5 de junho de 2026

ONU aponta 165 milhões a mais na pobreza e pede a países ricos “pausa” na cobrança de dívidas

PNUD indicou ainda que 75 milhões de pessoas entraram na pobreza extrema e pediu a países ricos pausa na cobrança de dívidas dos vulneráveis
Conforme o PNUD, a pobreza afeta sobretudo países endividados que não conseguem investir em políticas públicas sociais. Foto: Agência Brasil

Cerca de 165 milhões de pessoas no mundo caíram na pobreza desde 2020 como resultado da crise gerada pela pandemia de covid-19, informa a Organização das Nações Unidas (ONU).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indicou que 75 milhões de pessoas entraram na pobreza extrema (recebem menos de 2,15 dólares por dia de renda), enquanto outros 90 milhões estão abaixo da linha da pobreza (3,65 dólares por dia).

Conforme o chefe do PNUD, Achim Steiner, nas nações endividadas existe uma “correlação entre altos níveis de dívida, gastos sociais insuficientes e um aumento alarmante dos índices de pobreza”.

Com base nisso, a agência apelou às instituições financeiras e às nações mais desenvolvidas para uma “pausa” no pagamento da dívida destes países com vista a inverter estes indicadores.

Pobreza multidimensional 

No início desta semana, o PNUD havia publicado um relatório no qual revela que cerca de 1,1 bilhão de pessoas vivem em situação de pobreza multidimensional aguda em 110 países do mundo.

A pobreza multidimensional é uma extensão do modelo tradicional de avaliação da pobreza, em que apenas se considera a renda monetária como variável determinante do grau de privação dos indivíduos. 

Esta nova definição busca englobar todos os tipos de privações dos indivíduos em seu âmbito social, econômico e político.

Custo humano da inação 

Segundo o relatório do PNUD sobre os resultados da crise pandêmica de covid-19, são necessários cerca de 14 bilhões de dólares por ano para tirar os novos pobres de sua situação atual, o que representa menos de 4% da dívida dos países em desenvolvimento.

“Há um custo humano na inação em relação à reestruturação da dívida soberana dos países em desenvolvimento”, enfatizou Steiner. Ele destaca a necessidade de buscar uma nova “arquitetura financeira para os mais vulneráveis”.

LEIA MAIS:

Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados