Saúde tenta se apropriar de todas as doses da Coronavac e SP vai recorrer

Em ofício enviado ao Instituto Butantan, o governo Bolsonaro pede a entrega imediata de todas as 6 milhões de doses da vacina contra Covid-19

Foto: Divulgação/Redes

Jornal GGN – No toma lá da cá das disputas entre o governo federal de Jair Bolsonaro e do estado de São Paulo de João Doria, o Ministério da Saúde tentou se apropriar de todas as doses da vacina CoronaVac, inclusive das garantidas para o governo estadual.

Em ofício enviado ao diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o governo Bolsonaro pede a entrega imediata de todas as 6 milhões de doses da vacina contra Covid-19.

Trata-se da empreitada da pasta de Eduardo Pazuello de impedir que o governo de São Paulo – ou qualquer outro -não vacine a população, seguindo seus respectivos cronogramas estaduais, enquanto o governo federal não consegue dar início ao Plano Nacional.

No documento, o diretor do Departamento de Logística em Saúde, Roberto Ferreira Dias, solicita com “urgência” a “imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este Ministério precisa fazer o devido loteamento”.

Ainda, o diretor da pasta frisa o discurso de Pazuello de que enquanto o plano nacional não começar, os estaduais tampouco, afirmando que “a logística de distribuição para todos os estados da federação” deve ser feita “de maneira simultânea e equitativa”.

A medida ocorre, ainda, em meio ao bloqueio das 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford na Índia, quando após o governo brasileiro anunciar até mesmo o voo que trairia as doses, a Índia requisitou manter o imunizante no país, por proteção sanitária nacional.

O governo de São Paulo já informou que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que a União se aproprie das doses de Coronavac já compradas pelo estado.

 

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1 comentário

  1. Alguém tem dúvida de que o despresidente amilicianado está se coçando para fazer um teste de força com tropas confiscando alguma coisa por “ordis” dele?
    Ainda mais em cima de um arqui-inimigo.
    Vejamos o que dirá o STF, se acionado.
    E se o jipe com um cabo e um soldado continuará sem gasolina e sem munição.

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