhamento, com parecer positivo da secretaria, da equivalência das carreiras jurídicas de Estado com os delegados de polícia;

2) Polícia Científica:

a) Encaminhamento da PEC de recriação da Polícia Científica no Paraná;

b) Enquadramento e encaminhamento das Promoções dos Peritos Oficiais e Auxiliares de perícia
3) Polícia Militar e Corpo de Bombeiros:

a) Encaminhamento de uma proposta inicial da Lei de Promoção de Praças, a ser amplamente debatida;

b) Negociação para implantação das promoções e progressões dos Policiais Militares atrasadas;

4) Polícia Penitenciária:

a) Regulamentação do porte de arma e da identidade funcional;

b) Estruturação do setor de engenharia para correção dos projetos de construção e ampliação dos presídios;

5) Resultados Importantes:

a) Diminuição brutal dos roubos e explosões de caixas eletrônicos, que aconteciam diariamente, com diversas prisões de “gangues da dinamite” e a apreensão de fuzis, e explosivos. Em janeiro foram 25 explosões e em abril foram 9.

b) Fim das mega rebeliões em presídios com a proibição de remoções de presos, principalmente aquelas que aconteciam a critério das facções criminosas;

c) reforço substancial no Departamento de Inteligência do Estado do Paraná, triplicando o número de policias.

d) Recordes de apreensão de toneladas de drogas, mais de 400 bandidos detidos em operações policiais e a prisão de centenas de traficantes que influenciaram diretamente na redução drástica de homicídios em várias cidades do Paraná, inclusive em Curitiba, resultando no melhor resultado dos últimos 9 anos.

Tenho convicção de que a segurança pública e administração penitenciária estão no rumo certo, para o alcance dos interesses do Estado e da Sociedade.

Mesmo com todos estes resultados, venho agradecer a confiança de Vossa Excelência, mas, para colaborar com a governabilidade do nosso Estado, peço exoneração de minha função, convicto de que as ações até agora tomada se deram a favor do interesse público. Dentro da legalidade, em garantia da ordem pública.

Finalizo, assumindo novamente e publicamente todas as minhas responsabilidades, na atuação policial nas últimas operações, apoiando o trabalho da tropa. No entanto, ressalto que mesmo com as reações adversas, continuo defendendo uma apuração rigorosa tanto da polícia quanto do Ministério Público para que ao final a verdade prevaleça.

Confiante em seu trabalho e na sua capacidade de liderança para superar este momento de crise, coloco-me a inteira disposição das causas paranaenses no Congresso Nacional e agradeço cada profissional da segurança pública e da Administração Penitenciária pelo apoio e respeito concedidos.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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9 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    8 de maio de 2015 5:32 pm

    O comandante do massacre e o

    O comandante do massacre e o Secretário de Segurança já caíram… agora só falta o naziplayboy renunciar ao governo do Paraná.

  2. Marly

    8 de maio de 2015 6:55 pm

    Ué…

    Beto Richa governa? Para quem?

  3. Luiz Antonio de Oliveira

    8 de maio de 2015 7:21 pm

    Aguardamos para ver o que

    Aguardamos para ver o que acontece com o principal representante do Partido Sanguinário Distribuidor de Balas no estado do Paraná

  4. Alberto Porem Jr.

    8 de maio de 2015 7:34 pm

    Ontem te cantei a bola.

    Boa tarde Nassif, ontem eu cantei esta bola em um Fora de Pauta às 21:18h, você que não viu .

     

    https://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-golpe-fatal-em-fernando-batman-francischini

     

    Nada como o sol que nos aquece para desinfetar todo o mal.

    A seguir, leia a íntegra da nota de repúdio da PM paranaense a Francischini:

    -Nove entidades representativas de policiais militares da ativa e reversa, em nota de repúdio conjunta, apontaram o secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini, como “inimigo número um” da corporação.

    NOTA DE REPÚDIO ÀS DECLARAÇÕES DE FERNANDO FRANCISCHINI

    “Deus poupou-me o sentimento do medo”, JK.

    As entidades verdadeiramente representativas da família miliciana vem repudiar as declarações veiculadas pelo jornal Gazeta do Povo, de 04 de maio de 2015, na matéria “Em coletiva, Francischini nega ter sido responsável pelo comando da operação no  Centro Cívico”:

    Cinco dias depois da ação policial que deixou mais de 200 manifestantes feridos no Centro Cívico, o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Francischini, negou ser responsável pela operação. De acordo com ele, todo o planejamento e execução foi de responsabilidade do comando da Polícia Militar (PM). Francischini disse que “lamenta” os feridos, mas disse que aguarda investigações para saber se houve desproporcionalidade na ação. Ele voltou a responsabilizar “grupos radicais” pelo episódio. (…)

    A frase que epigrafa este manifesto foi proferida pelo presidente Juscelino Kubitischek, que foi coronel da PM mineira, antes de se lançar na vida pública através do voto popular. Ela ilustra um dos valores da vida militar, a coragem, e tem seu contraponto no mais vil dos defeitos, a covardia. Inclusive, na guerra, a covardia é punida com a morte, podendo ser executada na hora, sem necessidade de julgamento. A falta de coragem para assumir seus atos merece o repúdio dos militares e de todas as pessoas de bem.

    É vergonhosa a tentativa de colocar a culpa nos policiais militares ou nos professores, pelos lamentáveis episódios ocorridos no último dia 29 de abril, no Centro Cívico. Conforme noticiou o Blog do Esmael, no dia 25, Francischini participou de uma reunião na Assembleia Legislativa para tratar das operações a serem desenvolvidas na proteção ao parlamento paranaense. Ele esteve presente em todos os momentos, antes, durante e após o confronto entre policiais e manifestantes.

    Ao negar que conduziu o processo de repressão aos professores, Francischini se confessa omisso, pois o artigo 3° da Lei Estadual nº 16575/2010, determina: A Polícia Militar,[…] subordina-se, operacionalmente, ao Secretário da Segurança Pública do Estado do Paraná.

    Além do mais, se não bastasse o ordenamento jurídico, é oportuno lembrar Max Weber, que afirma: “o monopólio da violência cabe ao Estado, seja ele por ação ou omissão”. Sendo de conhecimento do secretário a participação de pessoas infiltradas no movimento, ele tinha a obrigação de identificá-las e determinar que fossem retiradas do local. Se observou qualquer excesso da PMPR, deveria determinar a cessação imediata.

    Francischini, é hoje, o inimigo número um das Polícias Militares do Brasil. Em quatro anos de parlamento não aprovou nenhuma lei que beneficiasse os militares estaduais, não colocou em pauta a PEC 300, e ainda aprovou uma lei que transformou as Guardas Municipais em polícia, distanciando-as das PMs com a proibição da realização de cursos nos estabelecimentos militares.

    Na função de Secretário de Segurança Pública, retirou recursos da PMPR, deixou 57% da frota parada por falta de manutenção, atrasou o pagamento das empresas prestadoras de atendimento à saúde, atrasou diárias, terço de férias, promoções e progressões, e não pagou nenhuma parcela transitória de ensino aos militares que ministram aulas nos estabelecimentos de ensino militar.

    Culpar os policiais, que viajaram do interior como se fossem animais amontoados em micro-ônibus, que tiveram suas diárias pagas com atraso e que rigorosamente cumpriram as ordens de Fernando Destito Francischini; ou culpar os professores, que lá estavam protestando legitimamente, é merecedor do repúdio conjunto da AMAI e das maiores associações representativas de militares estaduais do Estado e da Nação, que somadas possuem mais de 50 mil sócios em contraposição aos 500 sócios da APRA-PR, que preferiu o “peleguismo” a defender a classe miliciana.

    Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos Inativos e Pensionistas

    AMAI

    Associação Nacional de Entidades Representativas de Militares e Bombeiros

    ANERMB

    Associação da Vila Militar

    AVM

    Clube dos Oficiais da Polícia Militar do Paraná

    COPMPR

    Sociedade Beneficente de Subtenentes e Sargentos

    SBSS

    Clube Recreativo e Esportivo da Polícia Militar de Umuarama

    CREPOM

    Grêmio Recreativo e Esportivo da Polícia Militar de Foz do Iguaçu

    GREPOM

    Associação dos Policiais Cabos do Paraná APCS PR

    Associação dos Bombeiros de Guarapuava

    FÊNIX

  5. Jaime

    8 de maio de 2015 7:51 pm

    O partido já garantiu a ele uma cadeira CPI da Petrobras

    http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/conexao-brasilia/eduardo-cunha-aconselhou-francischini-a-sair/

    Enviado por André Gonçalves, 08/05/15 2:54:02 PM

    Eduardo Cunha aconselhou Francischini a sair

    0Crédito: Wilson Dias / Agência BrasilCrédito: Wilson Dias / Agência Brasil

    O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ligou três vezes nesta semana para aconselhar Fernando Francischini a deixar a Secretaria Estadual de Segurança Pública e voltar a exercer o mandato de deputado federal.

    Cunha disse que seria melhor para Francischini retornar a Brasília e “ajudá-lo” na condução da Casa. Os dois são ligados desde a formação do “blocão”, ano passado, grupo que reunia partidos descontentes com o governo Dilma Rousseff, como o PMDB de Cunha e o Solidariedade de Francischini.

    O ex-secretário deve reassumir o mandato na terça-feira. O partido já garantiu a ele uma cadeira de titular na CPI da Petrobras. É provável que Cunha manobre para que ele consiga outro posto relevante em comissões permanentes ou pelo menos a relatoria de projetos ligados à segurança pública.

    Não se sabe se a atuação de Cunha, no entanto, teve influência do Palácio Iguaçu. Assim como Francischini, o governador Beto Richa (PSDB) também construiu um canal direto de relacionamento com o presidente da Câmara.

  6. Jair Fonseca

    8 de maio de 2015 8:27 pm

    De quarta pra quinta postei

    De quarta pra quinta postei aqui: “Faschistini vai cair. Um dos chefes da “bancada da bala” mandou bala (de borracha) no professorado e deu um tiro no pé. No seu e no do Rixa, que deveria cair também, junto com o outro tucano, Traino, presidente da assembleia.”

  7. Álvaro Noites

    9 de maio de 2015 2:55 am

    Verdadeira saída pela porta

    Verdadeira saída pela porta dos fundos, é verdade.

     

    Entretanto, esse sujeito provavelmente irá retornar à Câmara dos Deputados para ser mais um da tropa de choque oposicionista.

    Veremos sobrar covardia na Câmara, uma vez que este superinteressado na Lava Jato vai querer, com toda a certeza, uma vaguinha na CPI da Globonews, ops, Petrobrás.

  8. Manoel Fonseca

    9 de maio de 2015 2:07 pm

    queda de Francischini

    Gostaria muito de saber da opinião do ilustre deputado baiano Soldao Prisco, lider dos policiais militares, filiado ao PSDB sobre a atitude do seu colega no Parana ex secretário de segurança. Na bahia ele foi preso por insubordinação, foi respeitado dentro da lei, teve todos os direitos de greve garantidos, mesmo com sua turma provocando verdadeiro terrorismo na capital e interior, alguns foram flagrados em gravações telefônicas ameaçando incendias caminhões e ônibus, já no Paraná governado pelo seu correligionário de partido o PSDB o secretário e o governador, seguindo a linha do dominio do fato, mandaram meter o cassete em professores em greve.

  9. Ricardo Staack

    10 de maio de 2015 12:55 pm

    Há controvérsias

    Os policiais que se recusaram a atacar os professores no confronto do Centro Cívico, na semana passada, teriam sido afastados por cerca de 1 ano. Dos servidores punidos, 40 seriam do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e 27 do Batalhão de Choque. No dia do confronto,  o Paraná Portal já havia antecipado a retaliação aos militares. Mas a SESP e a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar haviam negado qualquer tipo de punição aos policiais.

    Fontes militares que conversaram com a equipe do Paraná Portal, mas não querem se identificar por medo de represália, afirmam que o ex-comandante da Polícia Militar, Cesar Kogut, que entregou o cargo nesta quinta-feira, teria sido o primeiro a determinar que os policiais, agora punidos, não atacassem os manifestantes. As fontes também revelam que na quinta-feira (30), dia seguinte ao histórico enfrentamento, os policiais que não quiseram agir com violência tiveram 24 horas de punição no batalhão. Entre as atividades humilhantes estaria a de limpar o chão com escova de dente, por ordem direta do agora ex-secretário Fernando Francischini. Um dos policiais afastados denuncia que “o grupo foi humilhado” e que o ex-secretário chegou a afirmar que “não queria na corporação os que estavam contra ele”.

    http://www.paranaportal.com.br/blog/2015/05/08/confirmado-afastamento-de-policiais-que-se-negaram-a-atacar-professores/

     

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