25 de junho de 2026

Ministros do PMDB querem que Temer deixe Dilma lidar com a crise sozinha

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Jornal GGN – Desde que assumiu a coordenação política a pedido de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB) vem ajudando a criar as condições mínimas de governabilidade para a presidente. Seu desempenho na articulação com o Congresso tem dado andamento ao ajuste fiscal, prioridade do Planalto. Com ele, as bancadas do PMDB na Câmara e no Senado somam votos em todos os itens, a despeito das “malcriações” de Eduardo Cunha e Renan Calheiros.

O que aconteceria se Temer deixasse Dilma lidar sozinha com a crise agora que o PSDB, mais do que nunca, aposta que uma nova eleição presidencial sairá antes de 2018? Ao que tudo indica, há uma ala do PMDB muito interessada em descobrir. 

Diariamente, a velha mídia tem noticiado, em reportagens e notinhas em colunas políticas, que o grupo peemedebista que quer desembarcar rapidamente do governo tem dado empurrões em Temer, para que o vice-presidente abandone a coordenação política com a desculpa de que já cumpriu seu papel. O resultado imediato disso seria o isolamento de Dilma e a aquisição de mais força por parte de Cunha e Renan. Não à toa, o presidente da Câmara já disse com todas as letras que Temer está sendo “sabotado” pelo próprio PT na missão de ser o bombeiro do Planalto, e deveria logo abrir mão desse papel.

Na edição da Folha desta quarta-feira (8), é a vez de caciques peemedebistas endossarem o pedido de Cunha, mas com outra desculpa: a de que Temer é bom demais para ser um mero “negociador de cargos”. “Nós dissemos a ele que o papel que lhe deram na articulação política termina por apequenar a sua história. O colocam como responsável por negociar cargos e não é essa a contribuição que ele deve dar”, disse o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). 

“Segundo pessoas próximas a Temer, a ala de entusiastas da sua saída do posto de articulador político do governo conta ainda com o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, e o ex-ministro Moreira Franco. (…) Esses interlocutores avaliam que Temer deveria assumir um papel de ‘estadista’, articulando uma saída para a crise com setores que hoje estão em conflito com o governo Dilma”, escreveu a Folha.

Um outro grupo avalia, ainda, os riscos que Temer corre ao permanecer ao lado de Dilma no momento em que a oposição aposta na derrota da presidente no Tribunal Superior Eleitoral. Lá, por provocação do PSDB de Aécio Neves – derrotado na última disputa presidencial -, Dilma enfrenta acusações de que sua campanha de reeleição recebeu doações fruto de propina do esquema da Petrobras. Se o TSE entender que houve crime eleitoral, a chapa Dilma-Temer deve ser cassada, e novas eleições serão convocadas em até três meses.

“Diante de manifestações do PSDB de que queria cassar, no TSE, a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o PMDB fez consultas a juristas”, publicou o colunista Ilimar Franco (O Globo) nesta quarta, denotando que os peemedebistas buscam, muito provavelmente em vão, uma saída para Temer em caso de cassação. “Esses disseram aos seus dirigentes que a tese não tem qualquer sustentação. A prestação de contas das campanhas não é conjunta (da coligação), mas feita separadamente pelos partidos.”

Do lado de Dilma, “ministros e líderes acham que o maior risco para a presidente seria a adesão total da sigla (PMDB) ao movimento, com Eduardo Cunha e Renan Calheiros à frente (que quer o impeachment). O Planalto se fia no vice Michel Temer. ‘É ele quem tem de garantir o apoio'”, disse um ministro, segundo o Painel da Folha de hoje.

“Auxiliares diretos do vice-presidente, no entanto, dizem que ele não vai influenciar essas conversas e que agora está preocupado em cumprir seu papel institucional de auxiliar o governo e o país a atravessarem a crise. ‘O Temer chegou aonde chegou sendo cauteloso e moderado. Até porque sabe que, num movimento em falso, pode se tornar alvo dos dois lados [PT e PSDB]’, avaliou um colaborador do vice”, complementou o jornal.

 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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12 Comentários
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  1. Eli Braz

    8 de julho de 2015 5:51 pm

    Michel Temer presidente

    Estive pensando com meus botões e mirabolando… talvez fosse a hora do PT fazer uma grande proposta ao PMDB. Apoiar Michel Temer para presidente com apoio de Lula em 2018. O PT sairia de cena para curar suas feridas, tentar eleger uma bancada razoável de deputados e senadores. O PMDB se comprometeria a manter todas as políticas sociais e uma agenda desenvolvimentista. 

    Acho que não custaria tentar. A não ser que se bandeim para o lado do golpe aí,,, já era mesmo.

    1. Cleusa

      8 de julho de 2015 10:24 pm

      No momento de crise em que vivemos …

      Eli, em parte concordo com você. Não acredito que o Temer abandonará Dilma. Mas, que ela corre risco com os se escrúpulos do Cunha e Renan. Se vier a ocorreu um imptimam pode aguardar uma guerra civil e uma desestabilização  terrível no Brasil. Ainda mais em época de crise como a que vivemos. Espero que o Temer aja com inteligência e tenha comportamento de estadista par anão cair no canto da sereia dos traíras de seus colegas de partido.

    2. M Thereza

      8 de julho de 2015 11:01 pm

      Gostei mesmo dessa proposta.

      Gostei mesmo dessa proposta. Exceto pelo “a não ser” que vc coloca. 

    3. Oscar Kohl

      9 de julho de 2015 1:48 am

      Então, nao foi o próprio Lula

      Então, nao foi o próprio Lula quem promoveu encontro de reaproximação de Dilma com Temer, com noticias dizendo que pedira ao vice que convidasse Dilma para jantar e a presenteasse com vinho? Rolou até papo na internet que se discutiu até o apoio de Lula a Temer em caso extremo de vacância .Segundo um center/forward bretão há mais  peixe entre o céu e a terra  ou é urubu , sei lá, do  que pode sacar nossa vã filosofia.

    4. Maria Luisa

      9 de julho de 2015 1:59 pm

      Terá que passar por cima de Eduardo Cunha primeiro…

      Tem um problema nesse tabuleiro (mais de um, claro), o grande problema do PMDB hoje se chama Eduardo Cunha, que não aceitará nenhuma forma de aliança com o PT. Cunha quer se vingar do PT e ao mesmo tempo ele tem outros planos para o PMDB e para a sucessão presidencial. E pode ter certeza de que Temer não faz parte desses planos.

  2. Selma G

    8 de julho de 2015 6:53 pm

    Pouca vergonha, o PMDB não é

    Pouca vergonha, o PMDB não é aliado, o PMDB é governo, tem o vice. Com um povo desses, o país não tem jeito nem com mais 500 anos. E quando falo de povo é todo mundo: políticos, judiciário, MP, PF, jornalista, intelectuais,  e “os com diploma” em geral. 

  3. Carlos Lima

    8 de julho de 2015 6:55 pm

    NOSSA NASSIF, QUEM ESCREVEU ISSO, GEDDEL…NOSSA

    Quanto vale um cacique sem tribo..

  4. Paulo Brasileiro

    8 de julho de 2015 8:19 pm

    Caso o pmdb aceite participar

    Caso o pmdb aceite participar do golpe da direita, só irá reforçar o que todos já sabem:

    O pddb é um partido fisiológico, com canalhas e oportunistas no mesmo balaio.

  5. JOSE CAMPOS DE JESUS

    8 de julho de 2015 8:59 pm

    PMDB

    Só tem rato nesse partido.

     

  6. Cunha

    8 de julho de 2015 9:03 pm

    Vamos ver como o Temer quer

    Vamos ver como o Temer quer ser registrado na História do Brasil.

     

     

  7. Ivan de Union

    8 de julho de 2015 9:30 pm

    Gostaria muitissimo de saber

    Gostaria muitissimo de saber que dia e em qual crise Temer lidou com crise frente aa frente pra poupar Dilma.

    Alguem saberia a resposta?

    Mostrem me UMA “crise” dessas!

  8. Gerson Pompeu

    9 de julho de 2015 2:39 am

    Torcida

    Qual é o nome do torcedor tucano que escreveu essa “matéria”?

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