13 de junho de 2026

Ministro da Defesa diz que documento da CIA é assunto para historiador

Foto: Agência Brasil

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Por Felipe Pontes

Da Agência Brasil

O ministro da Defesa, general Silva e Luna, disse hoje (17) que o documento do governo dos Estados Unidos, divulgado na semana passada, a respeito da ditadura militar brasileira durante a gestão de Ernesto Geisel é um assunto encerrado do ponto de vista dos militares, e agora é uma atividade para historiadores.

“Para o Ministério da Defesa, esse tema se esgota na Lei da Anistia. A partir daí, é uma atividade para historiadores e, se houver demanda, para a Justiça. Com a Lei da Anistia, do ponto de vista militar, esse assunto fica encerrado”, disse o ministro após evento no Palácio do Planalto.

Um memorando de 11 de abril de 1974, assinado pelo então diretor da CIA (serviço de inteligência dos EUA) Willian Colby e endereçado ao então secretário de Estado Henry Kissinger, mostra que o ex-presidente Geisel (1974-1979) autorizou que o Centro de Inteligência do Exército (CIE) continuasse a política de execuções sumárias de opositores. Conforme o documento, o ex-presidente determinou que as execuções se limitassem aos mais “perigosos subversivos”.

A Lei da Anistia, editada em 1979, garante o perdão a todos os crimes cometidos durante a ditadura militar, tanto pela oposição política ao regime quanto pelos agentes do Estado responsáveis por crimes como tortura, desaparecimentos forçados e execuções sumárias de opositores do regime. Em 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF), ao ser questionado por uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), confirmou a constitucionalidade da lei.

No último domingo (13), o chanceler Aloysio Nunes instruiu a embaixada brasileira a solicitar ao governo dos Estados Unidos a liberação completa dos documentos, após o Instituto Vladimir Herzog ter enviado uma carta na ao Itamaraty pedindo que o Brasil fizesse a solicitação. O Ministério das Relações Exteriores informou que aguarda posicionamento ao pedido.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Wilson Cajurú

    18 de maio de 2018 11:30 pm

    O passado? Já era.

    Houve crime e covardia dos dois lados. A anistia passou a borracha. Olhar para trás é pura perda de tempo. Nada vai mudar. É por isso que não se culpa o Papa Francisco pela inquisição e nem Portugal pela escravidão. A maioria dos atores está comendo grama pela raiz e os vivos, no bico do corvo. As instituições militares e politicas não são intrinsicamente más; só foram, em determinado estágio, tomadas pela truculência e estupidez humana. Não dá mais para punir e nem perdoar .

    1. J. Dionizio

      19 de maio de 2018 5:24 am

      Discordo parcialmente

      Concordo que houve crimes e covardias de ambos os lados, mas em nenhum momento a lei de anistia passou a borracha no passado. Ela apenas permitiu que ambos os lados não iniciassem um processo para a resolução de práticas criminosas, mas isso não quer dizer que todos os crimes, dores e perdas provocados não podem ser esquecidos.

      A Igreja Católica hoje não é a mesma de 500 anos atrás, mas há esta chaga em sua história, que sempre será lembrada, assim como Portugal, que não representa o mesmo durante a colonização, mas sempre será lembrado como aquele que iniciou o processo de escravidão em uma escala totalmente desumana, se comparada com a prática realizada na antiguidade.

      Legalmente, neste momento, não podemos punir nem perdoar, mas não podemos fazer do passado uma tábula rasa e ignorar tudo o que ocorreu, simplesmente porque uma lei impede de debater este tema.

  2. alberto tiago

    18 de maio de 2018 11:56 pm

    A estrutura autoritaria

    A estrutura autoritaria Facista persiste no pais judiciario militares midia  e o idiota acima fala em deixari  pra la

     

    1. Júlio Henrique

      19 de maio de 2018 12:14 pm

      Você sabe oque é anistia?
      Você sabe oque é anistia?

  3. Rafael Ramos

    19 de maio de 2018 1:31 am

    Em outras palavras, o que

    Em outras palavras, o que disse o ministro: a história é contada pelos vencedores e daremos quantos golpes forem necessários para sempre sairmos por cima da carne seca.

  4. Vladimir

    19 de maio de 2018 12:21 pm

    Essa milicada não

    Essa milicada não entendeu,não entende e nunca entenderá que as FA são uma instiuição do Estado e não o contrário.

Recomendados para você

Recomendados