Para entender um pouco do imbróglio da Petrobras, por César Locatelli

Por César Locatelli

Ref. ao post: A tarefa impossível de calcular as perdas da Petrobras

Vamos começar com uma analogia?

Você comprou uma casa por R$ 500 mil reais. Depois de um tempo, você descobriu que o corretor recebeu mais do que deveria. Ao invés de receber a corretagem padrão, ele recebeu mais. Sua casa está “contablizada” no seu imposto de renda por R$ 500 mil, mas pode ser que valha menos do que isso porque você descobriu essa história do corretor.

Como proceder?      

A melhor forma seria procurar pessoas que trabalham no mercado imobiliário e pedir algumas avaliações da sua casa. Tentando dessa forma descobrir por quanto você conseguiria vender sua casa se assim quisesse.

Descoberto o valor de mercado você teria uma boa ideia de quanto sua casa realmente vale. Esse processo se chama marcação a mercado, que é tentar descobrir por quanto conseguiríamos nos desfazer de ativos que temos, no nosso exemplo por quanto vendria sua casa. A partir da marcação a mercado contabilizamos o novo valor e a diferença será lançada como prejuízo se a casa valer no mercado menos do os R$ 500 mil ou lucro se o valor de mercado for superior.

A dificuldade desse processo aumenta exponencialmente se temos que avaliar uma refinaria. Se tivéssemos muitas negociações envolvendo compras e vendas de refinarias, a solução seria simples. Não é esse o caso.

A Petrobras tem R$ 600 bi de ativos imobilizado, que é constituído por imóveis, refinarias,  plataformas, prédios e todos outros tipos de ativos fixos. Existe a suspeita de que a empresa pagou a mais do que o devido sobre 1/3 desse valor, ou, cerca de R$ 188 bi.

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Eles tentaram caminhar por dois métodos. Um foi determinar o valor do dinheiro desviado e abater do valor contabilizado do imobilizado. Porém, é impossível saber o quanto foi efetivamente pago a mais. Esse método não se revelou adequado. O outro método é avaliar qual seria o valor justo do imobilizado e compará-lo com o valor contábil. Esse método revelou que entre ativos avaliados para maior e ativos avaliados para menor, a diferença seria de R$ 60 bilhões. Explicando: a consultoria, contratada para reavaliar aqueles ativos que estavam na contabilidade com valor de R$ 188 bi, acha que esses ativos valem cer de R$ 128 bi. Ou seja, que estão contabilizados por R$ 60 bi a mais.

A empresa deveria, ao julgar que esse novo número é razoável, colocar em seu balanço que os ativoa valem R$ 60 bi a menos e lançar esse valor a prejuízo.

Ocorre, ainda, que esse cálculo tem muita incerteza. Então a diretoria da empresa resolveu divulgar o valor da perda estimada por essas consultorias para dar uma ideia para o mercado e tentar buscar outro método mais confiável. Quando tiver mais segurança do valor a ser jogado para prejuízo a empresa fará isso e seu ativo imobilizado será reduzido desse valor, que pode ser maior ou menor que R$ 60 bi.

Os operadores do mercado financeiro, que derrubaram o preço da ação em perto de 10%, fizeram a seguinte conta se o ativo da empresa cair 10% de R$ 600 bi para R$ 540 bi, a empresa “perderá” 10% de seu valor. Parece exagerado. Mas o tempo dirá.

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19 comentários

  1. Não é fácil entender o que a

    Não é fácil entender o que a empresa deveria fazer. E muito menos o grau de confiança no processo de cálculo do prejuízo. Ainda por cima temos a ‘excelente’ fama das empresas de auditoria.

    Num cenário otimista, diria que os abutres farão de tudo para causar o maior dano possível à gigante e importante Petros.

    Com as instituições e população que temos é torcer para o menos pior.

  2. Os operadores do mercado

    Os operadores do mercado estão derrubando os preços das ações da Petrobras por qualquer motivo, real ou fictício, bem ou mal informado. Quanto mais os preços oscilarem mais elas mudam de mãos.

  3. Valor de ação baseado em ativos?

    Num caso imaginário, ideal pode (e deveria) até ser

    Mas … na Bolsa?

    Então explique-se porque a empresa dá um lucro líquido de >20 bi. como sempre dá, bate recordes de produção, explora antecipadamente reservas das maiores encontradas recentemente no mundo, tem um dos melhores índices mundiais de produtividade de upstream, tem tecnologia invejada e inalcançada pela concorrência mundial, investe no downstream para reduzir perdas históricas (que não lhe tiram os lucros) e (antes da queda do petróleo e o circo do petrolão) suas ações caem de 300 para 80?

    Nem que as ações fossem atreladas à contabilidade.

    Ao invés de (tipicamente) ganância.

  4. MÍDIA BANDIDA 0073 : Como

    quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

    MÍDIA BANDIDA 0073 : Como roubar R$ 88 bi da Petrobrás?

     
    Com a publicação do resultado de R$ 3 bilhões de lucro no 3o trimestre de 2014, a mídia de oposição caiu de pau dizendo que esse resultado não leva em conta os R$ 88 bi, 78% do valor da Petrobrás, roubado pelos petralhas e outros a quem atribuem um descalabro inédito no Brasil, etc e tal.

    Abusa-se do desconhecimento geral de contabilidade para afirmar essas sandices. Vamos para um exemplo claro: José é dono de uma padaria e seu irmão João é quem faz as compras. Só que esse irmão é um mau-caráter e ganha propina de 2% em cima da farinha, do leite, e apresenta a José as notas pagas para serem contabilizadas. O contador pega o que foi gasto, deduz do que foi vendido e daí sai o lucro. José considera o resultado bom e não desconfia de nada. Se o irmão não o roubasse, seu lucro seria maior. E assim se fez por anos. Aí se descobre a mutreta de João, que é afastado e José passa a prestar mais atenção nas compras. Seu lucro aumentou com essas medidas.

    E se João, em vez de 2%, alguém dissesse ao dono que o irmão metia a mão em 50% sobre os insumos, e mesmo assim o lucro fosse satisfatório para José? Aí essa padaria seria um fenômeno. Ou então não eram 50%.

    Desde que começaram as denúncias na Petrobrás que os controles se tornaram bem mais rígidos. A quadrilha atuava desde 1998, quando o presidente FHC afrouxou a lei de licitações para a Petrobrás e abriu a porta à roubalheira que se sucedeu. De lá para cá a Petrobrás nunca deu um resultado insatisfatório aos seus acionistas, sempre na média das outras empresas de petróleo do mundo. Que também têm seus problemas com cartéis de fornecedores. Os roubos eventualmente havidos reduziram os lucros apurados em todos esses anos e, aparentemente, não foram sentidos.

    Porque a mídia oposicionista quer então que se some aos R$ 3 bi os R$ 88 bi que ela estima que tenham sido roubados ao longo do tempo, de uma vez só? Suponhamos que a Petrobrás aceitasse o argumento e dissesse: “é, fomos roubados, os acionistas deixaram de receber, então a gente vai pagar  isso e depois vai cobrar dos ladrões”. É isso mesmo que estão propondo? Que a empresa fabrique um lucro fictício e se endivide para pagar lucros aos acionistas?

    Voltando ao caso do José e João: ou a Petrobrás é um fenômeno de petroleira bem administrada a ponto de dar bons lucros durante quase 20 anos e ninguém sentir o roubo de R$ 88 bi, ou a quantia não é essa. Segundo a Petrobrás, as empreiteiras envolvidas receberam um total de R$ 188,4 bi pelas obras realizadas desde 2004. A uma base de 3%, que foi o percentual divulgado pelos corruptos presos, o valor estimado com propinas seria de R$ 5,8 bi.

    O que a mídia bandida e o mercado igualmente bandido querem é que a Petrobrás dê prejuízo nos seus balanços a partir de manipulações contábeis. Um dos interesses é de poder publicar que “o governo do PT levou a Petrobrás ao buraco”. O outro, acabar mesmo com a credibilidade da Petrobrás para facilitar o discurso da privatização. 

     

  5. MÍDIA BANDIDA 0073 : Como

    quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

    MÍDIA BANDIDA 0073 : Como roubar R$ 88 bi da Petrobrás?

     
    Com a publicação do resultado de R$ 3 bilhões de lucro no 3o trimestre de 2014, a mídia de oposição caiu de pau dizendo que esse resultado não leva em conta os R$ 88 bi, 78% do valor da Petrobrás, roubado pelos petralhas e outros a quem atribuem um descalabro inédito no Brasil, etc e tal.

    Abusa-se do desconhecimento geral de contabilidade para afirmar essas sandices. Vamos para um exemplo claro: José é dono de uma padaria e seu irmão João é quem faz as compras. Só que esse irmão é um mau-caráter e ganha propina de 2% em cima da farinha, do leite, e apresenta a José as notas pagas para serem contabilizadas. O contador pega o que foi gasto, deduz do que foi vendido e daí sai o lucro. José considera o resultado bom e não desconfia de nada. Se o irmão não o roubasse, seu lucro seria maior. E assim se fez por anos. Aí se descobre a mutreta de João, que é afastado e José passa a prestar mais atenção nas compras. Seu lucro aumentou com essas medidas.

    E se João, em vez de 2%, alguém dissesse ao dono que o irmão metia a mão em 50% sobre os insumos, e mesmo assim o lucro fosse satisfatório para José? Aí essa padaria seria um fenômeno. Ou então não eram 50%.

    Desde que começaram as denúncias na Petrobrás que os controles se tornaram bem mais rígidos. A quadrilha atuava desde 1998, quando o presidente FHC afrouxou a lei de licitações para a Petrobrás e abriu a porta à roubalheira que se sucedeu. De lá para cá a Petrobrás nunca deu um resultado insatisfatório aos seus acionistas, sempre na média das outras empresas de petróleo do mundo. Que também têm seus problemas com cartéis de fornecedores. Os roubos eventualmente havidos reduziram os lucros apurados em todos esses anos e, aparentemente, não foram sentidos.

    Porque a mídia oposicionista quer então que se some aos R$ 3 bi os R$ 88 bi que ela estima que tenham sido roubados ao longo do tempo, de uma vez só? Suponhamos que a Petrobrás aceitasse o argumento e dissesse: “é, fomos roubados, os acionistas deixaram de receber, então a gente vai pagar  isso e depois vai cobrar dos ladrões”. É isso mesmo que estão propondo? Que a empresa fabrique um lucro fictício e se endivide para pagar lucros aos acionistas?

    Voltando ao caso do José e João: ou a Petrobrás é um fenômeno de petroleira bem administrada a ponto de dar bons lucros durante quase 20 anos e ninguém sentir o roubo de R$ 88 bi, ou a quantia não é essa. Segundo a Petrobrás, as empreiteiras envolvidas receberam um total de R$ 188,4 bi pelas obras realizadas desde 2004. A uma base de 3%, que foi o percentual divulgado pelos corruptos presos, o valor estimado com propinas seria de R$ 5,8 bi.

    O que a mídia bandida e o mercado igualmente bandido querem é que a Petrobrás dê prejuízo nos seus balanços a partir de manipulações contábeis. Um dos interesses é de poder publicar que “o governo do PT levou a Petrobrás ao buraco”. O outro, acabar mesmo com a credibilidade da Petrobrás para facilitar o discurso da privatização. 

     

  6. … “Descoberto o valor de mercado” …

    Premissa subjetiva, a menos que haja uma compra ou venda.

    Quanto “vale no mercado” uma refinaria? Uma pequena pesada aqui? Outra grande leve acolá? Um oleoduto? Uma plataforma? Um navio especializado? … Ou o controle de uma Vale, pela especializadíssima McKinsey? …

    O que precisamos entender é, como já se observou várias vezes aqui, o que interessa de verdade é quanto se pagou e quanto este investimento vai render. Aí o pior é dizer: “Pô, podia dar mais lucro, se comprasse melhor, né?”

    Ou: “Pô vou processar o ladrão que me vendeu esta bagaça e buscar essa diferença …vou ganhar MAIS AINDA!”

    Se podia ser 3% mais barato ou 5% mais caro num mundo capitalista de projetos bilionários é, também como já dito, impossível de se quantificar contabilmente.

    Portanto o que importa é seu valor de geração de caixa. O retorno do investimento feito ao preço que foi pago.

    Embora 3% de 600 bilhões sejam gigantescos 18 bilhões, continuam sendo 3%. 

    Vou dar um exemplo simplificadamente didático:

    Tenho uma empresa lucrativa, que gera 15 milhões de lucro liquido anual

    Um diretor que controla a fábrica (e sua patota), leva 2 milhões ano de propina na operação (capex e opex, ou seja: despesas operacionais e investimentos.

    Conclui-se portanto que mesmo que a propina não tenha alterado o preço (sim, improvável mas acontece), tudo que foi gasto ou adquirido custou 2 milhões que poderiam ter ido para o resultado da empresa (vamos aqui supor, irregularmente, que tudo foi para os seus “ativos”).

    10 anos depois, descobre-se a falcatrua. A empresa continua a dar seus 15 milhões de lucro, apesar do diretor.

    Aí vem o contador e diz que vai ter que “abater 20 milhões”. Portanto naquele ano além de não dar lucro, a empresa registrará um “prejuízo” de 5 milhões! E nenhum dono levará para casa lhufas do lucro real operacional de 15 milhões, por um registro contábil (de leite derramado).

    É mole?!

    Isto, sem considerar, no caso da Petrobrás, que numa depreciação de 20%, estes ativos de 600 (?) geram uma “perda” de 120 bilhões /ano, ou 60 bilhões a 10% a/a. A cada momento que eu fizer uma “avaliação de mercado” (subjetiva, como já dito), quanto dela será depreciação (ou resíduo) e quanto de “mercado”. De um projeto que ficou pronto (e depreciado) aos pedaços (“working in progress”) …

    Repetindo o que já foi várias vezes dito aqui: o que importa é o retorno, a geração de resultado daquele ativo. Seu valor? É o que foi pago (e contabilizado)!

    O resto é estrepolia da esperta inguinoranssa miRdiática de opozissão.

     

  7. O predador global

    O papel de predador de o globo é impressionante. Desde que foi criado o jornal serve a direita, detesta a petrobrás e tenta destrui-la. Milhares de editoriais, centenas de artigos de eugenio gudin e roberto campos, que sempre acharam que o país devia se dedicar a ser pastoril e agricola, atestam isso.

    O noticiário da globo é certo: qualquer coisa que a petrobrás fizer ela vai atacar. Ontem queria a gosolina mais cara, hoje quer colocar uma lupa em qualquer prezuiso da empresa. Mais do que isso, provoca, com sua desinformação o prejuiso da empresa. Empresários presos e quem é a bandida, para o pig, é a própria petrobrás. Incrível.

    O pig é criminso.

    O mesmo pig que causou a crise de sede em são paulo com sua desinformação.

    • Por tras da Petrobras, interesses e odios

      Talvez um das explicações seja o fato de Roberto Marinho detestar a familia Vargas (levou um bofetada em publico de Benjamin Vargas, segundo reza a lenda, defendendo o irmão de um ataque do jornal O Globo). Marinho, através de seu jornal, fez de tudo para derrubar Getulio e levar junto tudo o que ele tenha feito para o Brasil. E é claro, ha sempre questões financeiras embaixo disso tudo. O Grupo Globo sempre teve negociatas com americanos…

  8. Complemento ao comentário “Descoberto o valor de mercado”

    É óbvio que a investigação sobre as propinas é válida, e que se puna quem (comprovadamente) fez negócios ilícitos com dinheiro que poderia reduzir os custos da empresa.

    O que NÃO PODE é fazer uma investigação escandalosa, que prejudica não só a eficácia da própria, como també princípios básicos de Justiça (e nã de Inquisição medieval) e mais ainda, a imagem e os negócios das empresas envolvidas, todas estratégicas para nossa economia.

    Destruí-las por uma sanha inquisitória de moral santa significa multiplicar os eventuais prejuízos causados (e bem ou mal suportados pelos respectivos neg´´ocios, com lucro), causando ao país um prejuízo muito maior, não só em termos econômicos e financeiros diretos, mas também sociais.

    O escândalo (e não a investigação) já está paralizando negócios, obras e projetos pelo país inteiro, muitos essenciais à nossa competitividade, outros ao nosso desenvolvimento social.

    Portanto este processo circense-inquisitório é nefasto.

    E como sabemos, por ser apenas guerra de facções, será também ineficaz

    Sem outra opção, Robin Hood ainda é melhor que a multisecular “Máfia Real”.

  9. SOBRE VAMPIROS E BANCOS DE SANGUE

    Se um conjunto de  ativos recentemente adquirido tem um custo 50% maior (60/128) do que um possível custo ideal, das duas uma: ou essa conta da auditoria está errada, pois quer impor um modelo de custos que não corresponde aos custos possíveis de aquisição da Petrobrás, ou a Petrobras tem que fechar as portas e entregar a chave à iniciativa privada. 

    Lembro que esta empresa está sujeita a um mercado nacional de fornecedores pobre, que vem enfraquecendo desde o fim da época do Brasil Grande. A indústria automobilistica, que seria a locomotiva industrial do Brasil pós Militares não passa de um Ferrorama. O índice de nacionalização dos componentes de indústria pesada vem caindo desde que Angra 2 estabeleceu que teria 60%!!!!, se não me engano,  em seu projeto inicial, hoje está bem menor que isso, não me espantaria se não fosse a metade. Em diversas indústrias a petroleira entra como cliente único, financiador de capital de giro e fomentador de tecnologia. 

    O que não se justifica é a politicagem de Norte a Sul, especialmente no Nordeste, que está resultando em rios de dinheiro jogados fora com projetos inviáveis.  RELACIONAMENTO INSTITUCIONAL(POLITICA) DA EMPRESA DEVE SER FEITO COM VERBA DE MARKETING, REPRESENTAÇÃO, PROJETOS SOCIAIS E CONVÊNIOS.

    Misturar core-business com política é fatal. Daí, as peculiaridades de custos da indústria do petróleo e mais especificamente da Petrobras viram uma janela para todo tipo de aberrações de preços e negociatas, assim como as regras de aquisição diferenciadas e flexibilizadas. Não há instrumentos de controle que resolvam, Diretoria de Governança é jogar para a torcida. Se você põe um vampiro para tomar conta do banco de sangue não tem vigia que dê jeito.  Espero que a empresa e o governo  aprendam a lição. Dentre as duas alternativas, acredito em um meio termo, não acho que privatizar seja solução. Sequer acho que seja bom para o país em termosestratégicos, de valor adicionado pela empresa e benefícios intangíveis.

    Errado ou certo o número, idealizado por uma consultoria que gostaria de ver a petrobras privatizada ou ponderado, a empresa deve resolver essa pendência institucional, deixando o problema para a esfera das pessoas que o causaram. Se a Presidente for sábia, resolve logo esse imbróglio contábil, para não dar margem aos fundos abutres, pois a gangrena está piorando.

    A Petrobras precisa extirpar o “não-negócio” das suas entranhas. Tem quadros técnicos e administrativos excelentes, pode buscar quem quiser no mercado em complemento. Não é dificil, é só não delegar aos politicos vampiros a direção do banco de sangue.

  10. A comissão não foi sobre o

    A comissão não foi sobre o valor do projeto como um todo, mas sim da elevação negociada com o Paulo Roberto Costa das margens de lucro para cada projeto licitado. Essas margens são definidas pela Petrobras para cada licitação. O Diretor picareta negociava subir a margem (apesar de ainda estar dentro da normalidade do mercado) e recebia uma comissão por isso. Agora, imagine ai como estimar essa margem de lucro a maior se as margens praticadas estão dentro da normalidade? Adicione isso a complexidade dos contratos da Petrobras.

  11. ROTEIRO DA CASA GRANDE.
    1-

    ROTEIRO DA CASA GRANDE.

    1- Derrubar o preço da Petrobrás.

    2- Convencer a opinião pública que a culpa é da Dilma e do PT.

    3- Derrubar a presidente da República e tornar o PT proscrito.

    4- Injetar uma fábula de dinheiro do BNDES para sanear a Petrobrás.

    5- Privatizá-la a preço de Banana aos amigos ( com financiamento do BNDES é claro).

    6- Receber polpudas comissões em paraísos fiscais.

    7- Recompor o aparelhamento das instituições.

     

    • 8 – Transformar o país numa

      8 – Transformar o país numa versão piorada da Grécia, com racionamento de água (porque, obedecendo aos ditames do Império, deve-se privatizar a água do mundo: só quem puder pagar deve beber – vide tentativa na Bolívia), racionamento de energia (porque devemos evitar de construir usinas, que de uma forma ou outra poluem o “patrimônio da humanidade”). O povo que coma “soilent green”…

      9 – Entregar o país ao comando político do Império, sem entretanto, as prerrogativas de ser uma unidade da federação. Algo parecido com um México piorado, já que está longe demais de suas fronteiras…

  12. Não entendo dos detalhes

    Não entendo dos detalhes técnicos dessa auditoria, mas me parece mais uma maquiagem contábil. Como é possível haver um roubo de 60 a 80 bilhões de reais com a Petrobras mantendo grande ritmo de investimentos, desenvolvendo tecnologias de ponta, construindo refinaria gigante, comprando refinaria fora do Brasil, pagando altos impostos e mantendo o pagamento em dia de um quadro com 80 mil funcionários, além dos lucros para os acionistas? Ora, isso não bate com a realidade. Talvez agora, com os ataques da Globo em aliança com o juiz Moro e seus delatores de conveniência tenham provocado a desvalorização da empresa. Isso sem falar na queda do preço do petróleo. Mas, são fatores de agora, recentes, e precisam ser considerados numa auditoria séria. Fato é que se Petrobras teve prejuízo de 60 bilhões de reais fazendo o que faz, o governo precisa urgententemente estatizá-la por completo, pois é comprovadamente uma mina de ouro – ou de petróleo, ou de euro, ou o que estiver com a maior cotação. É um poço de bondade. Que a Globo e o tucanato querem para si e para um seleto grupo de barões do grande capital privado, apenas.

  13. essa discussão sobre os 

    essa discussão sobre os  valores a serem contabilizados como

    prejuízo em face da corrupção mostra até que ponto essa operação

    lavajato pode significar  uma furada histórica.

    ora, se não foi descoberto nem o total da corrupção, como voce

    sai por aí prendendo pessoas e dizendo que tudo é  culpa da petrobrás?

    e esse escarcéu jurisseletivo-preconceituoso-midiático

    respingar sobre só um dos lados?

    que term de avaliar perdas que nem pode avaliar

    porque os  investigadores-delatores tb não sabem?

  14. O autor deve adotar a máxima,

    O autor deve adotar a máxima, que o mundo é povoado por otários. 

    Mas os mercados teimam em não se-los.

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